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  Projeto Visa Sounds 2003 começa com Bryan Ferry

Bryan Ferry e a harpista de sua banda no show do ATL Hall: cariocas e paulistas puderam conferir a performance de um cantor maduro, que transita bem por vários estilos musicais
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O primeiro evento de 2003 do projeto Visa Sounds – parceria entre a operadora de cartões de crédito Visa e a CIE Brasil que traz ao país grandes nomes da música internacional – foi a vinda do inglês Bryan Ferry, ex-vocalista do grupo de pop-rock Roxy Music e com uma consolidada carreira solo como cantor romântico. Bryan apresentou-se no ATL Hall, no Rio de Janeiro, no dia 12 de fevereiro, e no Credicard Hall, em São Paulo, nos dias 13 e 15 do mesmo mês. Esta foi a segunda aparição de Ferry por aqui: a primeira foi em 1995.
Bryan Ferry é a quinta atração do Visa Sounds, projeto que começou em maio de 2002 com a apresentação dos guitarristas Robert Cray e Jeff Healey. A seguir vieram o bluesman Buddy Guy, o baterista Bill Bruford (ambos em setembro) e o baixista Stanley Clarke (dezembro). Já estão confirmados para março próximo shows do grupo mexicano Maná e do guitarrista Joe Satrianni, em abril. Também são esperados para este ano os escoceses do Coldplay.

Cantor veio divulgar seu 11º álbum

Bryan Ferry veio ao Brasil quase um ano após o lançamento de seu mais recente CD, Frantic (EMI), no qual mantém sua mistura de romantismo, canções pop e, como de costume, releituras. Desta vez o contemplado foi Bob Dylan, que empresta duas composições: It’s All Over Now, Baby Blue e Don’t Think Twice, It’s All Right. A referência é antiga: já em seu primeiro disco solo, These Foolish Things (1973), lançado quando ainda integrava o Roxy Music, Ferry gravou uma canção de Dylan, A Hard Rain’s A-Gonna Fall.
Frantic
(“frenético”, em português), 11º disco da carreira solo de Bryan Ferry, tem a participação do guitarrista Jonny Greenwood, do Radiohead, na faixa Hiroshima, e do ex-parceiro de Roxy Music Brian Eno, que compôs com Ferry a faixa I Thought e que, no disco, canta e toca teclado nessa música e em Goddess of  Love. Além disso, há quatro canções co-escritas por Dave Stewart, do Eurythmics. Também destacam-se em Frantic os covers de Ja Nun Hons Pris – canção medieval francesa composta por Ricardo Coração de Leão – e Goodnight Irene, de Leadbelly e John Lomax, gravada anteriormente por nomes como Little Richard, Jimi Hendrix, Jerry Lee Lewis e Van Morrison.
Frantic vem de uma canção que não cheguei a terminar no álbum, mas que me pareceu um bom título para o disco. Estes dois últimos anos têm sido bem corridos para mim, viajando e gravando, e o clima no qual este álbum foi criado não deixou de ser frenético”, conta Bryan Ferry no release distribuído à imprensa, referindo-se ao reencontro do Roxy Music em 2001 para uma turnê mundial que rendeu um DVD já lançado e um CD ao vivo atualmente em fase de mixagem.
Na atual turnê, Ferry conta com a presença de um ex-companheiro de Roxy Music, o baterista Paul Thompson, na banda de apoio. Banda, aliás, que tem 13 componentes, incluindo quatro backing vocals (sendo duas dançarinas), harpista, violinista e percussionista. Na guitarra, outra participação especial: a de Chris Spedding, renomado músico e produtor inglês que já trabalhou com nomes como Elton John e Tom Waits.

Experiência à serviço da música

Considerado um dos grupos precursores do new wave, estilo que graças a seu visual exótico, o Roxy Music foi formado em 1970 por Ferry (vocais e teclados) e Graham Simpson (baixo), amigo de faculdade e ex-músico da banda Gas Board. A seguir se juntaram a eles Andy Mackay (sax), Brian Eno (sintetizadores), Dexter Lloyd (bateria) e Roger Bunn (guitarra).
Em 72, já com Phil Manzanera na guitarra e Paul Thompson na bateria, o Roxy Music lançou seu primeiro LP, auto-intitulado, que trazia como destaque a faixa Virginia Plain. No ano seguinte, ao mesmo tempo em que lançava mais dois discos do grupo – For Your Pleasure e Strended – Bryan Ferry iniciava sua carreira solo, com o álbum These Foolish Things, que trazia covers de nomes como Beatles, Rolling Stones, Elvis Presley e Stevie Wonder.
Seis discos e muitas mudanças de formação depois, em 1983 o Roxy Music se separou definitivamente. No ano seguinte, quando já contabilizava seis álbuns fora da banda, Bryan Ferry decidiu se dedicar à carreira solo. Coincidência ou não, em 85 ele lançou o disco que o fez estourar mundialmente: Boys And Girls, que trazia as faixas Slave to Love – grande sucesso depois de servir de tema do filme “9 ½ Semanas de Amor”, e Don’t Stop The Dance.
Desde então Bryan Ferry firmou-se como um cantor basicamente romântico, sempre incorporando pitadas de pop, soul e blues a seus trabalhos e freqüentemente relendo standards americanos. O artista que se apresentou no Rio e em São Paulo este ano – um típico cidadão britânico, sério, educado, simpático e bem vestido, trajando terno ou blazer – é bem diferente daquele vocalista maquiado e extravagante que, com seu rock progressivo e visual glitter, influenciaria tantos grupos dos anos 80, como Duran Duran e Human League.
Mas a qualidade do trabalho de Ferry manteve-se ao longo dos anos. Além de Boys And Girls, o cantor lançou outros bons discos em sua carreira solo, como Another Time Another Place (74), In Your Mind (77), Bete Noire (87) e Mamouna (94), misturando sempre composições próprias a releituras. O que os paulistas e cariocas puderam conferir foi um artista maduro, experiente e que transita facilmente por todas as vertentes da música popular.


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