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Marcos Paulo Bin
Cedric Dent, barítono do Take 6, faz o sinal de “OK” no show do grupo no Claro Hall. Os cariocas ficaram impressionados com a qualidade vocal do sexteto
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Por Marcos Paulo Bin
23/10/2005

Marcada inicialmente para setembro e depois transferida, a apresentação do grupo gospel americano Take 6 no Rio de Janeiro aconteceu no dia 17 de outubro, no Claro Hall. A maior casa de shows da cidade não estava completamente lotadas, mas o grande público que compareceu ao local pôde assistir a um verdadeiro show, no sentido literal da palavra. O bom humor, o improviso e a qualidade vocal dos músicos, de formação jazzística, impressionaram os cariocas.

O Take 6 foi criado em 1980, por Claude McKnight, com o nome de The Gentlemen's Estate Quartet – um quarteto de músicos universitários que cantavam a capela. Em 1987, depois um período com o nome de Alliance, o grupo, já como um sexteto, assinou contrato com a gravadora Warner e passou a responder por Take 6.

O primeiro disco, intitulado simplesmente Take 6, veio em 1988 e levou de cara dois Grammys, liderando as paradas de sucesso da Billboard nas categorias Contemporary Jazz e Contemporary Christian. Hoje, com sete Grammys e oito Dove Awards (maior prêmio da música cristã americana) no currículo, o sexteto é formado por Mark Kibble (primeiro tenor), Claude McKnight III (primeiro tenor), Joey Kibble (segundo tenor), David Thomas (segundo tenor), Alvin Chea (baixo) e Cedric Dent (barítono).

O mais recente trabalho do Take 6 é Beautiful World, 10º disco do grupo, lançado em 2002 pela Warner. Nele, o sexteto faz releituras de hits da música pop dos anos 60, 70 e 80 que tenham mensagens espirituais. O repertório traz músicas gravadas por Dobbie Brothers ( Takin' It to The Streets), Stevie Wonder ( Love's in Need of Love Today), Curtis Mayfield ( People Get Ready), Bill Withers ( Grandma's Hand, Lovely Day), Peter Gabriel ( Don't Give Up) e Sting ( Fragile, música que ganhou uma versão em português, Frágil, feita pelo ex-baixista e vocalista do The Police).

O sexteto prepara-se para lançar um novo álbum, Feels Good, com previsão de chegar às lojas dos Estados Unidos em janeiro de 2006.

Grupo apresenta músicas do novo disco

No Claro Hall, o Take 6 arrebatou a platéia com qualidade vocal de seus integrantes. Quase sem instrumentos – piano ou violões foram tocados poucas vezes – o grupo misturou gospel tradicional, jazz e r&b, mostrando mais musicalidade que muito artista cascudo. Com a boca, os cantores simulavam perfeitamente instrumentos como baixo, bateria e o naipe de metais (sax, trombone e trompete), numa espécie de orquestra vocal, que deixaria Ed Motta, especialista brasileiro nessas improvisações, boquiaberto.

A noite começou com três shows de abertura: o jovem Moisés, o soulman Robson Nascimento e o grupo vocal Kades Singers, todos artistas da Line Records. Estes últimos, embora tenham feito uma apresentação curta (como os outros), cumpriram bem o papel de aquecer a platéia para a atração principal.

O Take 6 entrou no palco cantando, a capela, a música Come On, uma das canções inéditas que estarão no próximo disco do grupo, Feels Good.

“Estamos trabalhando há dois anos nesse CD”, disse um dos cantores.

Mais ou menos na metade do show, o grupo cantou a música que dá nome ao CD, um r&b animado com mensagem evangelística.

“Há momentos em que todos se sentem tristes. Vocês também se sentem tristes, até aqui no Rio?”, brincou o cantor, para depois falar com seriedade. “Não se sintam assim. Ele disse: ‘Eu te amo, você é meu filho. Estarei contigo todos os dias da tua vida'.”

Apesar da pequena pregação, o Take 6 estava nitidamente preocupado em entreter a platéia com o talento individual de seus integrantes e a harmonia do conjunto. Enquanto no show do astro americano Michael W. Smith, realizado em agosto, a palavra de ordem era “worship” (adoração), o sexteto não parava de repetir o termo “enjoy” (diversão). Atingiram plenamente o objetivo depois de brincar com a platéia diversas vezes, cantar um trecho da música I'm on My Way – que não estava no roteiro – em português e fazer verdadeiros solos de sax, baixo e bateria com a boca em canções como Wade in the Water, Smile, Over the Hill Is Home, Fly Away, You Don't Have to Cry e My Friend, gravada originalmente com a participação de Ray Charles.

“É muito bom estar aqui. Ficamos felizes ao ver os seus rostos sorridentes”, disse um deles.

“Sabemos que foi um longo tempo para estar aqui. Não víamos a hora de voltar”, completou outro.

“Queremos que vocês voltem para casa dizendo que foram ao show do Take 6 e que se divertiram muito”, encerrou um terceiro.

Não há dúvidas de que todos disseram isso ao sair do Claro Hall.



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