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  Rock, black music e eletrônica no 1º CD solo de Cesar Ninne

Cesar Ninne (ao centro) fez o show de lançamento de seu primeiro CD solo no Teatro Café Pequeno, no Rio
Em seu primeiro disco solo, Faces E Revoluções, o experiente Cesar Ninne faz uma competente mistura de rock, black music e eletrônica. O cantor e guitarrista - que participou ativamente do cenário punk carioca dos anos 80, atuando nas bandas Coquetel Molotov e Eutanásia, depois dos movimentos dark (Alternativa 3, Black Future e Finis Africae), rock 90 (Elvira Vilã, Cruela Cruel, Juliete, Os Camisa Preta e Planet Hemp) e soul (Soul Brasil, projeto de Ivo Meirelles) - lançou seu o CD com um show no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro, no dia 17 de dezembro. A apresentação foi promovida pela Prefeitura do Rio e pela Panambi Verá Produções.
Acompanhado por uma excelente banda - formada por Heitor Nascimento (guitarra), Marcondes (baixo), Gustavo Quintela (teclados e programações), Léo Monteiro (bateria e percussões eletrônicas), Agustín Flores (percussão), Gilsinho Trompete (trompete), Índio (trombone) e Rodrigo (saxofone) - Cesar apresentou as boas e suingadas músicas de seu CD, como Pensando em Voltar, Soul Estação Primeira, Pretérito Imperfeito e A Bossa E O Bêbado - todas de sua autoria, algumas em parceria - e uma releitura poderosa de Ébano, de Luiz Melodia.
Nas 13 músicas do show, Cesar Ninne mostrou as fortes influências da black music brasileira dos anos 70 e 80, de nomes como Tim Maia e Cláudio Zoli. A curta apresentação deixou um gostinho de quero mais no público, mas o cantor já prometeu uma turnê de divulgação do disco. "Quero literalmente cair na estrada", diz Cesar, que também prometeu colocar suas músicas para tocar nas rádios. Confira abaixo uma entrevista com o cantor, que fala de seu primeiro CD, de sua carreira e suas perspectivas para o futuro.

Em seu show, fica evidente a mistura de rock e black music que você promove. Mas o mais curioso é a mistura de elementos eletrônicos. Você acha isso indispensável hoje, em um mundo tão dominado pela tecnologia?

Penso mais em cima do arranjo que quero para cada obra. Não penso muito na moda atual, conceitos etc... O importante, para mim, sempre será a obra. A eletrônica é mais uma ajuda, mais um instrumento a ser explorado.

Em alguns momentos sua música lembra Cláudio Zoli. Você concorda com essa comparação? O que acha dela?

Sempre ouvi muito Cláudio Zoli, desde a banda Brylho, mas acho que tenho um pouco do Tim (Maia). Tento fazer uma black music diferente, colocando o meu lado rocker, suingueiro latino e malandro da Lapa. Eu e o Zoli temos a mesma influência: "Dom" Cassiano.

Em Faces E Revoluções, Cesar Ninne faz uma bela mistura de rock, black music e música eletrônica
Quais são suas maiores influências musicais na hora de compor letra e música?

Tento não me ligar nisso; escrevo a letra, faço a música sem deixar me levar por influências diretas. Já absorvi todas elas, está dentro do peito e na munheca.

Por que você resolveu iniciar a carreira solo?

Depois do movimento punk, quando a primeira formação do Coquetel Molotov acabou, eu já pensava nisso. Em todas as bandas que vieram na seqüência eu já estava de frente, tanto nas letras como na música, até entrar para o Finis Africae, em 85. Em 93 comecei a participar de coletâneas já cantando sozinho, no Grooves from Rio. Mas só decidi iniciar a carreira solo agora, após conhecer pessoas que me incentivaram a trabalhar esse meu lado solo, como Ivo Meirelles, Bernado Villena, Tom Capone e muitos outros, entre eles o próprio Zoli.

Fale brevemente sobre sua carreira e sua participação nos movimentos musicais dos anos 80 e 90.

Fui fundador da primeira banda punk carioca, o Coquetel Molotov, junto com Tatu, Lucio Flavio e Olmar Junior. Participei de tudo e de todos os festivais punks do Rio e do estado. O Circo Voador era minha segunda casa. Participei dos movimentos de fanzines, movimentos estudantis da UNE e até na Consplam me enfiei. Logo após isso tudo trabalhei um pouco com o dark e positive punk e, nos anos 90, vieram Elvira Vilã, Juliete e o Soul Brasil de Ivo Meirelles. Trabalhei com o Planet Hemp por quatro anos, participei e ajudei muitas outras bandas da época que surgiram em torno do estúdio groove do Ronaldo Pereira.

Como você pretende divulgar seu CD?

O disco já esta tocando em várias rádios comunitárias e brevemente estará na Fluminense FM. Estou com uma assessoria para isso.

O que acha do mercado fonográfico brasileiro? É muito difícil alguém fora do esquema das grandes gravadoras se firmar? Como você vê esse momento de crise no mercado?

Para nós que somos alternativos, vamos dizer assim, o mercado sempre esteve em crise. Sempre foi muito difícil. O que vejo agora é que as grandes gravadoras estão perdendo espaço, perdendo certa liderança, tendo que rever vários de seus esquemas ultrapassados, dando um certo olhar por mais rasteiro que seja para segmentos que existem já há muito tempo, mas só no underground. Ha espaço pra todos. Com um bom preço, talento e sagacidade todos podem conseguir se firmar. Basta coragem e persistência. O mercado brasileiro esta uma merda, mas o novo esta aí.

Quais são as suas expectativas para o futuro?

Fazer muitos shows, ver o novo acontecer e se estabelecer.


Veja mais:


  Conheça os integrantes da banda de Cesar Ninne
   Disco:  Faces E Revoluções
     Ficha técnica, faixas e compositores
 
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