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  A versatilidade de Rick e Renner em CD e DVD ao vivo

Divulgação
Rick e Renner no Olympia, em São Paulo, onde gravaram o disco Ao Vivo. A versão em DVD (no detalhe) tem 6 faixas a mais que o CD
Por Marcos Paulo Bin
07/09/2005

Uma década depois de gravar o primeiro disco juntos, Rick e Renner reviram seus principais sucessos em 2003, no CD e DVD comemorativos Acústico – 10 Anos de Sucesso. Após Só Nós Dois, álbum de inéditas, de 2004, a dupla sertaneja novamente faz uma retrospectiva da carreira no CD e DVD Rick & Renner e Você... – Ao Vivo, recém-lançados pela Warner.

Mas o novo trabalho dos amigos naturais de Tocantins e Brasília, respectivamente, é bem diferente do anterior, a começar pelo formato. Enquanto Acústico era um registro de estúdio, Ao Vivo foi gravado em duas noites (24 e 25 de junho) no Olympia, em São Paulo, diante do grande fã-clube dos cantores. O esquema banquinho-e-violão deu lugar a uma grande banda, com dois percussionistas, naipes de cordas e metais e vários outros instrumentos.

“Quando gravamos o Acústico, a proposta da gravadora era fazer o Ao Vivo. Mas nós quisemos fugir da avalanche de discos assim que havia no mercado. Agora estamos cumprindo o compromisso”, conta Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick, voz principal, compositor e produtor da dupla.

O repertório também traz mudanças. Em Ao Vivo, Rick & Renner incluíram releituras inéditas nas vozes da dupla, composições de Rick famosas com outros artistas, sucessos que ficaram ausentes de Acústico e músicas que foram gravadas depois, no CD Só Nós Dois. São os casos de A Força do Amor e De Volta pro Futuro, ambas do Roupa Nova; a seqüência “família”, com as músicas Filha e Mãe; o pot-pourri de moda caipira, com Escolta de Vaga-Lumes, Porta do Mundo e Poeira da Estrada; e a canção Em Qualquer Lugar do Mundo, gravada por Daniel. O CD tem 15 faixas e o DVD, 21.

Duas músicas de Ao Vivo estão em alta rotação nas rádios e na TV. Uma é o antigo hit Nóis Tropica, Mas Não Cai, que voltou às paradas depois ser incluída na trilha sonora da novela “América”. A outra é Homem Carente, única faixa inédita do disco.

Rick diz que ter duas músicas de trabalho em um só disco traz as suas complicações, mas também tem aspectos positivos.

“Muitas pessoas se confundem e perguntam qual é a faixa de trabalho. Eu acho bom para a evidência da dupla e para os shows ter duas músicas tocando. O lance é estar nas paradas”, comemora.

Composta por Rick, Homem Carente tem levada de samba, mostrando um pouco da versatilidade da dupla. Segundo o cantor, uma das preocupações dele e do parceiro Renner (nome verdadeiro Ivair Reis Gonçalves) é não seguir padrões, apesar do estilo pelo qual são conhecidos.

“Antes de sermos uma dupla sertaneja, somos cantores. Ouço muito coisa, assimilo algumas e descarto outras. É importante sempre levar novidades ao público”, avalia.

Menos shows, mais críticas

Em uma entrevista nos extras do DVD, Rick confessa ser detalhista. Isso inclui participar de perto de tudo que envolve a carreira da dupla. Na gravação feita no Olympia, por exemplo, o cantor ficou à frente de quase tudo, da iluminação à abertura do show, em que os músicos entram um a um no palco.

“Eu participo das idéias iniciais à arte final do disco. Tento sair da mesmice, fazer coisas diferentes”, explica.

E, por falar em diferença, Rick afirma que a dupla não quer mais a loucura do showbizz, ao menos no que se refere às apresentações. Se antes a média mensal de shows ultrapassava 20, hoje está restrita a 12, no máximo 15.

“Hoje estamos amadurecidos e podemos exigir um pouco de quem trabalha conosco. Nós dois temos família, precisamos também de um tempo para nós”, garante-se.

Mas a dupla ainda não conseguiu escapar do ritmo intenso de gravações. Em 12 anos de carreira, Rick e Renner lançaram 12 discos, o que dá a média de um por ano.

Rock mostra-se insatisfeito com a situação e com o mercado fonográfico brasileiro, de forma geral. O cantor diz que, se dependesse dele e de Renner, a dupla gravaria apenas de dois em dois anos, evitando, assim, o que chama de “discos descartáveis”.

“Nós gravamos 14 músicas por disco e só trabalhamos três; as outras ficam perdidas. Mas temos um contrato e precisamos fazer o que o mercado determina. O artista vive de projetos”, lamenta Rick, que defende uma “americanização” do mercado brasileiro. “Lá fora existe uma outra filosofia. Muitos artistas passam 4 ou 5 anos trabalhando um só disco, enquanto aqui a gente fica nessa correria.”



Veja mais:


   Disco:  Rick & Renner e Você... – Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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