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  Alegria de cantar o bom samba

Divulgação
A cantora Dorina está comemorando 10 anos de carreira reunindo músicas de seus 3 CDs e duas canções inéditas no disco Tem Mais Samba
Por Marcos Paulo Bin
03/10/2005

A alegria que Dorina estampa na foto aí ao lado e na capa do CD Tem Mais Samba (Rob Digital) certamente é a mesma de quem escuta o mais recente disco da cantora. Para os amantes do bom samba – aquele que sai das rodas do subúrbio, dos morros, das Velhas Guardas – é impossível não abrir um largo sorriso ao ouvi-la interpretando com tanta técnica e segurança clássicos da música brasileira, registrados em um CD comemorativo.

Tem Mais Samba
marca os 10 anos de carreira de Dorina, que estreou em 1995 com o CD Eu Canto Samba. Depois de abertas as portas do mercado, sob as bênçãos do padrinho Zeca Pagodinho, Dorina tornou-se um dos principais nomes das casas de samba cariocas, mas gravou pouco. A seguir vieram apenas mais dois discos: Samba.com, de 2001, e Sambas de Almir, de 2003.

O novo trabalho reúne cinco músicas do primeiro CD, seis do segundo, uma do terceiro (inserida em uma faixa multimídia) e duas canções inéditas na voz de Dorina: Só por um Momento (Jorge Aragão) e Sempre Acesa (Sombra e Luiz Carlos da Vila). São poucas novidades para quem tem os discos originais, mas um respeitável cartão de visitas para quem não conhece o talento da cantora.

Dorina é intérprete da primeira linhagem do samba. Mostra isso nas belíssimas releituras de Estrela de Madureira (Acyr Cardoso e Pimentel), Sentimento(Mijinha), Vivência no Morro (monarco) e Se o Caminho É Meu (Paulinho Mocidade e Berinjela), dueto com Dona Ivone Lara.

Mas, entre muitos motivos, O CD chama a atenção por trazer vários sambas cujo tema é o próprio samba. Dorina não apenas canta, defende cada música como tivesse escrito a letra, expressando através dela a intimidade que tem com o ritmo. “Eu canto samba porque só assim me sinto contente/ Eu vou ao samba porque longe dele não posso viver”, entoa Dorina, com propriedade, no abre-alas Eu Canto Samba, de Paulinho da Viola.

Adiante, Tem Mais Samba, de Chico Buarque, aparece como um dicionário que define: “Tem mais samba no pranto de quem vê/ Que o bom samba não tem hora nem lugar”. Já Anjo da Velha Guarda, uma das obras-primas de Moacyr Luz e Aldir Blanc, é uma declaração de amor: “O samba é tudo que eu sei/ E momo o único rei que amei”.

Encerrando o disco e a linguagem autobiográfica que o permeia, a música Sempre Acesa surge com os versos “Enquanto eu puder sonhar/ Eu não vou desistir/ Vou sorrir, vou cantar/ Vou tentar ser feliz/ Outra vez por aí”. A canção é de Sombra e de Luiz Carlos da Vila, mas parece de Dorina. Que o diga a foto acima.



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