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  As mesmas músicas, a mesma emoção

Roberto Carlos agradece o carinho do público que lotou o ATL Hall no primeiro show da turnê de seu novo disco, gravado ao vivo no Aterro do Flamengo em novembro do ano passado. O CD traz alguns dos maiores sucessos do Rei, dois remixes e a inédita Seres Humanos
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Pouco mais de dois meses depois do show no Aterro do Flamengo que gerou um disco ao vivo, Roberto Carlos voltou aos palcos do Rio para uma temporada entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro e de 7 a 9 de fevereiro, no ATL Hall. Desta vez o Rei trocou a imensidão do parque – onde cantou para 120 mil pessoas – pelas paredes frias da casa de espetáculos carioca, onde cabem apenas 3 mil pessoas. Mas emoções não costumam faltar nos shows do cantor, independentemente do local. O público lotou o ATL Hall todas as noites e não deixou nada a desejar em matéria de empolgação.
O show de estréia da temporada, no dia 31 de janeiro, começou com a tradicional fumaceira no palco e a orquestra R9, regida pelo maestro Eduardo Lages, tocando um pot-pourri com os antigos hits Parei na Contramão, Por Isso Corro Demais e Além do Horizonte. Enquanto isso, no telão, o clima também era de revival, com imagens do tempo da Jovem Guarda e de filme e clipes dos quais Roberto Carlos participou. O Rei entrou no palco um pouco depois, vestido todo de branco, como de costume, cantando o eterno sucesso Emoções, como aconteceu no show do Aterro. “Que prazer rever vocês. Obrigado por todo esse carinho”, disse Roberto. “Você merece!”, berrou uma espectadora, deixando o cantor sem graça.


Shows de RC são raros no Rio


Embora more no Rio, Roberto Carlos não costuma apresentar-se com freqüência na cidade. Tanto é que o show do Aterro do Flamengo, em novembro do ano passado, foi o primeiro da turnê do CD
Acústico MTV no Rio – o disco foi gravado em maio de 2001 e lançado em dezembro do mesmo ano (Roberto fez um show no Rio em janeiro de 2002, mas foi com o repertório do disco Amor sem Limite, trabalho anterior ao Acústico). Talvez por isso o cantor estivesse tão emocionado, trocando declarações de amor com a platéia a todo momento. “Gostaria de dizer muitas coisas no início desse show, mas com palavras não sei dizer”, disse Roberto, seguido em coro pelos fãs: “Como é grande o meu amor por você”.
Roberto seguiu o show com Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo, numa versão parecida com a que ele fez no
Acústico, e Amor Perfeito, relida no recente disco ao vivo. Depois, o Rei pegou o violão para tocar Detalhes, numa prática que se tornou comum em seus shows a partir do Acústico, CD que serviu para aproximá-lo do público jovem e dar nova vida às suas músicas e apresentações.
Estranhamente, Roberto Carlos, que tem quase cinco décadas de carreira discográfica, repetiu algumas músicas nos seus dois últimos discos. Uma delas é Parei na Contramão, um sucesso da Jovem Guarda que no atual show ganhou novidades visuais: enquanto a R9 executava a música, no telão apareciam placas de trânsito personalizadas, remetendo sempre ao amor. Mas o que era bonito aos olhos não correspondia aos ouvidos: o som, que já vinha apresentando problemas, falhou e prejudicou o solo de sax.
A redenção veio logo a seguir, com o momento mais bonito do show: as cortinas abaixaram-se e no telão as estrelas iluminaram e inspiraram Roberto na romântica Olha, música que fez muito sucesso também na voz de Maria Bethânia. Destaque também para o solo de piano de Wanderley, um dos músicos mais antigos da R9.


Disco traz uma música inédita


Roberto está há mais de oito anos sem lançar um disco todo inédito – o último foi em 1994, no álbum que trazia as músicas Alô e O Taxista, entre outras. Se o
Acústico foi só de releituras, no novo ao vivo o Rei – que no início de 2002 planejava lançar um disco inédito no fim do ano, mas depois mudou de idéia – resolver incluir pelo menos uma música inédita: o rap Seres Humanos, em que ele e Erasmo assumem uma postura mais crítica em relação à religião, contestando, por exemplo, o pecado de Adão e Eva como o culpado pelos males da humanidade. “Tenho ouvido muito que a gente é culpado por tudo de ruim que acontece na Terra. Até que um dia levei um susto e falei: ‘e as outras coisas que a gente tem feito?’ O ser humano é maravilhoso, mas não é perfeito”, disse Roberto, antes de cantar versos como “Mas que negócio é esse de que somos culpados / De tudo que acontece de errado sobre a face da Terra? / Buscamos apoio nas religiões / E procuramos verdades em suposições / Católicos, judeus, espíritas e ateus / Somos maravilhosos / Afinal, somos filhos de Deus”.
E por falar em religião, o Rei continuou polêmico, cantando a seguir a “nova versão” de É Preciso Saber Viver, que desde o CD
Acústico ganhou nova letra. “Se o bem e o bem existem, você pode escolher”, cantou Roberto, dizendo baixinho a única solução para essa “dicotomia”: “O bem, é claro”. Vale destacar o solo do guitarrista Paulinho, ex-Chitãozinho & Xororó, que lembra a versão feita pelos Titãs no álbum Volume 2, de 98.
Depois da aplaudidíssima
Força Estranha – música que Caetano Veloso fez para Roberto Carlos – o Rei começou a dividir o show por décadas. Começou pelos anos 60, quando, segundo ele, “as pouquíssimas lágrimas que pintavam eram para falar de amor”. Era a deixa para cantar E por Isso Estou Aqui, que diz “de saudade eu chorei / E até pensei que ia morrer / Juro que eu não sabia / Que viver sem ti eu não poderia”.

Anos 90: os melhores na vida do Rei


“Anos 70: um pouco mais de ousadia e sensualidade, e mais uma canção de amor”. Assim Roberto introduziu Proposta, uma de suas canções mais bonitas e acertadamente incluída em seu novo disco. Logo depois vieram os anos 80, época em que Roberto diz ter afirmado sua fé, o que fica provado nas canções religiosas incluídas em cada disco daquela década. Ao explicar como fez a música Luz Divina, a próxima do repertório, o cantor voltou a polemizar sobre a religião católica. “Essa foi uma mensagem que demorei para fazer. Hoje tenho muitos questionamentos, muitas perguntas, e as respostas que tenho vêm de mim mesmo. Independentemente da igreja e da religião, só existem duas verdades absolutas: o amor e Jesus”, disse o cantor.
Roberto confessou que os anos 90 foram os melhores de sua vida, pois teve o privilégio de saber o que é um “amor sem limite”, referindo-se à música que fez em homenagem à Maria Rita e deu título ao seu CD de 2000, um dos poucos da carreira do Rei que não se intitularam apenas
Roberto Carlos. “Essa é a canção de amor mais forte e importante da minha vida. Eu descobri que amor e paixão são diferentes. Paixão é uma química que dura dois ou três anos. Mas quando duas pessoas se amam verdadeiramente, são as almas que se amam, e, sendo assim, esse amor é eterno”, desabafou Roberto, antes de sentar-se ao piano – outra “inovação” que vem do disco Acústico – e homenagear Maria Rita cantando Eu Te Amo Tanto e Amor sem Limite. No telão, uma grande estrela com uma foto do casal só comprovava que Roberto não se esqueceu e provavelmente nunca se esquecerá de sua última esposa.
Como já é tradição, o show acabou com Jesus Cristo. As fãs – que durante todo o show gritaram “lindo”, maravilhoso”, “rei” e tantos outros adjetivos – foram à frente para tentar ganhar as rosas brancas e vermelhas que Roberto sempre joga ao público. “Obrigado por todas as coisas maravilhosas que tenho recebido de vocês”, disse Roberto, mostrando que se as músicas ainda são as mesmas, a emoção também continua. Dos dois lados.



Veja mais:


  Acertos e erros do disco ao vivo
   Disco:  Roberto Carlos
     Ficha técnica, faixas e compositores





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