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  Rock indie para todos os gostos

O cantor e compositor gaúcho Júpiter Maçã foi uma das atrações do festival Ampli_Volume01, que pode se tornar anual

Por Juninho Bill
03/08/2005


Entre 28 e 31 de julho, foi realizado no Sesc Pompéia, em São Paulo, o festival de rock alternativo Ampli_Volume01, que mostrou as novas caras do cenário independente nacional. Ao todo foram 12 apresentações, de artistas de vários cantos do Brasil, incluindo alguns nomes consagrados como o cantor Lobão e a banda Cachorro Grande.

A segunda noite do festival levou ao palco do Sesc Pompéia a banda paulista Cansei de Ser Sexy, o pernambucano China e o gaúcho Júpiter Maçã. Sensação do underground paulistano, com uma participação no Tim Festival no currículo, a Cansei de Ser Sexy é realmente uma banda muito interessante, mas não há nada de novo. Nem na música, nem na proposta.

A banda é formada por seis mulheres que tocam punk-rock eletrônico, com letras desbocadas e temas descontraídos como em Meeting Paris Hilton, sobre a herdeira que protagonizou um vídeo pornô espalhado pela internet. Outras, como I Wanna Be Your J.Lo e Ódio, Ódio, Ódio, Sorry C., empolgam até aqueles que não curtem tanto o estilo, mas que se pegam dançando durante o show.

Musicalmente, a Cansei de Ser Sexy não deixa nada a desejar: três guitarras, baixo e duas vocalistas espivetadas, o que às vezes cansa pelo teatrinho. Há um homem na banda, Adriano Cintra (produtor e guitarrista do Thee Butcher’s Orchestra), que acompanha na bateria com uma movimentação em cima dos sintetizadores.

Mas vale a pena assistir à “insanidade” das vocalistas Clara e Lovefoxx, que dançam e rebolam, cospem água no público e fazem caras e bocas. É uma banda que parece não ter a intenção nenhuma de ser levada a sério, mas que já conquista uma legião de críticos. Bom pra elas, que brincam e se divertem com a ironia punk despojada.

Festival pode ser anual

Depois veio China, que cantou músicas de seu disco Um Só. Mostrando um samba nervoso, China trata suas canções e poesias com vigor e simpatia. Musicas como Samba e Amor e Cristalino identificam um cantor diferente dos tempos do Sheik Tosado, por serem bossa nova moderna, com três acordes como o punk.

Mas há canções extremamente excitantes, que empolgam o público, como Ainda Esquento o Barracão e Contra Informação, que estava na boca da galera do Sesc.

China é bom, expressivo, demonstra firmeza e pé no chão em sua carreira, mas ainda há muito para a inovação. Os temas, as melodias e os timbres de guitarra lembram, vez ou outra, Max de Castro, o que preocupa a boa música do pernambucano. Sem problema, China é o que há de mais interessante no circuito modernista atual. Dá até pra ouvir as músicas no site dele, www.chinaman.com.br. Vá lá, faça download e passe pra frente.

Júpiter Maçã fechou a noite com seu rock despretensioso. O cantor e compositor gaúcho lembrou músicas de seus discos anteriores e apresentou o repertório do mais recente trabalho, Júpiter Maçã n° 4 ou uma Tarde na Fruteira.

No show, Júpiter Maçã mostrou que possui uma banda prestativa, que funciona com a regência do maestro bêbado (no caso o próprio cantor). Júpiter Maçã é o cara com nome de banda, o que confunde a todos, mas os desavisados percebem isso logo que começa a apresentação.

O público canta as músicas como se tocassem oito vezes por dia em uma rádio, o que demonstra que o cenário musical muda cada vez mais, levando a molecada a procurar novos artistas pelo mundo da internet.

Júpiter Maçã canta em português e Jupiter Apple, em inglês. A música mais agitada do show, Head, Head, do disco lançado pela Trama em 2000, durou quase 11 minutos. Foi bom pra quem nunca viu o show do Júpiter ao vivo, mas quem já o conhecia disse que a apresentação foi uma grande piada.

O festival Ampli_Volume01 terminou no domingo, 31 de julho, com os shows de Autoramas, Wonkavision e Suzana Flag. O núcleo de música do Sesc Pompéia pensa em tornar o evento anual.

 
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