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  O pagode dos anos 2000

Reprodução
Os paulistanos lotaram o Olympia para assistir à gravação do 1º DVD do Jeito Moleque, em abril

Por Marcos Paulo Bin
16/06/2005


O universitário é aquele cara conhecido por ser esquisitão, partidário de esquerda, usar camisa com estampa de Che Guevara e gostar ou de MPB ou de rock pesado. Puro estereótipo. Ao menos em São Paulo.

Na Terra da Garoa, está acontecendo um movimento chamado “pagode universitário”. Trata-se de uma geração 2000 do samba, formada por bandas jovens, com músicos de classe média e terceiro grau completo, que tocam em casas da Zona Sul paulistanas. Sempre lotadas, por sinal.

O som é um “upgrade” do pagode romântico dos anos 90. Às canções de amor melosas e ao ritmo cadenciado somaram-se versões para hits da música pop, especialmente dos anos 80. Quem ainda não ouviu nas rádios o grupo Inimigos da HP transformando em samba o sucesso Caça e Caçador, de Fábio Jr.?

Outra banda de Sampa que vem ganhando destaque é o Jeito Moleque. Formado por Bruno (voz), Carlinhos (cavaquinho), Alemão (tantã), Rafa (pandeiro) e Felipe (banjo), o grupo preenche todos os requisitos acima: alguns são graduados, a banda chega a fazer 40 shows por mês e, em seu novo CD, Me Faz Feliz – Ao Vivo (Universal), regrava dois hits do pop-rock dos anos 80: Só pro Meu Prazer, dos Heróis da Resistência, e Marvin, dos Titãs. Mas eles rejeitam qualquer rótulo.

“Não gostamos desse estigma de pagode universitário. Lembra o forró e parece uma fase, algo que começa e acaba. Nós tentamos mostrar nossa musicalidade, investir na carreira”, afirma Alemão, ressaltando que hoje o público do Jeito Moleque não se restringe mais à Zona Sul paulistana. “Começamos tocando para as classes A e B e aos poucos fomos levando nosso som para a periferia. Hoje, chegamos a lugares aonde até mesmo Zeca Pagodinho não chega, por causa do preconceito que há contra o samba.”

Alemão acredita que grupos como o Jeito Moleque, embora distantes da chamada MPB, estejam ajudando na divulgação da música brasileira dentro do próprio país.

“Hoje nós batemos recorde de público na periferia de São Paulo. Conseguimos levar a música brasileira aonde só se ouvia música internacional”, conta Alemão, que é formado em Direito.

Imagem não é nada

Como os demais grupos do gênero, o Jeito Moleque surgiu dentro das faculdades, em 2000. Há 2 anos, o grupo gravou seu primeiro CD, também ao vivo, de forma independente. O sucesso no boca a boca foi tão grande que a banda criou um circuito próprio de shows em São Paulo, conquistando platéias cada vez maiores.

Com shows lotados e a música Eu Nunca Amei Assim estourada nas rádios paulistas, logo os “olheiros” das gravadoras estavam em cima do Jeito Moleque. Quem se deu melhor foi a Universal, com quem o grupo lança agora este CD ao vivo e no início de julho, um DVD. O repertório é praticamente o mesmo do CD anterior, mais algumas canções inéditas e releituras.

“A gravadora queria nos dar uma nova roupagem, mas não podíamos desperdiçar aquele disco. Então decidimos regravar as músicas daquele CD e incluir algumas novidades”, explica Alemão, adiantando que o DVD trará duas participações mais que inusitadas: a rapper Negra Li cantando O Mundo É um Moinho, de Cartola, e a banda de axé Rapazolla numa versão em samba para um medley de reggae com Falar a Verdade, do Cidade Negra, e Is This Love, de Bob Marley.

“Nossa característica é misturar; não somos sambistas enraizados. Tentamos ser o mais eclético possível dentro do universo do samba”, define Alemão, já mencionando uma diferença importante para Os Inimigos da HP. “Surgimos do mesmo movimento, mas o nosso foco é diferente. Os Inimigos têm momentos em que tocam axé, funk etc. Nós só tocamos samba, dentro dessa proposta de misturar.”

Para definir o grupo, Alemão prefere usar a música Meu Jeito Moleque, uma letra de Bruno que serve como um cartão de visitas para o quinteto.

“Do mesmo jeito que eu vou ao show, vou ao shopping, à praia e almoço com minha mãe. O Bruno anda de chinelo e bermuda. Para nós, a musicalidade do grupo é o mais importante. A música sempre tem que vencer a imagem. E, além do mais, nós não somos bonitos!”, brinca Alemão, não parecendo precisar de um cartão de visitas.


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   Disco:  Me Faz Feliz – Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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