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  Descaradamente pop

Dani Jales
Zeca Baleiro foi humilde na coletiva de imprensa: “Sou melhor como cozinheiro do que como compositor”, disse ele, que prepara um livro de receitas

Por Dani Jales
06/08/2005


Baladas do Asfalto & Outros Blues é o título do disco de que marca a volta de Zeca Baleiro à carreira solo, após uma parceria bem-sucedida com Fagner, iniciada em 2003, e que rendeu CD, DVD e uma longa turnê.

Zeca sempre trilhou por várias vertentes da música, experimentou mais de 60 músicos e inúmeras participações especiais durante a sua carreira discográfica. Em Baladas do Asfalto, o maranhense preferiu apostar numa fórmula mais simples.

“Meus discos sempre foram muito multifacetados. Sempre senti vontade de fazer um disco que fosse mais centrado em uma banda, o que interfere no resultado e acaba dando uma coesão sonora que eu acho que meus outros discos meus não têm”, confessa Zeca Baleiro, durante uma coletiva de imprensa no Rio.

A semelhança com os discos anteriores fica por conta das letras, sempre bem escritas, que soam como clássicos desde a primeira audição. Arranjos elaborados, melodias acertadas e muita poesia, fazendo do Baladas do Asfalto um disco essencialmente orgânico.

“Eu queria fazer um disco diferente dos outros, para que tivesse mesmo novas nuances”, declara o cantor, referindo-se a Baladas do Asfalto como “um disco mais FM, descaradamente pop”.

A faixa Meu Amor Minha Flor Minha Menina é a típica canção que não sai da cabeça: “Sexo também é bom negócio/ O melhor da vida é isso e ócio/(...) Até um canalha precisa de afeto/(...) Antes o atrito que o contrato”, diz a letra. Tem tudo pra virar um hit.

A canção Muzak, escrita por Zeca Baleiro e gravada por Rita Ribeiro, ganha finalmente a voz do compositor.

“Existem canções que eu não ouso cantar porque já estão tão associadas a elas (as intérpretes) que eu não me vejo cantando”, explica Baleiro. Assim como Lenha, Muzak é uma feliz exceção.

As muitas faces de Zeca Baleiro

Zeca Baleiro é daquele tipo de artista que não pára. Ainda em agosto, o cantor lança o primeiro disco que produziu por seu selo, Saravá Discos. Trata-se de um CD com os poemas da escritora Hilda Hilst, musicados por ele.

Pegando carona em Hilst, Baleiro ainda pretende lançar um CD próprio de músicas eróticas, um tributo a Sérgio Sampaio, além de um disco de músicas infantis.

Mas o curioso fica por conta do livro de receitas que o cantor pretende lançar.

“Sou melhor como cozinheiro do que como compositor”, ri, ao lembrar da sua especialidade culinária, o peixe “Vera Fish”.

Zeca Baleiro é um grande poeta pós-moderno, multifacetado, difícil de ser rotulado ou definido por uma das infindáveis prateleiras nas lojas de CDs.


Veja mais:


   Disco:  Baladas do Asfalto & Outros Blues
     Ficha técnica, faixas e compositores

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