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  Das vans para os palcos brasileiros

Henrique Andrade
Com seu estilo emo, o baixista do Simple Plain, David Desrosiers, lembra o vocalista do Placebo, Brian Molko
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Por Carol Marques
21/09/2005

A segunda edição do projeto Claronights by Siemens, iniciativa das empresas Claro, Siemens e CIE Brasil, lotou o Claro Hall no dia 17 de setembro com a apresentação dos canadenses do Simple Plan e a participação da banda B5 e do DJ Wilson Power.

A abertura do evento ficou por conta do grupo de adolescentes B5. Num repertório curto e pop, forçando para a vertente mais rock, porém ainda imaturo, a banda tocou apenas meia hora. O grupo composto por cinco adolescentes da região serrana do Rio agradou pouco a alguns fãs. O destaque do show ficou por conta do cover da música All My Life, do Foo Fighters, que não foi bem executada e gerou algumas vaias por parte dos espectadores mais maduros.

O Simple Plan subiu ao palco ovacionado de forma desesperada pelos fãs extremamente jovens. Uma indicação de que o show seria agitado do início ao fim. Divulgando o CD Still Not Getting Any, Pierre Bouvier (voz), Chuck Comeau (bateria), David Desrosiers (baixo), Sebastien Lefébvre (guitarra) e Jeff Stinco (guitarra) entraram pulando e cheios de atitude pop punk, mas com um ar muito cansado.

A banda começou o show com o hit Shut Up, muito tocada nas rádios de pop-rock e na MTV. Os jovens próximos ao palco pulavam e gritavam tanto que muitas mães passaram mal no meio da multidão, tendo de ser retiradas pelos seguranças da casa, lotada até o camarote superior. Outra figura que chamou muito a atenção foi o afeminado baixista David, com seu estilo emo meio Placebo que lembrava muito o cantor Brian Molko.

“E aí Brasil!? Tudo bem? Tudo certo?”, exclamou em português o vocalista Pierre, que sempre obtinha respostas nítidas da platéia com um inglês obediente.

A próxima canção anunciada foi The Worst Day Ever, que balançou a estrutura da casa. Addicted e Me Against the World vieram em seguida, deixando muitas menininhas gritando pelo vocalista.

Após 40 minutos de show, o Simple Plain tocou uma versão pop punk da música Happy Together, um clássico. Para a alegria de todos, uma introdução diferente anunciou a balada do momento, o número mais esperado da noite: Welcome to My Life, música de trabalho da banda no Brasil, que foi incrivelmente cantada por todos os presentes.

“O público brasileiro é incrível. É a nossa primeira vez aqui e estamos adorando! É o melhor público do mundo! Obrigado!”, confessou Pierre Bouvier, em uma pausa da banda para aplaudir a presença e o carisma do público.

Próximos ao final do set list, o vocalista e o baixista fizeram mais um discurso. Dessa vez não pareciam mais cansados, e sim felizes com a receptividade do público.

“Porque não viemos ao Brasil antes, cara?”, perguntou Pierre ao baixista David.

“Não é incrível!? Somos do Canadá e estamos tocando no Brasil, conhecendo muita gente legal e esse lugar maravilhoso. Vocês são os melhores! Vamos voltar ano que vem e sempre!”, completou com muita empolgação Bouvier, que tocou um cover do rapper americano Snoop Dog.

A banda encerrou o show com a música Untitled e se retirou do palco por alguns poucos minutos. Quando as luzes se acenderam novamente, o baterista Chuck Comeau apareceu sozinho coberto por uma enorme bandeira do Brasil. A casa quase veio abaixo. Ele bem que tentou conversar com os fãs, mas foi impossível.

“É uma linda bandeira a de vocês!”, disse o sorridente baterista, que colocou a bandeira aberta nos amplificadores.

E, para a agitação total dos jovens, o Simple Plain abriu o encore com a música I Believe in a Thing Called Love, da banda The Darkness, que foi tocada com pressão e uma guitarra marcante. Por fim, a banda executou a romântica I'd Do Anything e Perfect World, deixando os fãs com um gostinho de quero mais.

O show mesclou bem os hits dos dois únicos CDs dos canadenses. No Pads, No Helmets, Just Balls (2002) é o nome do primeiro trabalho do Simple Plan, que o projetou mundialmente. A produção do segundo álbum, Still Not Getting Any, foi feita pelo conceituado Bob Rock, que já trabalhou com Metallica, Mötley Crüe e Bon Jovi.

A banda vendeu milhões de discos e já dividiu o palco com nomes como Rancid e Aerosmith. Além disso, foi indicada, por quatro vezes, para o MTV Vídeo Music Awards. Uma grande conquista para cinco garotos que usavam a van dos pais para fazer suas turnês.



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