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Depois do Charlie Brown Jr., o músico e produtor Tadeu Patolla está trabalhando com novas bandas, entre elas a Revolucionários, do baixista Champignon
Por Jailson Roque
23/08/2005

Pense em cinco grandes produtores brasileiros. Talvez você não tenha conseguido chegar a esse total, mas possivelmente a sua lista inclui o nome de Tadeu Patolla. O músico e produtor foi o responsável pelo sucesso de uma das maiores banda de rock do Brasil na atualidade, o Charlie Brown Jr., e no momento vem se dedicando ao garimpo de novos expoentes dentro da cena underground.

Patolla, que produziu seis álbuns do Charlie Brown e tocou violão com a banda na gravação do CD e DVD Acústico MTV , em 2003, começou a carreira de produtor em 1989. Na época, ele trabalhou no disco La Famiglia , do extinto grupo Skova e a Máfia, lançado pela gravadora EMI.

“A banda era grande – nove músicos – e deu muito trabalho dirigi-los no estúdio. Por isso, diria que foi um bom começo”, conta o produtor.

Patolla conseguiu reconhecimento depois de descobrir e produzir Chorão e sua turma, fazendo deles um sucesso em todo o território nacional. Mas isso não foi um golpe de sorte. Com Patolla na produção, outros artistas também conseguiram alcançar bons índices de venda, como o grupo Biquíni Cavadão, o cantor Wilson Sideral e a cantora Deborah Blando.

Atualmente Tadeu Patolla usa seu conhecimento em prol de bandas independentes, lapidando-as para que consigam destaque no mercado. Para conhecer o trabalho dessas bandas, o produtor freqüenta o cenário underground da cidade de São Paulo, onde mora. Em alguns casos o material das bandas chega através de outras pessoas.

“Na minha opinião, as bandas daqui tem uma pegada mais legal em termos de rock atual”, avalia.

Para as bandas iniciantes, Patolla dá a seguinte dica sobre seus critérios de escolha:

“Em primeiro lugar, o repertório. Precisa ter alguns hits. A banda tem que tocar direito, levar a sério o que faz e me convencer que não vai abandonar o barco, não vai surtar no meio do caminho... Isso acontece às vezes. E, principalmente, ser unida”, alerta Patolla.

E, por falar em “surtar”, o produtor mostra-se decepcionado com a debandada ocorrida no Charlie Brown Jr., que este ano perdeu todos os seus integrantes, à exceção do vocalista Chorão.

“Foi bom enquanto a banda durou. Agora perdeu a graça”, desabafa.

Fora do CBJ, Patolla está produzindo o primeiro disco da banda Revolucionários, que o baixista Champignon montou ao deixar o antigo grupo. Ele também assina dez faixas do álbum, atualmente em processo de gravação.

Entusiasta da internet

A tristeza pelo que aconteceu com o grupo de Chorão converte-se em esperança quando Patolla fala sobre a internet. O produtor define a grande rede como uma poderosa ferramenta de divulgação para os novos artistas.

“É por lá que as bandas se viram do jeito que podem para mostrar seu trabalho. Tem banda que sabe usar a internet muito bem pra se divulgar e isso facilita até pra nós, produtores, que sempre queremos ouvir essas bandas de um jeito mais prático, ou seja, no computador”, diz o produtor.

Patolla também fala com entusiasmo de sua profissão, tradicionalmente esvalorizada no Brasil. Para ele, essa cultura está mudando, com a maior visibilidade que os produtores vêm ganhando na mídia e o reconhecimento do público.

“Ultimamente, existe uma percepção da real necessidade do produtor artístico musical no comando da gravação de uma obra musical, seja ela qual estilo for”, afirma Patolla, que prepara um disco solo para 2006.

Sobre o cenário roqueiro atual, o produtor mostra sua admiração pela trinca da moda formada por Foo Fighters, Queens of the Stone Age e System of a Down.

“Essas três bandas revolucionaram a era pós-punk. Antes deles, só o Nirvana, em 1990, havia mudado a cara do rock & roll”, afirma.

Palavra de quem entende do que fala.


 
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