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  Charlie Brown Jr. melhor e mais pesado

“Este é o nosso primeiro cover e provavelmente o último”, disse Chorão, referindo-se à releitura de Baader-Meinhorf Blues, da Legião Urbana, que o Charlie Brown Jr. incluiu em seu mais recente disco, Bocas Ordinárias
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Em um mercado fonográfico em crise – e por isso apostando cada vez mais em fórmulas certeiras, como discos acústicos, ao vivo e coletâneas – chega a ser impressionante a velocidade com que o Charlie Brown Jr. lança CDs inéditos, todos sempre muito bons e de grande sucesso. Até agora foram cinco, sendo praticamente um por ano: Transpiração Contínua Prolongada (97), Preço. Curto.. Prazo. Longo (99), Nadando com Os Tubarões (2000), 100% Charlie Brown Jr. – Abalando A Sua Fábrica (2001) e o recente Bocas Ordinárias, lançado no fim de 2002.
Em cada disco, são pelo menos dois hits: O Coro Vai Comê e Proibida pra Mim (Transpiração Contínua Prolongada); Confisco, Zóio de Lula, Te Levar e Não Deixe O Mar Te Engolir (Preço. Curto.. Prazo. Longo); Rubão, Não É Sério e Tudo Mudar (Nadando com Os Tubarões); Hoje Eu Acordei Feliz e Como Tudo Deve Ser (100% Charlie Brown Jr. – Abalando A Sua Fábrica), entre outras. O novo disco segue a tendência: duas canções já emplacaram nas rádios: Hoje Eu Só Procuro A Minha Paz e o hit Papo Reto (Prazer É Sexo, O Resto É Negócio), mais do que estourada nas rádios.
E o CD tem potencial para ir muito além. Em Bocas Ordinárias, o Charlie Brown não muda o estilo que o consagrou: muito hard rock, punk rock e hardcore, misturando letras revoltadas – recheadas de palavrões – e um certo romantismo, mesmo que não muito escancarado. Outro fator em comum entre o atual disco e o demais está na vendagem: todos superaram a marca de 100 mil cópias vendidas (disco de ouro), sendo que Bocas Ordinárias já está na casa das 160 mil unidades comercializadas. Ao todo, já foram mais de 1 milhão e 500 mil cópias vendidas em apenas cinco discos. Uma grande marca para um grupo de rock pesado.
Entre as novidades, Bocas Ordinárias joga para escanteio o lado mais pop do Charlie Brown Jr., explícito em músicas como Te Levar e Não É Sério, para investir nas guitarras distorcidas de Marcão e no vocal rasgado de Chorão. Não há uma balada no disco – todas as faixas são bem pesadas. Outra diferença é a inclusão, pela primeira vez, de uma releitura: o quarteto faz uma ótima versão hardcore de Baader-Meinhorf Blues, da Legião Urbana. “É o nosso primeiro cover, e provavelmente o último. Não gostamos de tocar músicas dos outros”, disse Chorão, no recente da banda no ATL Hall, no Rio.
A prova de que o vocalista tem razão está no restante do repertório do disco: as outras 11 faixas são compostas por Chorão, Marcão, Pelado (bateria) e Champignon (baixo), sem parceiros de fora do grupo. Papo Reto, Só por Uma Noite e Bocas Ordinárias, Guerrilha, mostram a forma peculiar do Charlie Brown Jr. falar de amor. “Fim de semana eu sei lá, vou viajar / Vou me embalar, dar uma festa / Vou tocar o puteiro / Vou te esquecer, nem que seja / Só por uma noite”, diz a letra de Só por Uma Noite. Hoje Eu Só Procuro A Minha Paz mostra que os brutos também amam: “Eu sei que já fiz muita coisa errada / Mas o fato de eu ser maluco / Não quer dizer que eu não dê valor para as coisas / E nem pra você (...) / Essa eu fiz (...) por todas as pessoas que amam a liberdade, a paz (...) / O mundo é das pessoas que sonham.”

Grupo faz referência a Sabotage

As mais pesadas são My Mini Ramp, toda em inglês, Com A Boca Amargando e Tarja Preta, que diz que “Charlie Brown Jr. não deve ser consumido por pessoas simpáticas”. O rock Não Fure Os Olhos da Verdade é um tributo ao punk, ao rock e ao rap. Somos Poucos Mas Somos Loucos, por sua vez, é um hip hop que também presta homenagem ao gênero, citando inclusive o rapper Sabotage, morto em 24 de janeiro passado. Já em Com Minha Loucura Faço Meu Dinheiro, Com Meu Dinheiro Faço Minhas Loucuras, o grupo dá a entender que está falando sobre o fim de uma possível dependência de drogas. “Eu mergulhei fundo, tomei de tudo para tentar chegar / Ao fim de um poço de um mundo sujo / Que só me impõe princípios, objetos falidos (...) / Eu conheço o fim da linha, eu renasci no submundo”, diz a letra da música.
Uma curiosidade no disco está no nome das faixas – em vários casos os títulos foram tirados de outras músicas. O verso “Hoje eu só procuro a minha paz”, que daria nome à segunda faixa, encontra-se nas letras de Com A Boca Amargando e de Somos Poucos Mas Somos Loucos. Esta última frase, por sua vez, foi retirada da música Tarja Preta.
Enfim, fora as excentricidades, Bocas Ordinárias é mais um grande disco do Charlie Brown Jr. As 12 faixas estão na medida, o som está cada vez mais pesado, e as letras mostram a maturidade de uma banda que, com seus discos e shows, conquistou merecidamente o título de a mais popular do hard rock nacional. Agora fica a expectativa para saber se o grupo vai se render ao mercado e lançar um próximo discos com os principais sucessos ao vivo – ou até um Acústico MTV, como já foi especulado – ou se virá um sexto álbum de inéditas. Qualquer que seja a escolha, certamente virá outro ótimo trabalho.



Veja mais:


   Disco:  Bocas Ordinárias
     Ficha técnica, faixas e compositores





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