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  O fim de uma era

Divulgação
A cantora Tarja Turunem (ao centro) foi demitida pelos companheiros de Nightwish após a gravação de um DVD. A alegação da banda é de que ela mudou seu comportamento por causa do marido
Por Marcos Paulo Bin
26/10/2005

Tarja Turunem não é mais a vocalista do Nightwish. A cantora foi demitida pelos demais integrantes da banda depois de um show no Hartwall Arena, em Helsinque (Finlândia), que vai dar origem ao CD e DVD ao vivo End of an Era.

Tarja recebeu a notícia por meio de uma carta aberta, escrita pelo tecladista Tuomas Holopainen – criador do Nightwish – e assinada também por Emppu (guitarra), Marco Hietala (baixo) e Jukka Nevalainen (bateria). No texto, Tuomas revela que mantinha um relacionamento frio com Tarja há um ano. O músico acusa a cantora de ter mudado seu comportamento, o que teria acontecido depois do casamento com o argentino Marcelo Cabuli.

“Nightwish é um estilo de vida e certamente não abriremos mão disso. Igualmente certo é o fato de que não podemos continuar mais com você e o Marcelo”, diz Tuomas.

A carta foi distribuída à imprensa e reproduzida no site da banda, reforçando a profunda mágoa que Tuomas demonstra sentir pela cantora, explícita em suas palavras. O tecladista revela lados obscuros da vida de Tarja, como o fato de ela ser gananciosa, nunca ter ensaiado com a banda antes das gravações em estúdio e, durante as turnês, sempre viajar sozinha ou com o marido. Tuomas diz que Tarja decidiu cancelar um show da banda em Oslo, na Noruega, porque precisava ensaiar para suas apresentações solo, encontrar amigos e ir ao cinema, fato revelado a ele pelo próprio Marcelo.

“Sinceramente, nós não sabemos qual de vocês dois nos levou a esta situação. De certo modo, o Marcelo transformou aquela garota adorável que você era numa diva que não pensa ou age mais do mesmo jeito. Você está convencida demais do seu status e de que é insubstituível”, detona Tuomas.

Na carta, o tecladista garante que a banda vai continuar com outra vocalista. Ele explica que a decisão de demiti-la partiu dos quatro integrantes do Nightwish e que a situação passou do ponto em que as coisas poderiam ser resolvidas pelo diálogo. A gota d'água, afirma, seria a ganância da cantora, que sempre queria mais dinheiro pelos shows. De acordo com Tuomas, Tarja teria dito que a banda não deveria mais se apresentar nos Estados Unidos e na Austrália porque os honorários eram pequenos demais.

“Nós desejamos que de agora em diante você ouça mais o seu coração em vez do Marcelo. As diferenças culturais combinadas com ganância, oportunismo e amor são uma combinação perigosa. Não se deixe consumir. Não nos orgulhamos desta decisão, mas você não nos deixou alternativa. A divergência entre nós é grande demais”, escancara Tuomas, mais uma vez relacionando as atitudes de Tarja com seu casamento.

Cantora não sabia da carta

No fórum do site oficial do Nightwish, uma fã reproduziu a carta em que Tarja comenta a demissão. A cantora escreveu o texto na Argentina, onde foi recuperar-se dos acontecimentos recentes.

Tarja diz que foi pega de surpresa com a atitude dos companheiros de banda. Ela conta que estava doente e muito nervosa no dia da gravação, mas que mesmo assim aquele havia sido um show inesquecível.

“Quando o show acabou, eu chorei de felicidade no palco. Lágrimas felizes porque eu pude fazer o melhor embora estivesse doente. Lágrimas felizes porque nossa longa turnê teve o melhor final possível e lágrimas felizes por causa do melhor reconhecimento que um artista pode ter: aplausos e rostos sorridentes. Naquele momento, eu não sabia que iria chorar novamente em pouco tempo”, relata.

Tarja conta ainda que achou estranho o fato de, ao final da apresentação, os outros músicos a terem convidado para ir ao camarim e pedido para que se abraçassem, ritual que faziam tradicionalmente antes dos shows. A carta foi entregue logo depois, com o pedido de que fosse lida no dia seguinte.

“Eu li e fiquei chocada. Não sabia o que dizer e ainda não sei. Percebi muita ira naquela carta e continuo com sentimentos confusos a respeito dela, mas não quero responder a esta ira com uma ira ainda maior. Problemas pessoais não deveriam nunca ser levados a público”, alfineta a vocalista, que promete convocar uma coletiva de imprensa para falar de seus planos futuros.

No fórum do site da gravadora Road Runner, os fãs do Nightwish mostravam-se decepcionados com a notícia e preocupados com o futuro da banda. Alguns, revoltados, contestavam com xingamentos a decisão de Tuomas e cia.

“O Nightwish não vai ser o mesmo, nem a Tarja. Eles precisam um do outro”, dizia um dos fãs mais contidos.

Grupo lança coletânea com releitura do Pink Floyd

A gravação de End of an Era aconteceu no dia 21 de outubro, na capital da Finlândia, país onde nasceu o Nightwish. A banda, surgida em 1996, mistura (misturava?) a leveza do canto lírico com o peso do heavy metal – o chamado metal melódico.

Segundo um post do grupo em seu site oficial, a gravação foi um sucesso. O clima era frenético, apesar de triste, porque o show marcava o encerramento da turnê do álbum Once, que durou um ano e meio, e a saída de Tarja. No site, a banda admite que o título do próximo trabalho – “fim de uma era”, em português – faz alusão aos dois fatos.

Lançado em junho de 2004, Once foi o quinto CD do Nightwish, considerado por muitos como o trabalho mais leve e comercial da banda. O principal hit do álbum foi a música Nemo, que fez bastante sucesso no Brasil.

O mais recente lançamento dos finlandeses é Highest Hopes – The Best of Nightwish (Universal), primeira coletânea da banda, que chegou às lojas brasileiras no início de outubro. O álbum traz sucessos dos seis discos de áudio do quinteto (cinco CDs e um EP), como Elvenpath (do primeiro CD, Algels Fall First, de 1997), Stargazers (Oceanborn, 98), The Kinslayer (Wishmaster, 2000), Over the Hills and Far Away (Over the Hills and Far Away, EP de 2001), Ever Dream (Century Child, 2002) e Nemo (Once, 2004). As novidades são a versão 2005 do hit Sleeping Sun – gravado originalmente em Oceanborn – e uma releitura ao vivo de High Hopes, do Pink Floyd.

End of an Era
vai ser o segundo trabalho ao vivo do Nightwish – o primeiro foi From Wishes to Eternity, lançado em 2001 nos formatos CD, DVD e VHS. A banda possui mais um disco audiovisual, End of Innocence, de 2003, que traz um documentário, cenas de dois shows, clipes, galeria de fotos e uma entrevista à MTV brasileira.



Veja mais:


  Confira a íntegra da carta de Tuomas Holopainen
  Veja a resposta dada por Tarja Turunem


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