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  O dilema de Vinny

Vinny expõe sua tatuagem na entrevista coletiva: não parece um roqueiro?
Dê uma olhada na foto ao lado e veja a imensa tatuagem que Vinny exibia na entrevista coletiva para falar sobre o lançamento de seu sétimo disco, o duplo Mix Ao Vivo, que gerou também seu primeiro DVD. Se ele não fosse o cantor conhecido por músicas dançantes como Heloísa Mexe A Cadeira, Shake Boom e Requebra, passaria muito bem por um roqueiro. Mas Vinny também não está muito longe disso, já que ele começou sua carreira tocando em uma banda de rock, a Hay Kay, e, como demonstrou em seus discos mais recentes – com baladas folk como Eu Não Acredito em Você –, este é um tipo de som que ele ainda não esqueceu. Essa dicotomia persegue Vinny desde que ele estourou, em 1997, com o megahit Heloísa Mexe A Cadeira. E, pelo que o cantor contou na entrevista, a dúvida persiste: afinal, qual é o verdadeiro Vinny, o dos ‘baduaês e balancês’ ou o das baladas?
“Essa é uma excelente pergunta, mas a resposta não é, porque eu realmente não sei. Heloísa Mexe A Cadeira está no meu segundo disco, que é de rock pesadíssimo, contando inclusive com a participação de B Negão, do Planet Hemp, e convidados totalmente ‘lado B’. E a intenção era essa. Eu fiz uma brincadeira que acabou dando o maior pedal”, conta Vinny, lembrando que os roqueiros iam embora quando ele começava a cantar no final dos shows Heloísa Mexe A Cadeira, e os adolescentes iam para a frente do palco dançar. “Aquilo me dava uma sensação meio estranha. Eu falava: ‘não estou fazendo a coisa certa; algo está errado.’ O terceiro disco (Na Gandaia, de 98) eu fiz para as pistas de dança e aí ficou bem mais claro pra mim qual é o meu público, que é a galera de 15 a 25 anos. Vocês (os jornalistas) não têm 25 anos, mas, em compensação, se estiverem numa festinha e tocar Heloísa Mexe A Cadeira e vocês tiverem tomado ‘uns goró’, vão virar meu público também”, diz o cantor.
Uma prova de que Vinny ainda vive esse conflito está na música Segura A Tenda, que, apesar de ser dançante, no melhor estilo Heloísa Mexe A Cadeira, tem uma citação de Smells Like A Teen Spirit, do Nirvana, misturada com bateria eletrônica. Mas o cantor diz que Mix Ao Vivo é o disco que mais se sentiu à vontade para fazer, e afirma estar orgulhoso do resultado.
“Esse disco é exatamente o que eu gostaria de ter feito há cinco anos. Se você ouvir é um disco de rock, só que depende de como você enxerga rock. Se você entende rock como hardcore, então não é um disco de rock. Mas se você entende rock pelo fato de se empunhar uma guitarra e ligar um drive, então é. Eu não tenho a pretensão de fazer um disco de rock, mas é uma coisa que sai naturalmente, que não tem como mudar. A gravadora percebeu isso também, e tratou de colocar coisas que transformem o que eu faço em música pop: DJ, metaleira, teclado. E o é rock and roll? Para mim é uma atitude, não um tipo de música só”, afirma o cantor.
É exatamente para não fazer um tipo só de música que Vinny vem a cada novo trabalho aumentando o número de baladas, em uma mistura que começou no disco O Bicho Vai Pegar, de 99, ficou bem clara em seu CD anterior, Até Você Chegar, de 2001, e atingiu seu ápice neste novo trabalho. “Mudar era uma necessidade fisiológica. Quero que minha vida tenha uma curva e que as pessoas conheçam o meu outro lado, que eu considero importante. Tem gente que chega pra mim e diz que a música minha que mais gosta é Eu Não Acredito em Você. E eu fico lisonjeado, porque você faz com que a sua música passe a fazer parte da vida das pessoas de alguma forma. Não que as músicas para dançar não sejam feitas com esse objetivo, mas é que não pode ser só isso, senão eu não vou ser feliz. Minha intenção, quando faço um disco, é ser feliz”, desabafa.
Vinny também diz que não está preocupado em repetir a boa fase inicial, mesmo que seus trabalhos mais recentes não tenham obtido o sucesso anterior. “Isso é impossível. Aquilo foi um fenômeno. Heloísa Mexe A Cadeira e Shake Boom foram as músicas mais tocadas do ano em todo o país. Naquela ocasião eu ganhei todos os prêmios que se possa imaginar – revelação, música mais tocada, música insuportavelmente mais tocada... Quando se faz um disco ao vivo, com todas as músicas que fizeram sucesso, a gente passa a ver as coisas de uma forma diferente. Acho que hoje em dia as baladas são coerentes no meu show, até porque tem que dar uma barrigada em algum momento, se não fica pancadão o tempo todo. Teve o seu motivo, e foi bem. Talvez não tenha ido tão bem em termos financeiros, mas quem está bem no Brasil? O mercado está esquisitíssimo”, argumenta.

