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  Amor explícito entre artista e público

Divulgação
Isabella Taviani no Canecão, onde gravou o CD e DVD Ao Vivo. Sucesso no Rio, a cantora e compositora agora quer conquistar o Brasil
Por Marcos Paulo Bin
17/10/2005

A carioca Isabella Taviani pode ser considerada o Jorge Vercilo de saias. Não por causa do estilo musical, tampouco pelo tempo de estrada, mas pela forma semelhante como construiu a carreira. Isabella, assim como Vercilo, ganhou destaque no fechado circuito da MPB após conquistar, primeiramente, o público do Rio, lotando casas de show da cidade e tocando suas músicas nas rádios, mesmo sem o apoio de uma grande gravadora.

A diferença é que Isabella Taviani não precisou esperar tanto quanto Jorge Vercilo para chegar a uma multinacional. Com apenas um CD no currículo, lançado em 2003 pela pequena Green Songs, a cantora e compositora foi contratada este ano pela Universal Music, por onde lança o CD e o DVD Ao Vivo, gravados em julho, no Canecão.

“Admiro o Jorge Vercilo por vários motivos. Ele nunca desistiu, sempre bancou seus discos. E foram as canções dele que o levaram até uma gravadora. Comigo foi parecido. Somos librianos, perseguimos nossos sonhos até o fim”, diz Isabella, entusiasmada.

O convite para o projeto surgiu depois que executivos da gravadora assistiram a um show lotado de Isabella no mesmo Canecão. Impressionados com a performance da cantora e com a fidelidade do público carioca, eles a convidaram para registrar em disco essa relação tão bem resolvida e mostrá-la para o resto do Brasil. Por isso, mesmo com uma discografia tão curta, Isabella não considera prematuro lançar um álbum ao vivo neste momento.

“Quase caí pra trás com o convite. Foi surpreendente, mas na medida certa. O que mais chama a atenção no meu trabalho é a minha postura no palco e a forma como o público que me assiste assimila isso”, explica.

Somente pela versão em CD de Ao Vivo – o DVD será lançado no fim de outubro – dá para perceber como Isabella Taviani conseguiu conquistar esse público fiel. As canções, quase sempre baladas românticas, ganham uma forte carga de dramaticidade, tornando o disco visceral, roqueiro. É uma artista totalmente entregue no palco, às vezes até um pouco over, como ela mesma admite, mas verdadeira.

“Eu me sinto mais romântica que roqueira. Acho que é a adrenalina do palco que me deixa assim; até as baladas ficaram ardidas. E o público que vai aos meus shows gosta de botar fogo. Se depender deles, eu tiro a roupa no palco!”, diverte-se.

Contra os preconceitos

Ao Vivo é quase uma transposição, para o palco, do primeiro disco de Isabella Taviani. Das 14 faixas daquele álbum, oito estão no novo CD. Entre elas, os quatro principais sucessos da cantora: Foto Polaroid, Digitais, Olhos de Escuro e De Qualquer Maneira, mais conhecida como Peixinho. O DVD trará outras duas canções em comum: Argumento Ineficaz e Ivete.

Para Isabella, a grande quantidade de músicas repetidas não vai anular seu primeiro disco, que hoje é bem difícil de ser encontrado nas lojas.

“As pessoas, me vendo no DVD, terão curiosidade para conhecer aquele CD. Além disso, estou encarando este novo trabalho como um disco de inéditas. E para muita gente do Brasil realmente é”, destaca Isabella, revelando que a Universal pretende comprar os direitos sobre seu primeiro CD e relançá-lo.

As principais novidades de Ao Vivo são as inéditas Último Grão e Sentido Contrário, composições de Isabella Taviani, e Contramão, canção de Viviane Tosto exclusiva do DVD. A primeira música a ir para as rádios é Último Grão, bastante conhecida de quem freqüenta os shows da cantora.

Quatro releituras completam o CD: Preconceito (Fernando Lobo e Antônio Maria), Atrevida(Ivan Lins e Vitor Martins), Tem Que Acontecer (Sérgio Sampaio) e Medo da Chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho). O DVD ainda traz uma versão voz-e-piano para Um Dia, Um Adeus, de Guilherme Arantes.

O destaque, entre os covers, é Preconceito, cujo título parece sob medida para o grande público GLS que freqüenta os shows de Isabella Taviani. A música narra a história de um casal de amantes, impossibilitado de expressar seu amor, e foi gravada originalmente nos anos 50 por Nora Ney, uma das Cantoras do Rádio.

“Essa canção tem a ver com todos os tipos de preconceito: racial, sexual, financeiro. É uma música antiga mas super-atual”, avalia.

Agora Isabella Taviani quer expandir seus domínios. Com o CD, o DVD e o apoio de uma multinacional, a cantora pretende ver em todos os cantos do Brasil as tórridas cenas de “amor explícito” com o público que foram presenciadas no Canecão.

“Quero que se repita em outros lugares o que aconteceu no Rio. Sei que não é fácil. O trabalho de formiguinha vai continuar”, afirma Isabella, determinada.



Veja mais:


   Disco:  Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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