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Jerry Adriani e o cantor italiano Luciano Bruno: a Itália marca presença mais uma vez em discos do cantor paulistano, que também é conhecido pelos covers de Elvis Presley
Gravar em italiano não é novidade para Jerry Adriani. Afinal, este neto de italianos nascido num dos bairros mais napolitanos de São Paulo, o Brás, começou a carreira lançando os LPs Italianíssimo e Credi A Me, em 1964, um ano antes, portanto, do estouro do movimento da Jovem Guarda, que o projetaria nacionalmente e marcaria para sempre sua carreira. Mas não é preciso ir tão longe para encontrar traços da Grande Bota na discografia do cantor; na década de 90, foram dois discos na língua de Luciano Pavarotti: Io, de 96, e Forza Sempre, de 99, no qual releu em italiano a obra da Legião Urbana.
Depois de um disco de inéditas, Tudo Me Lembra Você, de 2000 – que incluía versões em português para Mi Dios, Mi Cruz, que virou Tudo Me Lembra Você; e Io Che Non Vivo (Senza Te), transformada em Eu Que Não Vivo Sem Você – Jerry Adriani volta às canções em italiano, desta vez registrando a versão original. Trata-se do projeto O Som do Barzinho Vol. 11, que, depois das edições na Universal e na Deckdisc, nas vozes de Renato Vargas e Evandro Marinho, passa para a Indie Records, trocando os clássicos da MPB famosos nas rodinhas de voz-e-violão por standards italianos.
“Era um desejo antigo fazer alguma coisa com esse clima de ao vivo”, conta Jerry Adriani, que das 22 músicas do novo disco (algumas em pot-pourris) já havia gravado quatro: Caruso, numa versão em português, no álbum Doce Aventura, de 92; Nel Blù Dipinto di Blù (Volare) e Roberta, presentes em Io; e Io Che Non Vivo (Senza Te), que, antes de ser gravada em português, foi incluída em italiano na coletânea As 14 Mais, lançada em 64. Jerry destaca as novidades do disco em meio às regravações.
“Esse disco me deu a possibilidade de registrar algumas coisas que eu tinha vontade, como Dio Come Ti Amo, que é uma música muito solicitada nas festas italianas das quais participo. Per Amore é uma música das minhas favoritas; Luna foi uma música da novela “O Clone” (gravada por Alesandro Safina); La Mia Storia Tra Le Dita é mais recente, um grande sucesso com Ana Carolina; e tem ainda La Solitudine, Strani Amore, Tanto Cara e outras. Essas músicas são pedidas nos shows, e gravá-las vai facilitar muito a minha vida, além de enriquecer o meu repertório italiano”, diz o cantor.

Vendas garantidas

Sucessos não faltam em O Som do Barzinho Vol. 11, que ainda traz Champagne, C’Era Un Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles E I Rolling Stones, Zingara/O Sole Mio e Datemi Un Martelo, entre várias outras. Segundo Jerry Adriani, a grande quantidade de músicas já conhecidas pelo grande público vai facilitar a divulgação e a boa vendagem do CD.
“Esse é um disco que não precisa de uma mídia massacrante, de um radio hit, porque ele já tem um público certo, uma venda mais ou menos garantida. É um disco simples, que vai virar catálogo, mas que é muito bem-feito. Não faço discos pensando em ganhar prêmios, mas são esses que acabam ganhando, porque a simplicidade conquista as pessoas, que se identificam, têm vontade de cantar junto”, diz Jerry, que já sonha em chegar à casa dos cem mil discos vendidos. “Pelo menos, eu espero... Hoje em dia esta é uma vendagem muito boa, em função da pirataria. Quem sabe a gente consiga um disco de ouro para o final do ano? Seria maravilhoso.”
Contando apenas com o violão de Zé Carlos e o teclado de Julinho Teixeira, responsável também pelos arranjos, O Som do Barzinho Vol. 11 é mais um disco em formato acústico ao vivo em tempos de crise do mercado, em que as gravadoras têm apostado em fórmulas certeiras, já consagradas pelo público. Jerry Adriani reconhece o momento ruim e concorda com a atitude do mainstream.
“O disco inédito obviamente é necessário e o artista tem que fazer. Agora, eu acho que gravar um disco com 12 músicas inéditas hoje é muito arriscado, a não ser que você seja um supercompositor. Dado esse problema do mercado, acho que é bobagem o artista ficar com essa preocupação de ter que fazer um disco inédito todo ano. Por quê? Você não entra na loja e compra um disco porque ele tem músicas inéditas, e sim por gostar do disco. A música pode ser inédita e você achar horrível, e o disco não vender, não chamar a atenção do grande público. Outro dia ouvi um disco do Cole Porter, que eu amo, e detestei, fiquei com raiva, com vontade de jogar pela janela, porque estragaram as músicas dele.”

Quem sai aos seus...

Jerry Adriani já iniciou a turnê de divulgação do novo disco, com shows que vem mantendo paralelamente às festas da colônia italiana no Brasil. Mas nem em meio aos conterrâneos de seus avós ele deixa de mostrar suas outras facetas, como a de roqueiro, já que ele também é conhecido pelos covers de Elvis Presley. “Em uma parte do show canto em italiano e na outra lembro os sucessos de carreira, da Jovem Guarda, músicas da Legião Urbana – que eu estou cantando até mais em português agora, para não sobrecarregar o show de italiano –, canto Elvis em português e em inglês e Beatles”, diz Jerry.
Ainda sobre seu repertório, ele aproveita para fazer uma revelação marcante sobre seu maior sucesso, Doce, Doce Amor. “Essa é uma música do Raul Seixas e do Mauro Mota, uma coisa bem popularzinha, que, com a mentalidade que tenho hoje, talvez não gravasse. Mas ela ajudou a construir a história do Jerry Adriani e eu a canto como se estivesse cantando uma música do Verdi, com a mesma dignidade, com a mesma força e com a personalidade do Jerry Adriani.” Personalidade forte, como a de um bom italiano.


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