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  O menino-prodígio do samba

Marcos Paulo Bin
Gustavo Lins posa orgulhoso ao lado do pôster de seu 1º CD e DVD ao vivo, gravados diante de mais de 10 mil pessoas no Rio. “A idéia da gravadora é pegar esse meu sucesso e espalhar para todo o país”, diz o cantor

Por Marcos Paulo Bin
06/06/2005

No dia 3 de junho, o cantor, compositor e violonista Gustavo Lins completou 19 anos. Tão jovem, o carioca da Tijuca já tem um currículo de impressionar muito veterano. A carreira de instrumentista começou aos 9 anos e a de compositor, aos 13. A partir daí, foram inúmeros sucessos gravados por nomes como Os Travessos, Exaltasamba, Os Mulekes, Kelly Key, Belo, Sorriso Maroto, Jeito Moleque e muitos outros.

A vida de cantor também é precoce. Em 2003, aos 16 anos, Gustavo Lins lançava Pra Ser Feliz, seu 1º CD, pela multinacional Warner Music. No ano seguinte, mais um disco, desta vez auto-intitulado, que o ajudou a se consolidar como artista. Gustavo construiu uma legião de fãs, especialmente no Rio de Janeiro, tornando-se uma espécie de menino-prodígio do samba, requisitado pelos intérpretes e idolatrado por seu próprio público.

Esse bom momento foi flagrado no DVD Ao Vivo (Warner), que Gustavo Lins acaba de lançar, também na versão em CD. O disco foi gravado em março, na Baixada Fluminense, diante de 10 mil fãs enlouquecidos, daqueles que cantam todas as músicas do primeiro ao último verso. Mais três mil ficaram do lado de fora, sem conseguir ingresso. Tudo isso numa terça-feira.

“As pessoas pensam que minha carreira como compositor antecede à de cantor. Mas as duas coisas vieram juntas. Meu primeiro sucesso, Pra Ser Feliz, estava tocando na mesma época de Opções, que Os Mulekes gravaram. Mas é claro que o sucesso como cantor foi gradativo”, explica Gustavo.

Lançar um CD e DVD ao vivo com apenas dois trabalhos de estúdio poderia soar precipitado. Mas Gustavo Lins não pensa assim. Para ele, o disco foi uma oportunidade de reunir as composições que fizeram sucesso em sua voz e nas de outros artistas, e também mostrar uma nova safra de canções, como as inéditas Você Beija Tão Bem e Quebra-Cabeça. Além disso, estampar a cara no DVD pode ajudar a consolidar sua imagem fora das fronteiras do Rio de Janeiro.

“Meu primeiro CD estourou seis músicas só no Rio, enquanto no resto do Brasil foram apenas duas. Com isso, comecei a concentrar meus shows aqui, onde já tenho a carreira consolidada. Não tive um trabalho forte de show em São Paulo, por exemplo, embora minhas músicas toquem bem nas rádios de lá. A idéia da gravadora com este DVD é pegar esse meu sucesso no Rio e espalhar não só para São Paulo, como para todo o país”, diz o cantor.

Deixa a vida me levar

Esse sucesso no Rio a que Gustavo se refere não é falácia. No próprio Via Show, onde gravou o DVD, o cantor se apresenta com freqüência, sempre lotando a casa. No dia da gravação as coisas extrapolaram qualquer pretensão de Gustavo. O disco mostra o cantor entrando com dificuldade no local, tamanha a quantidade de pessoas que estavam do lado de fora, sem ingresso. As fãs, ao delírio, gritavam seu nome e usavam camisas, fitas, bandanas e tudo onde pudessem estampar o nome do ídolo.

Para retribuir, Gustavo Lins chamou uma menina da platéia para sentar-se ao lado dele enquanto cantava a música Seu Fã, que ele registrara no 2º CD e também fora sucesso com Belo. “Agora eu sou seu fã”, diz Gustavo, no show, para uma bela garota absolutamente hipnotizada.

O cantor, que não é bobo, confessa que a escolha foi proposital.

“Eu estava observando. Ela foi escolhida a dedo. Gravação de DVD, sabe como é...”, brinca Gustavo, que está namorando, diz ser caseiro (“de baladas já restam as minhas nos shows”), afirma não estar rico (“ainda peço dinheiro emprestado pro meu pai”) e garante saber como não se iludir com tanto assédio. “É claro que o carinho do público mexe comigo. Fiquei emocionado na música Com Humildade, quando mais de 10 mil pessoas ficaram com as mãos para cima cantando comigo. Mas sei perfeitamente como separar as coisas.”

Sobre a fama, Gustavo Lins fala com a mesma simplicidade que demonstra nos shows, no DVD e pessoalmente, em entrevista aos jornalistas. Ele parece adotar a máxima de um de seus ídolos, Zeca Pagodinho, a de que já teve quase tudo nessa vida. E, agora, deixa a vida me levar.

“Acho que minha carreira é um presente de Deus. Sempre desejei isso, chegar onde cheguei. É um sonho realizado, e isso é para poucas pessoas. Existem coisas boas e ruins na fama, mas Deus não me dá nada que eu não possa suportar. Tudo isso está me fazendo crescer como pessoa”, diz Gustavo, com cara de menino mas a convicção de um homem feito.


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