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  Menor apenas que o Claro Hall

Acervo Riotur
O Museu de Arte Moderna sediará a casa de shows Vivo Rio. O projeto é fruto da parceria entre a empresa Vivo e o grupo paulista Tom Brasil, que pensa em novos investimentos na cidade

Por Marcos Paulo Bin
17/08/2005


O Rio de Janeiro é um estado devastado em diversos aspectos. Todos os dias, há notícias de pessoas e empresas que deixam o estado devido à falta de estrutura (econômica, social, cultural), à insegurança e a outros motivos. Mas, pelo menos nas áreas de petróleo e telecomunicações, os fluminenses se garantem. E isso tem reflexos na área cultural, especialmente na música.

As principais casas de show do Rio são patrocinadas por empresas desses ramos. A BR Distribuidora, da Petrobras, reergueu o Teatro Rival, que passou a se chamar Rival BR. O Canecão é patrocinado pela Embratel. A TIM patrocina o Circo Voador desde maio de 2005. Já o Claro Hall, maior casa do Rio, leva o nome da Claro, antiga ATL.

Agora, mais uma operadora de telefonia celular decide investir na cidade que, apesar de tudo, ainda é considerada a capital cultural do Brasil. Em parceria com o grupo paulista Tom Brasil, dono do Tom Brasil Nações Unidas, a Vivo construirá a casa de espetáculos Vivo Rio, que será integrada ao complexo do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo.

A construção de um teatro integrado ao complexo do museu já estava prevista no projeto original do MAM, mas não foi concluída na época por falta de recursos. A área reservada para a construção do Vivo Rio vinha sendo utilizada como estacionamento.

“A casa segue o mesmo padrão arquitetônico do Museu de Arte Moderna e a sua implantação finaliza, depois de 50 anos, o projeto original do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, considerado uma das jóias da arquitetura modernista brasileira”, destaca uma nota do Tom Brasil enviada à imprensa.

A nota diz ainda que, devido ao tombamento do MAM e de todo o Aterro do Flamengo, as únicas construções possíveis na região são as projetadas por Reidy ou pelo paisagista Burle Marx. Por isso, o arquiteto responsável pela obra, Luiz Antonio Rangel, garante que tanto a fachada como o interior seguirão o projeto de Reidy e Marx.

“Inúmeros estudos foram levados a cabo pelo grupo, que se cercou de todos os cuidados para cumprir fielmente o projeto originalmente traçado pela dupla”, complementa a nota.

No texto de divulgação, o presidente da Vivo, Roberto Lima, diz que, ao associar a marca à casa de espetáculos, a empresa firma um compromisso com a cidade.

“Consideramos fundamental participar da vida cultural do Rio de Janeiro, contribuindo para a concretização de um projeto que proporcionará cultura e entretenimento da mais alta qualidade”.

Já o empresário Paulo Amorim, sócio de Gladston Tedesco no grupo Tom Brasil, define o novo investimento como a concretização de um sonho, já que a empresa sempre quis estender sua atuação para o Rio de Janeiro:

“Um empreendimento na área cultural ou de entretenimento tem que estar nas duas cidades, onde é germinada a maior parte dos projetos de qualidade do país. Não basta só São Paulo ou só Rio de Janeiro.”

O Vivo Rio ocupará uma área construída de 11.000 metros quadrados, com capacidade para acomodar até 2.600 pessoas sentadas ou 5.800 em pista. Com isso, será a segunda maior casa da cidade, perdendo apenas para o Claro Hall, onde cabem mais de 8.000 pessoas em pé.

O valor total dos investimentos é de R$ 20 milhões, com a geração de 1.000 empregos. As obras estão previstas para acabar em 2006. A inauguração deve acontecer em agosto, possivelmente com show de João Gilberto.

“O João Gilberto inaugurou minhas duas casas em São Paulo. É um sonho que ele inaugure também no Rio”, diz Paulo Amarim, em entrevista ao portal “Click 21”.

Sobre o TIM Festival, que será realizado em outubro no MAM, o presidente do museu, João Maurício Pinho, diz ao jornal “Valor Econômico” que vai negociar com a empresa italiana a realização do evento em outro local, possivelmente dentro do próprio MAM.

Rio poderá ter uma segunda casa do Tom Brasil

Presente em São Paulo desde 1994, o grupo Tom Brasil sonha há muitos anos em lançar um empreendimento no Rio. Uma possibilidade que chegou a ser cogitada foi a construção de uma casa na Praça 11, em parceria com a escola de samba Mangueira. Algo que ainda pode acontecer. De acordo com a assessoria do Tom Brasil, o Vivo Rio não inviabiliza aquele projeto.

A chegada do Vivo Rio ajuda a sanar um dos principais problemas culturais da cidade, que é a pouca quantidade de casas de show. Esta é uma antiga reclamação dos artistas cariocas, que muitas vezes mudam-se para São Paulo em busca de mais opções.

Mas o Rio ainda carece de outros espaços, especialmente pequenos, para artistas iniciantes ou shows mais intimistas. Precisa também sediar esses locais, pois o Vivo Rio, e uma possível segunda casa do Tom Brasil na cidade, sempre reverterá os lucros para a sede paulista. O mesmo acontece hoje com o Claro Hall, administrado pela CIE, empresa mexicana cuja sede nacional fica em São Paulo.

 
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