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  “Signo de Ar” derruba a monarquia de Jorge Vercilo

Marcos Paulo Bin
Jorge Vercilo empunha a guitarra no show que fez no Canecão. Em seu novo CD, o cantor incorpora elementos do pop-rock
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Por Marcos Paulo Bin
04/07/2005


O Jorge Vercilo que esteve no Canecão, entre os dias 30 de junho e 3 de julho, estreando a turnê de seu 6º disco, Signo de Ar (EMI), é um bom pouco diferente daquele que o público conheceu e passou a admirar nos três CDs anteriores – Leve, Elo e Livre. Embora o mais recente trabalho traga novos elementos para a sonoridade de Vercilo – a eletrônica é o mais latente deles, mas há também o pop-rock – a principal diferença de Signo de Ar está no conceito.

Pela primeira vez na carreira, Jorge Vercilo aposta a fundo em novas parcerias. Ele assina músicas com Ana Carolina (Ultra-Leve Amor, Abismo), Dudu Falcão (Ciclo, Melhor Lugar), Nico Resende (Signo de Ar) e Jota Maranhão (Delicadeza), o que mostra o cantor e compositor carioca descentralizando a concepção de seus discos.

“Como eu sou centralizador, e bem ou mal isso deu certo na fase inicial da minha carreira, desta vez eu quis abrir espaço para visões de terceiros. Por mais que neste disco tenha coisas que eu não faria, eu gostei do resultado porque tem a participação de pessoas que admiro, que trouxeram outras leituras e novos caminhos”, diz Vercilo.

Um artista globalizado

Também pela primeira vez, o cantor entregou totalmente a produção de um disco para outras pessoas. Signo de Ar é produzido por Torquato Mariano e o DJ Memê, que já haviam trabalhado com Vercilo em discos anteriores, mas de formas diferentes.

Torquato, restrito à direção artística de Elo e Livre, desta vez produz as canções “tradicionais”, que se assemelham à produção mais conhecida de Vercilo, como as faixas Delicadeza e Boas Novas; e aquelas com levada roqueira, como Abismo, uma das parcerias do cantor com Ana Carolina.

Abismo tem as mãos do Torquato e da Ana. Eles trouxeram uma pegada roqueira que eu não tinha. Foi uma colagem que eu achei moderna e interessante”, define Vercilo.

Com Memê, Vercilo já havia trabalho em seu segundo disco, Encontro das Águas. Em seus dois trabalhos anteriores, Elo e Livre, o DJ ficou responsável por remixar as faixas de trabalho – Que Nem Maré, de Elo, e Contraste e Monalisa, de Livre.

Em Signo de Ar, cinco faixas são produzidas por Memê. São exatamente aquelas que mostram Vercilo incorporando as programações de bateria e percussão à sua sonoridade tradicionalmente acústica. Um exemplo dessa transição é a faixa que dá nome ao disco, um house, estilo musical que em Leve, Elo ou Livre apareceria apenas como uma faixa bônus.

“Eu não faria dessa forma, mas gostei. Ficou parecido com um remix, e isso é legal. Eu venho da noite, onde cantava de Guinga a Lulu Santos. Aprendi a não ter receio ou preconceito com nada. Nesse sentido, sou um artista globalizado; não é porque sou um cantor de MPB que não vou gostar de pedal reto. Não vivo sob patrulha ideológica”, dispara Vercilo.

Essa nova postura do cantor tem provocado críticas e divergências quanto ao disco, entre o público e a crítica. Mas Vercilo não se mostra preocupado com isso.

“Mesmo correndo o risco de desagradar alguns, a única coisa que eu não queria era ser repetitivo. Posso usar idéias de outras pessoas, até cantar um fado no futuro, que já imprimi a minha assinatura”, afirma o cantor, que também não se diz injustiçado pela imprensa, embora não concorde com muitas críticas que lê e ouve. “O valor que dou é para o meu público e para os radialistas, que ‘me fizeram’. O que acontece com a crítica é que as pessoas assimilam a forma, e não o conteúdo. Não me sinto injustiçado nem subestimado, como chegaram a publicar na imprensa. Como diz Monalisa, a vida foi muito generosa comigo.”


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