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  CD e DVD acústicos para resgatar o passado

Divulgação/Washington Possato
Armandinho (ao centro) e a formação “clássica” do grupo A Cor do Som, que está de volta para a gravação de um CD e DVD acústicos

Por Marcos Paulo Bin
17/08/2005


No embalo da onda de revival e do fortalecimento do mercado de DVDs, tábua de salvação da indústria fonográfica após a pirataria ter engolido a venda de CDs, o grupo A Cor do Som está de volta. Formado nos anos 70 e considerado um dos primeiros grupos a incorporar elementos de rock à MPB, servindo de inspiração para a geração anos 80 do Rock Brasil, A Cor do Som reúne sua formação mais conhecida para a gravação de um CD e DVD acústicos, no Rio de Janeiro.

No tradicional Canecão, Armandinho (guitarra baiana), Ary Dias, (percussão), Dadi (baixo), Gustavo Schroeter (bateria) e Mu Carvalho (teclados) vão relembrar sucessos como Zanzibar, Beleza Pura, Menino Deus, Abri a Porta, Alto Astral, Swing Menina, Palco e Semente do Amor. Também serão apresentadas algumas canções inéditas, autorais e de terceiros.

A banda será reforçada por Jorge Gomes (irmão de Pepeu, integrante da formação original da Cor do Som) e Marcos Nimrichter (acordeom). Como convidados, o padrinho Moraes Moreira e o filho dele, Davi Moraes.

O espetáculo promete um grande aparato visual. A direção será de Jorge Fernando, e o cenário está a cargo de Zé Carrato, que, entre outros trabalhos, assina a belíssima cenografia do Acústico MTV do Ira!.

O CD e o DVD serão lançados ainda em 2005 pela gravadora Performance Be Records, com distribuição da Som Livre. Depois da gravação, o grupo segue em turnê pelo país.

Este será o primeiro disco da Cor do Som em quase 10 anos; o último trabalho foi A Cor do Som Ao Vivo no Circo, gravado em 1996 no Circo Voador. Naquela época, como em 2005, o grupo reunia sua formação clássica para fazer um disco ao vivo, no Rio, após um hiato de nove anos. O álbum rendeu ao quinteto, no ano seguinte, o prêmio Sharp na categoria Melhor Grupo Instrumental.

Um pouco de história

A Cor do Som original nasceu dentro do grupo Novos Baianos, na época do histórico LP Acabou Chorare, de 1972. A formação trazia Pepeu Gomes, o irmão Jorge (ambos na guitarra), Dadi (baixo) e Baixinho (bateria).

Em 1976, quando Moraes Moreira deixou os Novos Baianos para seguir carreira solo, levou consigo Dadi (a quem Caetano Veloso homenageou na canção Leãozinho), que por sua vez convidou Armandinho e Gustavo Schroeter. O trio acompanhou Moraes por dois anos, até que decidiu formar uma banda independente.

Com a entrada do tecladista Mu, retomaram o nome A Cor do Som, por sugestão de Caetano. A primeira apresentação foi no Festival Nacional do Choro, em 1977, onde chamaram a atenção pela habilidade em números instrumentais. No mesmo ano, o quarteto lançou o LP de estréia pela multinacional WEA, recém-instalada no Brasil. A gravadora via na Cor do Som o potencial de falar com a juventude brasileira e construir uma carreira no exterior.

Em 78, já como um quinteto, com a adição do percussionista Ary Dias, A Cor do Som foi a primeira banda brasileira convidada a participar do Festival de Jazz de Montreux. A apresentação rendeu um disco ao vivo, o segundo do grupo.

Até 1981, A Cor do Som lançou mais três bons discos, Frutificar (79), Transe Total (80) e Mudança de Estação (81), que emplacaram diversos sucessos. Com a saída de Armandinho, para se dedicar ao trio elétrico, o grupo começou a perder a identidade. Mudou de formação várias vezes até acabar em 1987, após o LP Gosto do Prazer.

Nos últimos anos, cada integrante desta formação vinha se dedicando a projetos pessoais. Armandinho lançou ótimos discos instrumentais, assim como Mu Carvalho, que também é músico de estúdio e autor de trilhas sonoras para a TV Globo. Ary tocou com Gilberto Gil e Rita Lee; Dadi, com os Tribalistas (juntos e separados) e Caetano Veloso; e Gustavo, com Zé Ramalho e Jorge Ben Jor.



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