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A música E Por Que Não?, do Bidê ou Balde, é acusada de banalizar a pedofilia. Para a banda, é apenas uma obra de arte. “A Bidê ou Balde considera hipocrisia achar que fatos como esse não acontecem”, diz uma nota assinada pelo empresário do grupo

Por Marcos Paulo Bin
23/07/2005


Em nota à imprensa, o grupo Bidê ou Balde mostrou seu espanto com a reação que a música E Por Que Não?, uma das faixas do recente CD e DVD Acústico MTV Bandas Gaúchas, vem provocando em entidades defensoras dos direitos da mulher e da criança.

Durante a semana, as ONGs “Movimento pelo Fim da Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, “Coletivo Feminino Plural”, “Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos” e “Centro de Defesa da Criança e do Adolescente” fizeram um pedido junto ao Centro de Apoio Operacional da Infância e da Adolescência do Ministério Público para que a música fosse impedida de ser veiculada em qualquer tipo de mídia e as cópias do CD e do DVD, apreendidas. A alegação é de que a letra “banaliza a violência sexual contra crianças e adolescentes, o incesto e a pedofilia”.

“No entender da Bidê ou Balde, a letra de E Por Que Não? é uma obra de arte como outra qualquer. Para o grupo, fazer música é uma maneira de se expressar e, nesse caso específico, uma crônica de fatos que acontecem, nos dias atuais, no país e no mundo”, diz a nota, assinada por Nescau, empresário da banda.

A música E Por Que Não? foi gravada originalmente no primeiro disco do Bidê ou Balde, Se Sexo É o Que Importa, Só o Rock É sobre Amor!. É uma das cinco faixas cantadas pela banda no projeto Acústico MTV Bandas Gaúchas, que ainda tem as participações de Cachorro Grande, Ultramen e Wander Wildner. A letra, composta pelo vocalista Carlinhos Carneiro em parceria com Rossato, fala do amor de um pai pela filha, em versos como “Eu estou amando a minha menina/ E como eu adoro suas pernas fininhas/ Eu estou cantando pra minha menina/ Pra ver se eu convenço ela a entrar na minha/ E por que não?/ Teu sangue é igual ao meu/ Teu nome fui eu quem deu/ Te conheço desde que nasceu”.

“A Bidê ou Balde considera hipocrisia achar que fatos como esse não acontecem, e solicitações como essas provam que o pensamento, conseqüência da interpretação pessoal de cada ouvinte, é mais vil do que se costuma achar”, segue a nota. “A banda acredita que os questionamentos (são) infundados, a ameaça de apreensão de CDs e de impedimento de veiculação da música restringem a liberdade de expressão e podem ser classificados como uma tentativa de censura, um dos maiores temores da imprensa e dos artistas desde os tempos da ditadura. Vale a pena frisar que a Bidê ou Balde repudia e recrimina qualquer tipo de violência contra crianças, adolescentes ou adultos. E não quer voltar a ver artistas enviando letras e músicas para prévia aprovação governamental.”

O jornal porto-alegrense “Zero Hora”, em matéria publicada no dia 21 de julho, diz que Carlinhos Carneiro recebeu por meio da editora da música um documento convocando-o para uma reunião e teria reagido de forma apreensiva. Em entrevista ao jornal, o cantor reforça que a letra é apenas uma história de amor.

“A gente nem se encontrou ainda para conversar sobre o assunto, para dizer o que a banda pensa, e as entidades já estão na mídia falando sobre isso. Isso mostra que o pensamento é mais vil do que eu pensava. Filmes como ‘Assassino por Natureza’ (de Oliver Stone) são uma obra de arte e nem por isso incitam o genocídio. Na música, é a mesma coisa, as letras são arte”, diz Carneiro, ao periódico gaúcho.

Ainda de acordo com o “Zero Hora”, as entidades teriam acusado o Bidê ou Balde de banalizar a violência sexual contra crianças e adolescentes, o incesto e a pedofilia. De acordo com informações publicadas no jornal, a violência sexual contra meninas atinge uma em cada quatro crianças e adolescentes em todo o mundo. Pais, padrastos, irmãos, tios, avós e padrinhos seriam os principais abusadores, segundo o Laboratório da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Conquista e oportunidade

Procurados pelo UNIVERSO MUSICAL, os integrantes do Bidê ou Balde não quiseram comentar o assunto, alegando motivos jurídicos. Mas falaram sobre sua participação no Acústico MTV, encarados por eles como uma conquista e uma oportunidade.

“O mais importante, para nós, é o alcance que um Acústico MTV tem. Já estamos na estrada há alguns anos e sempre tentamos ir mais longe. A Bidê ou Balde é uma banda de estrada, gostamos de estar no palco”, diz o baixista André Surkamp. “Esperamos que com esse disco consigamos levar o nosso show para lugares onde ainda não estivemos, e satisfazer os desejos de fãs que escrevem pra nós há muito tempo dos pontos mais distantes do país, como as regiões Norte e Nordeste.”

Segundo André, a internet tem sido um bom termômetro da projeção que um Acústico MTV pode provocar.

“Estamos recebendo mensagens do país inteiro e a nossa comunidade no Orkut está aumentando. Faremos uma turnê pelas principais cidades do país, e tanto o CD quanto o DVD estão sendo muito bem aceitos. Acho que agora teremos mais facilidade para fazer shows pelo Brasil inteiro”, acredita.

O baixista fala todo prosa da participação especial de Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor, na faixa Melissa.

“Conhecer o Roger já foi um sonho realizado. Agora, dividir o palco com ele cantando uma música nossa, foi inacreditável!”, derrete-se André. “O primeiro disco do Ultraje é a referência máxima de rock nacional pra nós. Tocávamos algumas músicas desse disco e eu acredito que é um dos melhores, senão o melhor, do rock nacional. Ele é um cara muito divertido, muito bem humorado. Demos boas risadas juntos e espero que nos encontremos de novo logo.”

Além de André e Carlinhos, formam o Bidê ou Balde Vivi Peçaibes (teclados), Rodrigo Pilla (violão e guitarra) e Leandro Sá (violão e guitarra).


Leia mais sobre o CD e DVD Acústico MTV Bandas Gaúchas


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