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  Convidados, sucessos e inéditas registrados em DVD

Marcos Paulo Bin
Caetano Veloso cantou a música Menino Deus na gravação do DVD da Cor do Som e brigou com quem reclamava do som baixo. “No Brasil existe a cultura do som alto. Isso é uma mediocridade”, criticou
Por Marcos Paulo Bin
29/08/2005

No dia 24 de agosto, o Canecão, no Rio de Janeiro, foi palco da gravação do CD e DVD ao vivo da Cor do Som, que marca o retorno da formação mais conhecida do grupo após uma separação de nove anos. Em um belo cenário, repleto de bambus que remetiam a um luau, Mu Carvalho (voz, teclados e piano), Armandinho (voz, violão e guitarra baiana), Dadi (voz e violão), Ary Dias (percussão) e Gustavo Schroeter (bateria e percussão) lembraram sucessos, fizeram releituras para clássicos da MPB e apresentaram canções inéditas.

O show teve clima acústico, embora algumas músicas contassem com a guitarra baiana de Armandinho. Ao quinteto somaram-se músicos de primeira linha: Jorge Helder (baixo), Marcos Nimricther (teclados e acordeom) e Jorge Gomes (violão), irmão de Pepeu Gomes, com quem criou a Cor do Som ao lado de Dadi e Baixinho, quando acompanhavam os Novos Baianos.

As maiores surpresas foram os convidados especiais, cujos nomes vinham sendo guardados a sete chaves. O primeiro foi o violinista francês Nicholas Krassik, que participou do baião Pororocas. Nivaldo Ornelas tocou sax no sucesso Swing Menina. Logo depois, Moraes Moreira tocou violão e dividiu os vocais com Armandinho em Davilicença, primeira parceria dos dois, gravada por Moraes no LP Cara e Coração, de 1978.

“Vou ter a ousadia de dizer que eu fiz essa banda”, brincou Moraes Moreira, com quem Armandinho, Dadi e Gustavo tocavam antes de formarem um grupo independente.

Caetano Veloso foi chamado de improviso para cantar Menino Deus, composição dele. Não antes de criticar aqueles que criticavam o som, realmente em baixo volume para quem estava nos lugares de trás.

“No Brasil existe a cultura do som alto. Isso é uma mediocridade. Uma vez assisti a um show do Davi Byrne no ATL Hall, que virou Claro Hall, e as pessoas reclamavam do som, que estava ótimo. A banda não entendia nada”, esbravejou Caetano. Meio aplaudido, meio vaiado, ele completou, de forma irônica: “Não ensaiei, mas fiz meu discurso”.

A amargura de Caetano contrastou com a alegria de Daniela Mercury. Com sorrisos largos, muito à vontade no palco, ela cantou com Armandinho o maior sucesso da Cor do Som, Beleza Pura. A presença da baiana deu novos ares à antiga canção de Caetano, mas foi contestada por alguns fãs das antigas, mais ortodoxos.

Davi Moraes, sem barba, participou da homenagem a Osmar – criador do trio elétrico, ao lado de Dodô – na instrumental Taiane. O show acabou com as crianças do grupo Canarinhos de Petrópolis fazendo os vocais em Tocar, cantada por Ary Dias. Um número que não esteva entre os mais inspirados da noite: o som baixo da crianças, muito tímidas, e as microfonias comprometeram a canção, que não foi repetida.

Homenagens a Jacob e Novos Baianos

Sozinho, o quinteto recordou os sucessos Zanzibar, Alto Astral, Arpoador, O Zero, Frutificar, Semente do Amor e Abri a Porta, a mais aplaudida. No bis, sob insistentes pedidos, o grupo tocou Palco, de Gilberto Gil e Dominguinhos.

Como fizera com Assanhado, gravada em seu terceiro LP, Frutificar, de 1979, A Cor do Som homenageou Jacob do Bandolim, desta vez com Noites Cariocas. O grupo também prestou tributo aos Novos Baianos, com uma releitura para Os Pingos da Chuva.

No repertório, de 21 músicas, entraram três canções inéditas: Amor Inteiro (Oxalá), de Armandinho e Fausto Nilo; Pela Beira do Mar, de Mu e Marcio Tucunduva, e O Fim do Mundo, de Dadi e Arnaldo Antunes.

No final do show, as opiniões estavam divididas. Enquanto os mais novos mostravam-se empolgados com que viram e ouviram, os antigos reclamavam da ausência de algumas músicas – Magia Tropical, principalmente – e diziam que aquela não era a “velha Cor do Som”. Fazendo a média entre a exigência dos fãs, o som ruim do Canecão e a qualidade musical da Cor do Som, a balança ainda pesa para esta última. Mesmo porque eles sempre foram, e continuam sendo, acima da média.



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