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  Pronta para a fama

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Bela, bem humorada e persistente, Ana Paula Lopes desistiu do emprego na agência de publicidade W/Brasil para tentar a sorte na música. “Tive uma formação muito mais artística do que publicitária”, explica a cantora
Por Marcos Paulo Bin
23/09/2005

Um artista que inicia a carreira relendo músicas consagradas geralmente se vê diante de duas alternativas: a reverência (caminho mais comum) e o inverso, a “transgressão artística”. Ana Paula Lopes preferiu um rumo intermediário. Publicitária, paulista, 25 anos, Ana gravou em seu primeiro CD, Meu (Tratore), standards da música brasileira e mundial com o respeito que os mestres e sua obra imortal pedem, mas também com uma boa dose de ousadia e criatividade, características de quem domina o que faz.

A jovem de São Bernardo do Campo começou a carreira musical cantando na noite paulistana. Em 2002, quando trabalhava na agência de publicidade W/Brasil, gravou uma demo com quatro músicas, que lhe rendeu os primeiros shows. Com o apoio do chefe Washington Olivetto e da família, Ana Paula começou a gravar o disco ainda naquele ano, mas só o concluiu em 2005.

“Eu tinha a ilusão de gravar, conseguir a melhor gravadora do planeta, e com um piscar de olhos estar cantando no Carnegie Hall. Mas a realidade é bem diferente. Fiquei um tempão entrando em contato com várias gravadoras. Até em Nova York eu fui bater na porta”, conta Ana Paula, que não se arrepende de ter deixado a famosa agência cantada por Jorge Ben Jor. “Amo cantar e tive uma formação muito mais artística do que publicitária. Passei a infância e a adolescência nos palcos, dançando, tocando, cantando, e apenas quatro anos na faculdade. A carreira de publicitária é tão incerta e concorrida quanto a de cantora. Eu ainda estava no começo, dava tempo de testar outras praias.”

Com humor, Ana Paula recorda-se de sua passagem não muito bem-sucedida pelos Estados Unidos. O fracasso na terra de Tio Sam até a abateu, mas acabou servindo como mais um incentivo.

“Por incrível que pareça, lá fui melhor tratada do que em qualquer outro selo daqui”, afirma. “O ‘dono' da gravadora me recebeu, deu a maior força, mas o danado não lançou o CD! Saí de lá rindo e chorando. Rindo porque ninguém no Brasil tinha me dado tanta atenção, e chorando porque tinha levado outro não. Mas não desisti. Em janeiro deste ano resolvi lançar o disco de forma independente e correr atrás de tudo sozinha. Foram sete meses de burocracia. Tem que ter muita paciência. Haja ioga!”

O resultado da paciência de Ana Paula e do produtor Celso Marques foi um trabalho minucioso, sofisticado, arrojado e cool. Com o apoio de uma ótima banda, que executa com maestria os arranjas caprichados de Celso, Ana Paula mostra que tem afinação, segurança, ritmo, compasso e descompasso na hora certa, como em O Morro Não Tem Vez (Tom e Vinícius), samba cheio de quebradas. É o ponto alto do disco ao lado da bossa-novista Meu (Djavan) e da jazzística A História de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque), com uma linha de baixo acústico arrebatadora de Airton Fernandes.

O repertório tem vários outros clássicos, boa parte deles de Tom Jobim. Ana também relê canções de Chico Buarque, Suba e Sonny Henry, entre outros nomes consagrados.

“Escolher essas músicas foi muito natural para mim, porque eu amava todas. Foi como se estivesse pedindo um autógrafo para o Tom Jobim, entende a sensação?”, diverte-se Ana Paula, nem aí para possíveis críticas por utilizar um repertório comercial ou desgastado. “As pessoas gostam de escutar pérolas. Eu gosto. A Elis, a Gal, tiveram o prazer de interpretar essas canções. Eu também quis. É um lance de prazer.”

Participação no “Fama”

Em 2005, além de lançar seu primeiro disco, Ana Paula Lopes participou das eliminatórias do programa “Fama”, da TV Globo, chegando à semifinal. Se o resultado foi justo? Ela sai pela tangente, mais uma vez usando o bom humor.

“O que é justo é muito relativo. Foi justo para as mães dos que entraram. Para a minha não foi. Minhas tias também sofreram!”, brinca.

Em setembro, Ana Paula começa a divulgar o CD Meu. O primeiro show acontece em São Paulo, no dia 15, na casa All of Jazz. O restante da agenda será atualizada no site oficial da cantora.

Passada a fase de gravação e lançamento, qual a expectativa dessa bem-humorada publicitária para a carreira de cantora?

“Ralação pura! E já produzir o próximo CD”, responde Ana Paula, sem medo de ser feliz. Com essa persistência aliada à técnica impecável, Ana tem tudo para dar muitas alegrias à mãe e às tias. E fazer aquele executivo americano morrer de arrependimento.



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