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  Clima de praia e forno à lenha

Divulgação
O francês Pierre Aderne em uma praia do Rio, cidade que serviu de inspiração para seu novo disco. “Essa mistura de gente com sorriso na cara, esse sol e esse mar não existem em outro lugar”, derrete-se

Por Leisa Ribeiro
20/08/2005


O cantor e compositor Pierre Aderne nasceu na França e foi para Brasília ainda bebê. Mas desde 1990 adotou o Rio de Janeiro para viver, principalmente pelo fato de a cidade ser a maior inspiração para seu trabalho.

“O clima quente, as praias, isso é muito natural para o dia-a-dia de quem vive no Rio. Somos cercados de belezas naturais”, expressa com entusiasmo o francês, que está lançando seu novo trabalho, Casa de Praia (Distribuidora Independente), um CD com 11 faixas inspiradas nas riquezas encontradas no litoral carioca.

“Comecei este trabalho junto com o Dadi e foi muito compulsivo o nosso contato de parceria musical”, conta o músico. “O disco foi feito num forno caseiro à lenha e a quatro mãos”, completa.

Pierre diz isso porque todo trabalho de pré-produção foi feito através do sistema de gravação de cada um. Ele e Dadi iam gravando e trocando as informações.

“Quando fomos gravar, tínhamos apenas a preocupação de valorizar o texto e a melodia. O objetivo era que os arranjos não poluíssem nada”, conta Pierre, que também é compositor.

Para produzir Casa de Praia, Pierre Aderne também precisou da ajuda de outros amigos, como Rodrigo Maranhão, Domenico e Adriana Maciel. Rodrigo faz participação em Cristalina, que, segundo o francês, é uma versão contemporânea da famosa Garota de Ipanema, de Vinicius e Tom.

“A letra de Cristalina é como se fosse a minha garota de Ipanema. Uma garota mais desprendida, mais moderna”, comenta, entre boas risadas.

Perguntado se não foi difícil escolher essa turma para fazer participação no CD, ele garante que não. Diz que todos freqüentam a mesma tribo.

“Quando pensei na parte percussiva que precisava, foi impossível não pensar no Dudu (Bangualafumenga). Ele é peculiar no que faz. Todos os convidados já estão dentro do meu conceito”, afirma.

O tempo para finalizar Casa de Praia é um exemplo da cumplicidade musical entre esses artistas. Foram menos de 15 dias no estúdio até o trabalho ser concluído.

“Tive a preocupação de não me preocupar tanto com os mínimos detalhes. A faixa Mais, por exemplo, é uma cópia de monitor; estava num clima bom e eu optei por deixá-la assim mesmo”, admite Pierre, que sempre achou chato ficar procurando microdefeitos no estúdio, mas que adora as surpresas que parcerias oferecem.

Sobre a França, Pierre Aderne não mostra qualquer saudosismo. Ao contrário, mostra-se muito feliz no Rio de Janeiro, apesar de tudo.

“Eu nunca compus nada em Paris! O nome é poético, mas quando retornei lá, aos 15 anos, essa marca de Cidade Luz era muito mais bonita no meu sonho do que na realidade. A arquitetura é legal, mas poético mesmo é o Rio de Janeiro. Essa mistura de gente com sorriso na cara, esse sol e esse mar não existem em outro lugar”, descreve o carioca por opção, que em Casa de Praia escolheu falar das coisas boas da cidade em vez da violência e daquilo que não o agrada.

Consumo de genéricos

Se você tem a sensação de já ter visto o nome Pierre Aderne antes, mas não se lembra de onde, vale refrescar a memória. Ele já fez música para Flavio Venturini em parceria com Torquato Mariano (Navios) e compôs Não pra Prometer e Chuva de Verão, gravadas por Renata Arruda e Milton Guedes, respectivamente. Até o furacão baiano Daniela Mercury já gravou composições de Pierre.

“Eu compunha pra todo mundo! Lenine e eu brincávamos que a gente era uma espécie de clínico geral no meio musical”, confessa o músico.

Pierre Aderne diz que adotou um lema: “se quiser, consuma mesmo que seja genérico”. Ele reconhece que pirataria é crime, mas considera viver sem música um castigo.

“Quanto mais gente ouvir o seu som, melhor. Talvez você venda menos discos do que deveria, mas acho que CD pirata só atrapalha mesmo o popular. Por exemplo, quem compra discos de Lenine e Pedro Luis não vai a uma banca pirata”, completa Pierre, que é dono de um selo e entusiasta do mercado independente.


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