Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  De volta para o futuro

Depois de enveredar pelo romantismo nos anos 90, Paulo Ricardo volta a ser roqueiro e tocar baixo em seu antigo grupo, o RPM
Galeria de fotos
O marketing utilizado pela gravadora Universal para o retorno do RPM, “a volta do rock espetáculo”, denuncia: há um clima de nostalgia no ar. Clima que, no dia 18 de julho, contagiou os milhares de fãs que lotaram o Canecão, no Rio de Janeiro – onde o grupo se apresentou até o dia 21 –, para conferir o novo RPM. Novo? Bem, é verdade que o recente disco MTV RPM 2002, lançado em abril, traz seis faixas inéditas, mas o que vale mesmo para os fãs são os antigos sucessos, como Rádio Pirata, Louras Geladas, London London e tantos outros, que tornaram o RPM o nome mais expressivo do rock nacional dos anos 80. Além disso, o quarteto está de volta com sua formação original – Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarra), P.A. (bateria) e Luiz Schiavon (teclados) –, reforçado por um guitarrista e uma orquestra de 12 componentes.
A viagem ao tempo começou logo na entrada do Canecão, onde as pessoas receberam óculos 3D, aqueles de “lentes” vermelhas e azuis, feitas de papel celofane, tão famosos no fim da década de 80, época em que o RPM se separou. Quando o locutor anunciou “a volta da revolução”, Paulo Ricardo apareceu pulando e empunhando o baixo, instrumento esquecido por ele nos anos 90, em sua fase romântica, cantando Revoluções por Minuto. Era o início de um show de luzes, de todas as cores e em todas as direções, com direito a um enorme painel montado no fundo do palco, com imagens em computação gráfica. A iluminação, perfeita, é assinada pelo inglês Dany Nolan, que já trabalhou com os Rolling Stones, Sting, Marisa Monte e recentemente com o Pato Fu, na gravação do CD ao vivo da banda mineira.
O público presente ao Canecão era dos mais variados. A maioria era de jovens entre 25 e 30 anos, ansiosos por relembrar a infância, quando o RPM estava no auge. Havia também muitos pais levando os filhos adolescentes para conhecer os ídolos de sua juventude. Para os mais novos, era a chance de ser apresentado ao grupo que conhecem apenas pelas histórias dos pais, pelos discos dos irmãos ou pela nova versão de Alvorada Voraz, sucesso nas rádios. “Minha irmã de 26 anos me ensinou a gostar do RPM. Sou apaixonada por eles!”, disse a estudante Luiza de Castro, de 17 anos, que estava nascendo quando o grupo lançou seu primeiro disco, Revoluções por Minuto, em 1985.

Moderno, pero
O presidente da gravadora Universal, Marcelo Castello Branco (à direita), observa o público utilizando os óculos 3D
no mucho
     

Depois da música que dá nome ao grupo, o RPM tentou quebrar o clima de nostalgia e mostrar-se mais “moderninho”, com a versão 2002 de Alvorada Voraz (“O caso Sudam, Maluf, Lalau / Barbalho, Sarney, e quem paga o jornal / é a propaganda, pois nesse país é o dinheiro que manda”) e a sempre atual Juvenília (“Sinto um imenso vazio, e o Brasil / que herda o costume servil, não serviu pra mim / juventude, aventura e medo, desde cedo / encerrado em grades de aço”), mas um pouco depois se traíram, evocando sua maior referência, o rock progressivo setentista do Pink Floyd, em Wish You Were Here.
Muitas trocas de baixo depois, Paulo Ricardo volta ao século XXI em Fatal, uma das inéditas do novo disco. Mas não dura muito tempo. Logo começa a parte acústica do show, representada por London London e a sessão de homenagens aos companheiros do BRock, no dueto virtual de Paulo Ricardo e Renato Russo em A Cruz E A Espada e em Exagerado, de Cazuza. E se o momento é de revival, por que parar? Depois de Flores Astrais, música do CD Rádio Pirata Ao Vivo, de 1986, baixa um telão e começa a ser exibido um videoclipe da instrumental Naja, incluída apenas no DVD de MTV RPM 2002. Oportunidade para usar os tais óculos 3D e acompanhar as aventuras de uma cobra naja pela cidade.
Quase no fim do show, o RPM atendeu aos pedidos de “revolução” e disparou Rádio Pirata, acompanhado pela nova geração, que conheceu a música depois que Paulo Ricardo e Humberto Gessinger a gravaram no disco 10.000 Destinos Ao Vivo, dos Engenheiros do Hawaii, lançado em 2000. “Toquem o meu coração, façam, a revolução / que está no ar, nas ondas do rádio / no submundo, repousa o repúdio / E deve despertar”, berrava a multidão, pega de surpresa quando o vocalista emendou um pot-pourri de covers com Light My Fire, dos Doors, Jump Jack Flash e Satisfaction, dos Stones, Help, dos Beatles, Eu Sou Terrível, de Roberto e Erasmo, e Hound Dog, de Elvis Presley. E como nostalgia pouca é bobagem, depois de Olhar 43 o grupo encerrou a apresentação com Louras Geladas, começada por Positive Vibration, de Bob Marley, e encerrada com o clássico Tutti-Fruti. Saudosismo para todas as idades e gostos. 


Veja mais:


  Entrevista com RPM: rock do bem
  RPM acerta no revival
   Disco:  MTV RPM 2002
     Ficha técnica, faixas e compositores





Matérias relacionadas:

  Exclusivo: Fernando Deluqui fala de seu novo grupo, LS&D, e do fim do RPM
  A nova separação do RPM
 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções