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  Ultramanos à procura da Cápsula Beta

Divulgação
Para tentar quebrar a barreira da distância, o grupo gaúcho Cachorro Grande está morando em São Paulo, onde se apresenta desde o início da carreira

Por Marcos Paulo Bin
23/06/2005


O sucesso de discos como o dos Titãs (1997) e do Capital Inicial (2000), que venderam mais de um milhão de cópias, fizeram o projeto Acústico MTV tornar-se uma mina de ouro. A emissora, associada às gravadoras, começou a exagerar na dose, passando a lançar três discos da série por ano, o que naturalmente provocou um desgaste.

Em 2005, acertadamente, a MTV botou o pé no freio. O primeiro Acústico deste ano foi lançado apenas em maio e com uma fórmula bem diferente da tradicional. Em vez de grandes sucessos de uma banda consagrada, músicas pouco conhecidas de vários artistas pouco conhecidos. Pelo menos nos quatro cantos do país.

O CD e DVD Acústico MTV Bandas Gaúchas (Sony-BMG) tem a presença de quatro nomes “estourados” na Região Sul, com público fiel, músicas em alta rotação nas rádios e shows lotados, mas sem grande projeção nacional. Participam do disco as bandas Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Ultramen, além do cantor Wander Wildner. Cada um toca cinco músicas, uma delas com a participação de um artista de maior expressão no rock nacional, no caso das bandas.

Produzido por Paul Ralphes – que trabalhou no unplugged anterior a este, dos Engenheiros do Hawaii – o Acústico MTV Bandas Gaúchas soa como uma nova edição da coletânea Rock Grande do Sul, de 1986, que revelou Engenheiros, Replicantes, Garotos da Rua, TNT e De Falla. Curiosamente, quase 20 anos depois, um nome se repete: Wander Wildner, que começou a carreira nos Replicantes. Sinal de que o rock gaúcho permanece “longe demais das capitais”, como dizia nos anos 80 uma música dos Engenheiros do Hawaii?

O vocalista do Nenhum de Nós, Thedy Corrêa, acredita que sim. Diretor artístico da Orbeat, gravadora dos pampas, o cantor afirma que motivos econômicos impedem que as bandas de hoje consigam a projeção que ainda era possível, mesmo aos gaúchos, nos anos 80.

“Hoje existe o lance de as gravadoras apostarem muito em um artista. E elas preferem fazer isso com nomes do Rio ou de São Paulo, que estão próximos. Tanto que não há bandas gaúchas em uma grande gravadora. Apesar disso, os roqueiros daqui vivem de música, como acontece com os grupos de axé na Bahia. Acho que daqui a pouco eles acontecem”, disse Thedy, em recente entrevista ao U.M..

Perto das capitais

Para tentar se aproximar das capitais, o grupo Cachorro Grande decidiu se mudar para São Paulo, onde foi gravado o disco. Há seis meses morando na cidade, o vocalista Beto Bruno lembra que desde o início da carreira a banda toca fora de Porto Alegre, em busca de novos horizontes.

“Até Curitiba é mais perto que Porto Alegre”, brinca o cantor. “O interior do Rio Grande do Sul consome muita música gaúcha, mas a gente achou um pouco pequeno ficar restrito a esse público. Nós cantamos em português, então temos que explorar esse imenso território brasileiro. Queremos que a nossa música chegue a todos.”

Para Beto, o fato de o Acústico MTV ter sido gravado em São Paulo, e não no Rio Grande do Sul, ajudou a desmistificar a tal “cena roqueira gaúcha”.

“Achei interessante para tirar o estigma de que o som das bandas do Sul é parecido. Cada uma tem sua musicalidade, sua história, e vai acontecer de uma forma diferente. Queremos tirar esse rótulo de ‘rock gaúcho’. O Ira! e os Titãs não são conhecidos como bandas paulistas”, reclama.

Enquanto vê sua imagem circulando na MTV, o Cachorro Grande divulga seu terceiro álbum, o recém-lançado Pista Livre. O CD, primeiro deles por uma grande gravadora, a Deckdisc, é considerado prioridade para a banda. O mesmo ocorre com os demais participantes do Acústico, que possuem carreiras estáveis e seguem tocando suas vidas, “bem devagar, subindo cada degrau”, como diz Ultramanos, uma das faixas do disco desplugado.

O que todos esperam é que a força da marca MTV ajude-os a expandir fronteiras. Se isso acontecerá, não se sabe. Mas uma coisa é certa: a emissora pode não ter a Cápsula Beta, que dava energia ao Ultraman da série japonesa, mas certamente vai dar um bom empurrão a esses ultramanos.


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