Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  O disco preferido de Tom volta às lojas

Reprodução
Tom na Praia de Ipanema, olhando para o Leblon. Esta era uma das fotos presentes no LP Tom Jobim Inédito, de 87, que agora ganha uma segunda reedição em CD mantendo todos os elementos do disco original
Por Marcos Paulo Bin
22/08/2005

Após resgatar um show inédito de Tom Jobim em Belo Horizonte, no início dos anos 80 – que virou o magnífico CD Antonio Carlos Jobim em Minas Ao Vivo – Piano E Voz, lançado no fim de 2004 – o selo Jobim Biscoito Fino mais uma vez mexe no rico baú do maior gênio musical que o Brasil conheceu.

O segundo fruto da parceria entre as gravadoras Biscoito Fino e Jobim Music é o relançamento de Tom Jobim Inédito, gravado pelo Maestro da MPB em 1987, em sua própria casa, no bairro carioca do Jardim Botânico. O disco fazia parte de um projeto cultural da construtora Odebrecht, em comemoração aos 60 anos de Tom, que envolvia ainda um texto biográfico escrito pelo crítico Sérgio Cabral.

Na época, o disco foi lançado em tiragem limitada, permanecendo durante anos como peça de colecionador. Em 1995, ano seguinte à morte de Tom, a BMG lançou o trabalho como um CD duplo e deu a ele o nome de Tom Jobim Inédito. Nesta reedição da Jobim Biscoito Fino, o disco é simples, com todas as suas 24 faixas, letra e ficha técnica de cada música e as fotos e ilustrações usadas na versão original em LP.

Tom Jobim dispensou convidados

A iniciativa de comemorar em disco os 60 anos de Tom partiu de Vera de Alencar, museólogo responsável pela organização do acerto do compositor e amiga íntima da família Jobim. Vera dividiu a realização do projeto com Jairo Severiano, historiador da Música Popular Brasileira. Para a produção musical, foram chamados Jacques Morelenbaum e Paulo Jobim, que também cuidaram dos arranjos ao lado de Tom.

Em um texto de apresentação, no encarte da nova tiragem, Vera de Alencar narra como foi a concepção do disco. A museóloga volta a fevereiro de 1987, mês de aniversário de Tom Jobim, quando soube que o projeto fora aprovado. Na casa do maestro, ela dá a notícia, ressaltando que o orçamento dava até para chamar convidados. A resposta, conta Vera, não veio na hora, mas foi categórica:

“Verinha, acho que já existem participações demais. Vou fazer só com a Banda”, disse Tom, referindo-se à Banda Nova, que tinha as participações de sua mulher, Ana Lontra Jobim (vocal), e dos filhos Paulo (violão) e Elizabeth (vocal). Também acompanhavam o Maestro Maúcha Adnet, Paula Morelenbaum e Simone (vocais); Danilo Caymmi (vocais e flauta); Jacques Morelenbaum (violoncelo); Sebastião Neto (baixo) e Paulo Braga (bateria). Em algumas faixas, foram acrescentados à Banda Nova o trombonista David Sacks e uma pequena orquestra de cordas, com oito violinos, duas violas, dois cellos e um baixo.

A escolha do repertório e o processo de gravaram foram de março a setembro de 87, sempre em clima de festa e com a participação de todos, segundo Vera.

“Todos palpitaram na seleção das canções, mas Tom foi quem a definiu. Fez questão de escalar os solistas principais para cada faixa, entre os componentes da própria banda. (...) A única coisa que interrompia seu sorriso ou seus gestos largos era a notícia de um espirro de Maria Luiza, que acabara de nascer”, relata.

Tom escolheu gravar músicas suas de épocas variadas, entre sambas, bossas, modinhas, valsas e outros gêneros que ele dominava como poucos. Sempre ao piano, o Maestro resgata canções pouco conhecidas como Sucedeu Assim e Imagina, e lembra diversos clássicos: Wave, Samba do Avião, Eu Sei Que Vou Te Amar, Falando de Amor, Inútil Paisagem, Águas de Março, A Felicidade. Os vocais revezavam-se entre Tom Jobim, Danilo Caymmi e as cantoras da Banda Nova.

Como fizera no LP A Certain Mr. Jobim, de 65, Tom cantou a introdução original de Desafinado, omitida na maior parte das regravações (o CD Em Minas Ao Vivo também resgata esse trecho). O Maestro ainda registrava pela primeira vez, em sua voz, o clássico Chega de Saudade, e homenageava o ídolo Villa-Lobos em Modinha (Seresta nº 5), que antecedia sua própria Modinha.

Tom Jobim Inédito
tem um delicioso clima caseiro, de descontração, mas sem descuidar em nenhum momento da qualidade musical. Sensação percebida, por exemplo, na instrumental Wave, que remete a um fim de tarde na praia, e nos standards Garota de Ipanema e Samba de uma Nota Só, onde Tom e a Banda Nova omitem propositalmente trechos das letras ou invertem a ordem dos versos, como se tocassem ao vivo. Momentos de prazer que são descritos por Vera de Alencar no encarte:

“Depois do disco pronto, muita gente ouviu Tom dizer que aquele disco tinha sido o trabalho de que mais gostava. (...) Que bom que agora amplia-se o acesso a ele, graças à parceria da Jobim Music com a Biscoito Fino”, diz a museóloga, fazendo suas as palavras de todos que apreciam o melhor da Música Popular Brasileira.



Veja mais:


   Disco:  Tom Jobim Inédito
     Ficha técnica, faixas e compositores

Matérias relacionadas:

  CD duplo Fotografia reúne sucessos e raridades de Tom Jobim
  Disco póstumo recupera show de Tom Jobim só em voz-e-piano
  Paulo Jobim e Mario Adnet lançam a sinfonia de Tom


Resenhas relacionadas:

  Em Minas Ao Vivo – Piano E Voz
 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções