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  Djavan para as pistas

Divulgação/Marcelo Faustini
Djavan e Liminha, que cuidou da produção e dos remixes do CD Na Pista, Etc. É o primeiro trabalho do cantor com o ex-integrante do grupo Mutantes
Por Marcos Paulo Bin
25/10/2005

Desde que a música Eu Te Devoro conquistou as pistas de dança, na versão original ou em remixes feitos por vários DJs, Djavan aproximou-se da eletrônica e do público jovem. A partir daí, foram comuns outros remixes de músicas do cantor alagoano, como o de Acelerou, outro sucesso.

Agora Djavan resolveu assumir de vez a vocação para a música dançante, lançando o CD Djavan na Pista, Etc. É o segundo título da gravadora Luanda Records, que o cantor criou em 2004, após sair da multinacional Sony Music, onde passou quase toda a carreira. O primeiro lançamento da companhia foi Vaidade, disco de músicas inéditas de Djavan, que despontou nas rádios a música Se Acontecer.

Com 10 faixas, Na Pista, Etc. chega às lojas com o slogan “Tudo que você conhece do Djavan como você nunca ouviu”. Dizer que as versões originais são melhores é chover no molhado. Por outro lado, nesses tempos em que pipocam discos ao vivo e acústicos no mercado, este é um trabalho diferente, bem-feito, que tem um público consumir garantido – os jovens. A primeira faixa de trabalho é Sina, sucesso do disco Coisa de Acender, de 1992.

Músicas foram regravadas para o disco

Duas características chamam a atenção no novo trabalho de Djavan. A primeira delas é que o CD não traz meros remixes de antigas músicas. Todas as canções foram gravadas novamente, entre janeiro e setembro deste ano, no estúdio carioca Nas Nuvens, com produção de Liminha. É o primeiro trabalho de Djavan com o ex-integrante do grupo Mutante, conhecido por suas produções no cenário do rock nacional.

Os efeitos eletrônicos foram divididos entre Liminha, que também tocou violão, baixo, teclados e guitarras, e Donatinho, filho do mestre João Donato, responsável ainda pelos teclados, pelo baixo synth e pela percussão. Djavan cuidou dos violões e o DJ Magic Julio, do grupo Afroreggae, comandou os scratches e os loops na faixa Azul.

Outro fato interessante no CD é que não se trata de um greatest hits. Djavan escolheu reler músicas obscuras de sua carreira, misturadas a alguns sucessos. A música que abre o CD, Tanta Saudade, nunca figurou num disco oficial do cantor.

Parceria do alagoano com Chico Buarque, Tanta Saudadefoi gravada em 1983 para a trilha do filme “Pra Viver um Grande Amor”, dirigido Miguel Faria Jr. A versão remixada tem um clima caribenho, ótima para as pistas, e conta com a participação de Mariana Eva, vocalista da banda mim (assim mesmo, em minúsculas), cantando em espanhol.

Situação mais ou menos parecida é de Azul, grande sucesso na voz de Gal Costa, que a gravou no LP Minha Voz, de 1982. Até este disco, o único registro que Djavan fizera da canção constava no CD duplo Ao Vivo, lançado em 1999. É o melhor remix de Na Pista, Etc.

Outra canção obscura é Miragem, registrada no LP Lilás (1984). A canção nunca foi regravada por Djavan nem cantada por ele em shows. Asa, uma das músicas do disco Meu Lado, de 1986, também não está entre os grandes hits de Djavan.

As demais canções, no entanto, são bem conhecidas: a citada Sina, gravada também por Caetano Veloso; Capim (outra música do disco Luz); Fato Consumado, primeiro grande sucesso do cantor, que a gravou em seu LP de estréia, A Voz, o Violão e a Música de Djavan (1976), após defendê-la no Festival Abertura, da TV Globo, conquistando o segundo lugar; Acelerou (Ao Vivo, 1999) e Se (Coisa de Acender, 1992).

Entre os hits, a releitura mais interessante é a de Fato Consumado, que virou um eletro-samba, “gênero” bastante em voga no momento. Já Acelerou, que originalmente é uma música dançante, não ficou muito diferente.

Em resumo, Na Pista, Etc. definitivamente não é um disco para quem deseja conhecer a obra de Djavan. É apenas para cumprir o que determina o título: cair na dança.



Veja mais:


   Disco:  Djavan na Pista, Etc.
     Ficha técnica, faixas e compositores

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