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  A fé que remove montanhas e cria gravadoras

Célia Rosemblit em seu escritório, em Laranjeiras. A empresária afirma que não teme a possibilidade de não tocar seus produtos nas grandes rádios evangélicas, porque a Top Music usará outras formas de divulgação, como o cinema e a TV
A música gospel no Brasil possui muitas peculiaridades em relação ao grande mercado. Tantas que não dá para comparar, financeira e mercadologicamente, uma gravadora evangélica e uma secular. A pirataria é um exemplo. Enquanto as multinacionais demitem a rodo seus funcionários – dos gerentes de marketing aos produtores executivos – por conta das perdas de até 50% diante do mercado paralelo, a questão ainda não afeta na mesma proporção o meio evangélico. Alguns motivos para isso são a consciência cristã do público, de que comprar um produto pirata é errado perante Deus, o preço mais baixo dos CDs e a menor quantidade de empresas disputando o consumidor.
Mas nem por isso o mercado gospel deixa de apresentar dificuldades para um novo investidor. O maior problema de todos talvez seja a falta de comunicação entre as gravadoras que dominam o mercado. As maiores possuem suas próprias rádios, e na maioria dos casos dão pouca ou nenhuma abertura aos concorrentes. Daí a dificuldade de exposição na mídia vivida pelos selos menores, que, se não fecham, dependem exclusivamente da divulgação em igrejas – feita, geralmente, pelos próprios artistas – e das rádios comunitárias.
Mesmo com essa e outras dificuldades, cresce a cada dia o número de gravadoras gospel. Uma explicação para o fato está na fé dos empresários – quase sempre evangélicos – que transforma os problemas em nada. E foi a fé que moveu a recém-convertida Célia Rosemblit, dona do grupo Top Tape, a criar o braço gospel da companhia, a Top Music, que nasce para disputar a liderança com as majors do mundo evangélico. “Disputar, não, nós viemos para somar”, corrige Célia, que fundou a Top Tape há 32 anos, como uma gravadora – que foi, inclusive, a responsável por introduzir no Brasil os artistas do célebre selo americano Motown, onde despontaram nomes como Stevie Wonder, Marvin Gaye e Diana Ross – e com o tempo foi voltando a atuação da empresa mais para o cinema e o vídeo. “Mas nós faremos a diferença. A Top Music vai ser o comentário do mercado em 2003, porque a gravadora vem com muita novidade e com uma visão popular. Não existe mesmice, porque não temos compromisso com políticos, igrejas ou rádios. Com a bênção do Senhor, vamos despontar para honra e glória do nome Dele.”
Para não cair nessa mesmice, Célia pretende fazer uma distribuição e uma divulgação diferenciadas de seus produtos, com a exploração de mídias como outdoors, busdoors, pôsteres, displays e propaganda em TV e cinema. Com isso, a possibilidade de não tocar as músicas dos artistas da Top Music nas principais rádios evangélicas não assusta a empresária. “Nós tivemos mais de 3 milhões de espectadores em um filme nosso há alguns anos e não utilizamos rádio. Existem muitos canais de comunicação, que não são explorados pelos cristãos. Falar de um meio só é um mundinho muito pequeno”, diz Célia, não descartando o diálogo com as demais gravadoras gospel. “Quero estar pessoalmente com as pessoas responsáveis pelas rádios para mostrar que nós viemos para somar e que a gente pode trocar muito. Assim como eles têm a rádio, eu tenho cinema, o vídeo e o DVD. Se eles têm um cantor, eu não tenho o mesmo. A gente não disputa a mesma televisão 20 polegadas.”
Outro motivo pelo qual Célia não está preocupada com as rádios gospel é a intenção de executar os fonogramas da Top Music em emissoras seculares. É o chamado crossover, comum nos Estados Unidos – onde cantores evangélicos como Brian MacNight e Faith Hill e bandas como Creed convivem harmoniosamente com o que os protestantes chamam de “música do mundo” – mas que ainda não existe no Brasil. “Nós vamos trabalhar nas igrejas e nas livrarias evangélicas, mas esse não é um desafio, pois isso já é feito por todas as gravadoras gospel. Nosso propósito é levar a música cristã ao mercado secular, transformar tudo em um mercado só. E nós vamos conseguir, se Deus quiser”, afirma Célia, que acredita que um de seus primeiros contratados, o cantor Ismael Ramos, poderá emplacar algumas músicas de seu primeiro CD pela gravadora em rádios seculares. “Assim como acontece nos Estados Unidos, faremos com que no Brasil haja diferença entre música cristã, que é de igreja, e a gospel, que é pop. O Ismael Ramos tem três ou quatro faixas de seu CD que são gospel, pop, e podem muito bem tocar em rádios populares.”
Além de Ismael, a Top Music já contratou o experiente cantor Cláudio Claro, ex-Tabernáculo de Davi. O primeiro produto da companhia, previsto para ser lançado em janeiro, será o CD e o DVD da Marcha para Jesus, evento que aconteceu em maio de 2002 no Rio de Janeiro. Célia pretende usar a estrutura da Top Tape para lançar ainda filmes religiosos e DVD musicais, principalmente internacionais, para todo o mercado latino, onde o grupo já possui uma boa distribuição. A gravadora também já possui uma grande livraria na Barra da Tijuca, que, segundo a empresária, não perde para nenhuma mega store nacional ou estrangeira. “É a primeira livraria evangélica do Rio de Janeiro com uma visão diferenciada. Lá tem presentes, brinquedos, música e até um cinema acoplado de 35 lugares. Só de entrar já dá para ver que o conceito e o tratamento de Deus são outros. Está tão bonita a ponto de as pessoas perguntarem se isso tudo é cristão. E eu digo: ‘sim, por que, tem que ser feio?’ Essa é a visão Top Music”, conta Célia.


Andar com fé


Pode parecer difícil de acreditar, mas toda essa visão, que já é uma realidade, nasceu do dia para a noite, sem uma pesquisa de mercado ou o mínimo conhecimento da música gospel. Célia diz que a motivação para a nova empreitada surgiu a partir da conversão dela e de seu marido – que tem origem judaica – em maio do ano passado, em uma igreja dos Estados Unidos. O desejo de levar a Palavra de Deus aos jovens, falando a linguagem deles, foi o impulso para a criação da gravadora. E, coincidência ou não, já estava tudo pronto: o nome Top Music havia sido registrado por eles há um ano, e a sede, um casarão no bairro carioca das Laranjeiras, pertencia ao grupo mas nunca foi alugada.
Com um sonho nas mãos, fé e muito trabalho, Célia quer agora levar a criatividade e a modernidade que sempre marcaram a Top Tape para a Top Music, e lutar para que os evangélicos busquem a mesma qualidade perseguida pelo mercado secular. “Você já viu como se vendem CDs nas igrejas? Fica tudo em cima da mesa, de forma feia e desorganizada. Comigo será tudo bonito, com displays da Top Music”, sonha a empresária. “Alguns cantores vêm conversar comigo, humildes, perguntando se poderão comprar seu próprio CD para revendê-lo. E eu falo: ‘Acorda, meu filho, você vai ganhar dinheiro fazendo shows, cantando no ATL e no Credicard Hall. Você vai ser grande’. É assim que Deus quer, é assim que vejo o cristianismo. Deus me deu tudo o que você possa imaginar; por que agora eu não posso dar o melhor a Ele? Não estou preocupada com o lado financeiro, porque Ele provém. Só quero fazer o trabalho que Ele quer que eu faça”, complementa a confiante Célia. Como já dizia Gilberto Gil, a fé não costuma falhar.

 
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