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  Crítico da crítica quebra paradigmas

Marcos Paulo Bin
Zezé di Camargo define o filme que retrata sua vida como um divisor de águas para a música sertaneja. “É inegável que barreiras vão ser quebradas”, afirma
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Por Marcos Paulo Bin
10/07/02005


Zezé di Camargo, que vive em pé de guerra com a crítica – a quem acusa de preconceito contra a música sertaneja – conseguiu reunir a imprensa de todo o Brasil na pré-estréia do filme “2 Filhos de Francisco – A História de Zezé di Camargo & Luciano”, realizada numa rede de cinemas do Rio, em 8 de agosto.

A classe artística também aderiu em bom número. Estavam presentes o elenco do filme – que tem como protagonistas Ângelo Antônio e Dira Paes, nos papéis de pai e mãe da dupla – outros atores como Silvia Pfeifer e Hugo Carvana, os apresentadores Luciano Huck e Tom Cavalcanti, o “casseta” Hélio de La Peña e outros famosos. Do mundo musical, nomes bem distantes do sertanejo: Nei Matogrosso, Gabriel o Pensador, Nando Reis, Frejat e Caetano Veloso, que assina a trilha sonora do filme ao lado de Zezé di Camargo.

Para Zezé, a adesão desses pesos-pesados do meio artístico e a boa repercussão do filme antes mesmo da estréia – que acontece no dia 19 – representam uma quebra de paradigmas para os sertanejos, embora ele afirme que essa não seja a intenção.

“Convidei o Caetano para fazer a trilha sonora comigo pela admiração que tenho por ele e pelo seu valor musical. Mas é inegável que barreiras vão ser quebradas com o envolvimento desse pessoal. Temos que acabar com esses preconceitos musicais”, disse Zezé di Camargo, que foi à pré-estréia sem o irmão Luciano.

Entre os convidados, o discurso era uníssono. Ao serem perguntados se gostam de música sertaneja, todos gaguejaram, dizendo um “gosto” bem arrastado e com a sobrancelha franzida. Ninguém soube destacar uma música dos irmãos goianos, exceto Nei Matogrosso, que se lembrou de É o Amor.

“É uma música tocante, gravada pela Bethânia. Não tenho nada contra eles nem contra o estilo. Na música brasileira cabe tudo. Eu só acho que não é música sertaneja, e sim romântica”, disse o cantor.

Ao ser questionado por um repórter de TV qual era a música que mais gostava da dupla, Gabriel o Pensador abriu um largo sorriso e pediu uma ajuda para se lembrar de alguma. Perguntado, pelo U.M., o que o “Cavaleiro Andante” (nome que deu ao seu mais recente CD) tem a ver com Zezé di Camargo & Luciano, o Pensador foi categórico: o apenas fato de serem músicos.

“Todos registramos nossas emoções em forma de música. Meu estilo, minha obra, têm um lado que o próprio nome já sugere, do pensamento, da idéia. Mas é tudo movido por sentimento e o sertanejo também. Eles falam com o coração, do jeito deles.”

Alheio ao pouco conhecimento de sua obra, Zezé di Camargo fez um pocket-show ao final da exibição do filme, chamando ao palco Caetano Veloso e Gabriel o Pensador, que, é claro, escorregaram na hora de cantar. Mas, feliz da vida com a presença dos VIPs e dos fãs, Zezé preferia destacar a importância da noite.

“Ter o apoio de todas essas pessoas neste filme foi um divisor de águas”, apostou.


Veja mais:


  “2 Filhos de Francisco”: a história de um pai obstinado






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