Disco 2 é dedicado aos DJs

Gravado em julho de 2002 no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio, em clima de festa rave, Mix Ao Vivo traz, no CD 1, 17 faixas, sendo quatro inéditas: Everybody, que abre o disco e lembra, em alguns momentos, Imunização Racional (Que Beleza), de Tim Maia; Pára de Bobeira, que mistura guitarra e programações eletrônicas; a romântica Quero Ter Você, com pitadas de funk e hip hop; e a agitada O Que Ninguém Tem, turbinada pelos metais que remetem aos Paralamas do Sucesso. No restante, sucessos, releituras e muitos convidados. Dividem os vocais com Vinny Marcus Menna, do LS Jack, em Puro êxtase, hit do Barão Vermelho; Luciana Mello, na balada Te Encontrar de Novo; Carlinhos Brown, no reggae Soul da Paz, do próprio Carlinhos; e Sandra de Sá, que incendiou o palco em Na Gandaia.
Mas as participações não se resumem aos cantores. Para reforçar a banda – que é formada pelo barão-vermelho Fernando Magalhães (guitarra e violão), por Ricardo Cabral (bateria e vocal), Roberto LLy (baixo, vocal e produção do disco) e Sergio Villarim (teclado e vocal) – foram convocados Paulinho Trompete (trompete), Milton Guedes (sax-alto, gaita, pandeiro e vocal) e Widor Santiago (sax-barítono). Presença obrigatória no palco, pois foi um dos responsáveis pelo estouro de Vinny, o DJ Cuca, que acompanha o cantor há cinco, aparece em Shake Boom, Segura A Tenda, Heloísa Mexe A Cadeira e na já citada O Que Ninguém Tem. Completam o repertório Requebra, que foi tema do filme homônimo de Xuxa; Quero Muito Mais, versão de Vinny para What’s Up, do grupo americano Four Non Blondes; as baladas Seja como For, Eu Não Acredito em Você (que se parece incrivelmente com Tua Glória, da cantora gospel Fernanda Brum) e Onde Você Vai, além de uma releitura de Manoel, sucesso com Ed Motta.
A presença dos DJs na carreira de Vinny é tão marcante que o cantor resolveu dedicar a eles o CD 2, que traz remixes de O Que Ninguém Tem, Everybody, Pára de Bobeira, Quero Ter Você e Heloísa Mexe A Cadeira. “Os DJs são muito carentes de coisas para tocar na noite em português, mesmo porque quem faz música brasileira para dançar somos só eu, Kelly Key, Maurício Manieri, Fernanda Porto e Fernanda Abreu. Então esse CD é basicamente para os DJs”, diz Vinny, revelando que ainda não ouviu o disco. “Tem gente que gosta de ouvir esse CD, mas eu não gosto. Aliás, nunca ouvi. Mas sei que é um disco de festa. Se você fizer uma festinha e botar para tocar, rola. Não é um CD pra ouvir sentado na rede, mas ele tem a sua função”, afirma o cantor, mostrando a mesma sinceridade que imprime em sua carreira, embora às vezes pareça meio perdido dentro do próprio repertório.


Veja mais:


  Os convidados, segundo Vinny
   Disco:  Mix Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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