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  Fusão de estilos e problemas no som em festival eclético

Giovanna Macedo
A dupla The Kills, formada pelo guitarrista inglês Jamie Hince e pela cantora americana VV, foi a atração principal da primeira noite do Campari Rock
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Por Juninho Bill e Giovanna Macedo
16/08/2005


Aconteceu em São Paulo, entre os dias 8 e 13 de agosto, a primeira edição do Campari Rock. O festival investe na fusão do rock com hip hop, música eletrônica, jazz, funk e new wave, apostando em trabalhos que fogem de padrões preestabelecidos e misturam estilos e tendências.

A programação foi divida em duas partes. De 8 a 11 de agosto, houve apresentações em 11 casas tradicionais da noite paulistana. Nos dias 12 (sexta) e 13 (sábado), aconteceram os shows na Fábrica da Lapa e apresentações.

A organização do evento marcou pontos com o estacionamento de graça no Ceagesp e transporte de van até o galpão onde aconteceram os shows. Todos que tinham em mãos o ingresso, vendido somente de forma antecipada, tiveram direito aos serviços. Por outro lado, a produção pecou no som, que ecoava pela Fábrica e em alguns momentos ficava insuportavelmente alto.

Misturando nomes nacionais e internacionais, muito e pouco conhecidos, o festival teve como principais atrações os estrangeiros do The Kills, na primeira noite, e do MC5, na segunda. Entre as bandas brasileiras de maior renome, os destaques foram os Autoramas e as Mercenárias.

The Kills é a principal atração da primeira noite

A primeira noite do Campari Rock trouxe um novo rock miscigenado de eletrônica e new wave. A festa na Fábrica da Lapa começou por volta das 20h, com o DJ José Roberto Mahr, com um set cheio de discopunk e electro. Depois teve Berg Sans Nipple, com um som minimalista de rock, jazz e música eletrônica que mistura uma infinidade de instrumentos.

As bandas da noite mostraram a atitude punk e clubber da cara mais “oitentista” dos anos 2000, exceto pela excelente Apside, banda de São Francisco, Califórnia, que agradou o público com seu rock firme e direto, apresentando belos arranjos e harmonias para as músicas. O Apside traz Paolo Giordano e Pietro Straccia (guitarra e vocais), uma baterista dinâmica, Tina Fagnani, que deixa muito marmanjo pra trás e um baixista brasileiro, Bruno Romani, que se apresentou pela primeira vez no Brasil. A banda tem influência do grunge dos anos 90; às vezes soa como Superchunk, às vezes como Sonic Youth, mas é rock moderno, direto.

A banda paulistana Jumbo Elektro apresentou um show divertido, com muita disco music e muito punk, cantando poemas em “embromation” e animando o show. O septeto fantasiado e extravagante trouxe um rock eletrônico beirando Devo e Village People, como em Freak Cat e She Has a Penis. Os efeitos eletrônicos ficam a cargo do esquisito vocalista Tatá Aeroplano, que toca com extintor de incêndio, cornetas de brinquedo e fatoches. O segundo vocalista, General Elektrik, cantou com suas várias vozes sintetizadas e fumou um charuto inteiro durante o show. O tecladista de quimono é Dimas Turbo, que também faz parte da banda que se apresentou antes do JE, o Freakplasma. Só que agora ele é Dudu Tsuda, com outro nome, mas é o mesmo “japa”.

O Freakplasma é uma banda synthpop de estilo retrô dos anos 80, que usa sintetizadores com batidas disco. Tem o produtor Paulo Beto, que toca guitarra e mexe com a tecnologia da música, e o vocal enérgico de Thais Fasolo, que atrai a atenção com seu jeito meigo e punk de cantar, como em Just Kill Me, que ela pede, repetidamente, como se estivesse exigindo um beijo.

O The Kills é formado por um inglês, Jamie Hince (guitarra e play na bateria eletrônica), e uma americana, VV (vocal). O show da dupla foi bem barulhento e mostrou músicas do primeiro álbum, Keep On Your Mean Side (2003), e do novo, No Wow (previsto para agosto de 2005 no Brasil).

VV é um espelho de Iggy Pop. Cuspiu no chão, atirou várias vezes o pedestal para todos os lados, gritou, tremeu e cantou como uma verdadeira louca. Na música I Hate the Way You Love, os dois viraram os pedestais frente a frente e cantaram olhando um para o outro, ponto forte do show. Outras boas músicas como Fuck the People, Kissy Kissy e Cat Claw não deixaram a desejar e ficaram excelentes ao vivo.

O The Kills é uma banda punk de rock eletrônico, sugando da fonte de Velvet Undeground. Não seria nada difícil ter um baterista de verdade para um efeito melhor do show, já que as programações são artificiais demais e chega uma hora que cansa de ouvir ao vivo. Mas a dupla foi muito boa, portando-se como grandes estrelas do festival. No final do show, quando recebeu os aplausos, a louca VV, com a voz bem doce e bem meiga, disse ‘thank you’.

O show do The Kills começou no horário previsto (1h10), mas o festival sofreu graves atrasos, o que fez a banda Cansei de Ser Sexy, marcada para entrar no palco às 0h30, apresentar-se depois da dupla estrangeira. Ainda teve o Optimo, dupla de DJs escoceses que misturam rock, eletro, house e rap. Mas houve interrupções no som por duas vezes.

Segundo os bombeiros, 2 mil pessoas estiveram na primeira noite do festival. O que atrapalhou foi a acústica do galpão imenso. A altura do som se misturava com o eco, sendo difícil conter as microfonias do palco. Mas valeu o Campari com energético de brinde na entrada.


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