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  Reunião de estrelas na festa de bodas de prata

Divulgação
Saulo Fernandes e Ivete Sangalo no Riocentro. O mais recente disco da Banda Eva traz poucas músicas da época em que ela era vocalista. “A história da Ivete na Banda Eva foi linda, mas passou”, avalia o cantor
Por Marcos Paulo Bin
27/09/2005

O cantor e compositor Saulo Fernandes, de 28 anos, tinha apenas 3 quando um grupo de amigos teve a iniciativa de criar, em Salvador, o Bloco Eva, de onde surgiu uma das bandas de maior sucesso da futura axé music. Em 2002, o fã que acompanhou de perto as diversas formações da Banda Eva tornou-se líder do grupo ao substituir a vocalista Emanuelle. E, em 2005, foi o anfitrião da grande festa que comemorou as bodas de prata do Bloco, realizada em junho em uma micareta no Riocentro, Rio de Janeiro.

À frente da Banda Eva e de uma multidão que seguia o trio elétrico, Saulo cantou sucessos do grupo ao lado de todos os vocalistas que por ele passaram. O show deu origem ao primeiro DVD da Banda Eva, 25 Anos – Ao Vivo, recentemente lançado pela gravadora Universal.

“A Banda Eva sempre foi um ímã para mim, pela qualidade do som, pelos bons músicos. Sem ser piegas, é a realização de um sonho gravar o primeiro DVD do grupo e dividir o palco com tantas estrelas”, diz Saulo Fernandes, entusiasmado.

As estrelas que dividem o palco com o atual líder da Banda Eva são do primeiro time da música baiana e já tiveram passagem pelo grupo. Participaram do show Ivete Sangalo, Durval Lelys (Ásia de Águia), Ricardo Chaves, Luiz Caldas, Marcionílio e Emanuelle, cada em uma música. Apenas Ivete canta duas – a inédita Não Me Conte Seus Problemas, primeira faixa de trabalho, e o pot-pourri com os sucessos Manda Ver e Flores (Sonho Épico). No final do show, todos se juntam no trio elétrico do Riocentro e cantam Eva, música lançada pelo grupo de pop-rock Rádio Táxi, no início dos anos 80, e que se tornou o hino da banda.

“Este disco é um marco na música baiana. Nunca mais veremos um encontro desses. Modéstia à parte, só a Banda Eva tem esse cast”, derrete-se Saulo, que em estúdio cantou com Daniela Mercury a surpreendente Anjo, balada bossa-novista composta por ele e Leonardo Reis.

E não foi só bossa nova que a Banda Eva gravou em 25 Anos – Ao Vivo. A canção Duas Medidas tem os dois pés no pop-rock, gênero incorporado à sonoridade do grupo com a chegada de Saulo.

“Eu cantei em bar e isso me abriu a cabeça. A música é maior que os rótulos, que servem só para as estantes das lojas”, afirma o cantor, ciente de que a chamada axé music é um dos gêneros que mais sofrem com definições e preconceitos. “Isso acontece porque é música popular. Mas se as pessoas que criticam tiverem o mínimo de maleabilidade, vão encontrar muitas coisas interessantes no axé.”

Saulo reconhece que o axé produziu muita coisa ruim nos últimos anos. Mas lembra que muitas bandas sobreviveram e hoje têm um público fiel. Uma delas, naturalmente, é a Eva, vista pelo cantor como precursora dentro da música baiana.

“Nós nunca fizemos o que está na moda. Fomos os primeiros a colocar metais nas músicas, a associar a percussão a boas letras e melodias. A Banda Eva é um conceito, independentemente do cantor”, defende.

Gratidão ao Rio

Os diferenciais da Banda Eva, tão exaltados por Saulo, podem ser medidos pelo repertório de 25 Anos – Ao Vivo, que foge do óbvio. O disco traz canções de todas as épocas do grupo, mas poucas delas também estavam naquele famoso disco ao vivo de 1997, que vendeu 3 milhões de cópias e projetou o nome da Banda Eva – e de sua vocalista na época, Ivete Sangalo – para fora dos limites do Brasil.

“O repertório baseia-se em músicas que falam do Eva, em canções que eu gravei nos dois últimos CDs e em algumas inéditas, para dar a idéia de continuidade, mostrar que não paramos no tempo”, afirma Saulo, explicando a ausência de antigos hits. “Quando alguém ouve Arerê, Levada Louca, Beleza Rara, vê a Ivete Sangalo. Essas músicas ficaram marcadas na voz dela. A história da Ivete na Banda Eva foi linda, mas passou. No DVD, provamos que ainda temos uma relação legal.”

A ausência dessas músicas não impediu que o público participasse ativamente do show, cantando em alta voz quase todas as músicas. Uma reação que o grupo já esperava. De acordo com Saulo Fernandes, foi no Rio de Janeiro que a Banda Eva renasceu após a saída de Ivete Sangalo. Escolher a cidade para gravar o DVD, então, foi uma decisão natural.

“Quando estávamos recomeçando a banda, fizemos um show numa boate carioca para 300 pessoas. Hoje, tocamos sozinhos para 7 mil pessoas”, conta o vocalista. “No Rio está nosso público mais receptivo, que conhece todas as músicas, manda e-mails. Dá para perceber isso no DVD. Está registrado nosso amor e nossa gratidão.”



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