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De casa nova, o grupo B5 mudou sua sonoridade, que ficou mais roqueira. “Queremos que as pessoas nos vejam com outros olhos”, diz o baterista Bernardo

Por Marcos Paulo Bin
22/07/2005


Quando lançou seu primeiro CD, há três anos, pela Sony, o grupo B5 era formado por cinco garotos de Petrópolis, Região Serrana do Rio, que tinham entre 12 e 15 anos, vestiam camisetas do Led Zeppelin, ouviam Beatles e foram ao show do Rush no Maracanã. Mas o que eles ouviam em casa e tocavam nos shows – sempre assistidos uma legião de fãs, no feminino, mesmo com pouca divulgação por parte da gravadora – era bem diferente do que fizeram no disco.

Produzido por Paul Ralphes, o primeiro disco do B5 era pop e usava temáticas que iam da masturbação ao relacionamento com os pais, da “primeira vez” às provas na escola. Assuntos comuns para a idade que tinham, mas que não condiziam com a mentalidade – e a sonoridade – daqueles garotos.

“Nós sempre tocamos rock. Na época da Sony, o mais velho tinha 15 anos. Tínhamos medo de errar e nos faltava autoridade. Não fizemos um disco ruim, mas não era o que queríamos”, conta o baterista Bernardo, o Bê, hoje com 17 anos. Ao lado dele estão o irmão gêmeo Lucas, o irmão mais velho, Edu (18), e os amigos Léo (16) e Felipe (16).

Agora a história é outra. Estreando na Warner, o B5 finalmente pôde mostrar, em um disco, o mesmo que faz no palco. O CD Novo, parceria da multinacional com o selo Boom Records, do produtor Paulo Ivanovitch, é rock pesado, hardcore com tudo a que eles têm direito: vocais no talo, guitarras no máximo, atitude, despojamento, rebeldia. O público pode ter uma idéia do “novo” B5 através da música Só Mais uma Vez, que começa a despontar nas rádios e tem clipe sendo executado na MTV e no Multishow.

“Parece uma outra banda”, admite Bernardo, lembrando que o B5 chegou a ser rotulado de “uma banda de crianças para o público adolescente” na época de Sony. “Nós não éramos assim; a gravadora queria que fôssemos uma banda para adolescentes. Mas até eu, se ouvisse o CD isoladamente, teria essa impressão. Agora estamos conseguindo tirar essa imagem.”

É verdade que o som desse novo B5, que pende para o emocore (letras românticas sobre um som pesado), também não é exatamente o que eles diziam gostar. Mas cabe um desconto: nos três últimos anos, muitos elementos foram incorporados ao rock. Bons ou não, é discutível, mas não há dúvidas de essas novas influências levaram o quinteto a buscar uma sonoridade moderna sem fugir totalmente de suas raízes.

“Precisávamos colocar algo mais recente. Entre os mais novos, temos escutado Dash Board Confessional, Foo Fighters, Funeral for a Friend, Green Day. Acho que no nosso novo disco tem um pouco disso tudo, mas sempre lembrando dos Beatles. É um rock moderno com toques de antiguidade”, define Bernardo.

Meninos e meninas

A experiência desagradável na Sony – onde, segundo Bernardo, o B5 ficou na geladeira – deu experiência ao quinteto. Após pedir a rescisão do contrato, o grupo continuou seu caminho de forma independente até que se reencontrou com Paulo Ivanovitch, que os conhecera antes mesmo da Sony.

Em 2004, com o novo disco gravado pela Boom Records e ainda não lançado, o B5 abriu os shows que o Hanson fez no Brasil. Foi aí que um executivo da Warner se interessou pela banda e decidiu investir.

“A Warner está entrando como uma parceira, mesmo, não só como distribuidora. Eles vão trabalhar nossa parte de marketing e mídia e mostrar para todos quem é o B5. Queremos que as pessoas nos vejam com outros olhos”, diz Bê.

O B5 inicia a turnê do CD Novo no dia 31 de julho, com um show no Hard Rock Cafe, no Rio de Janeiro. E, por falar em show, por onde estarão aquelas meninas histéricas que assistiam ao “velho” B5?

“Elas continuam conosco”, responde Bernardo. “É claro que sempre vão existir as garotas gritando, mas o nosso público cresceu. Agora muitos meninos, que antes nos achavam infantis, vão aos shows e dizem se amarrar no nosso som.”

Parece que os novos shows do B5 são que nem o som do grupo: modernos, com toques de antiguidade.


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   Disco:  Novo
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