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Toquinho durante a gravação de seu 2º DVD, em 2004, no Canecão. O cantor foi o primeiro músico brasileiro a lançar um disco nesse formato, em 2001

Por Marcos Paulo Bin
01/06/2005


Ignorada pela FMs, até pelas que dizem se dedicar ao gênero, a boa Música Popular Brasileira – leia-se aquela que está mais preocupada com o lado artístico do que o comercial – ainda encontra guarida em algumas gravadoras, como a Biscoito Fino. Dois recentes lançamentos da companhia dirigida pela cantora Olivia Hime e pela empresária Kati Almeida Braga mostram que, além de abrigar artistas que já foram estrelas do cast das maiores gravadoras do país, a BF vem investindo no formato do momento, o DVD, visando também ao mercado internacional.

Só Tenho Tempo pra Ser Feliz
, de Toquinho, e Ao Vivo, de Joyce, têm tudo o que os gringos gostam e um pouco mais. Músicos virtuosos, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Ary Barroso, entrevistas e a mistura de samba, bossa nova, jazz e música instrumental que tanta fascina os estrangeiros desde Tom e João Gilberto.

“São 35 anos de carreira, boa parte ligada ao exterior. Já em 75, na época da ditadura, lancei um disco na Itália”, conta Joyce, em um dos extras de seu DVD, referindo-se ao LP Passarinho Urbano, que gravou ao lado de Vinicius de Moraes e Toquinho.

Encontro de virtuoses

Quem é brasileiro e se interessa pela MPB “off-radio” também vai gostar muito dos dois DVDs. Toquinho está lançando o segundo de sua carreira – o anterior, de 2001, intitulado simplesmente Toquinho, foi o primeiro DVD musical lançado no Brasil.

Só Tenho Tempo pra Ser Feliz
foi gravado em fevereiro de 2004, num final de semana no Canecão, no Rio, onde o cantor não se apresentava há 24 anos – o último show fora com Vinicius de Moraes, um de seus principais parceiros, em 1979. Dois anos antes, no mesmo Canecão, ele, o Poetinha, Tom e Miúcha fizeram uma histórica temporada que rendeu um também histórico LP.

O disco audiovisual leva o nome do mais recente CD do cantor e compositor paulista, mas bem que poderia se chamar Toquinho Acústico e Convidados. Como sempre muito bem acompanhado de seu violão, Toquinho relembra sucessos da carreira e músicas que marcaram sua vida ao lado de grandes nomes da MPB, entre novatos e veteranos.

Com Carlinhos Vergueiro, Toquinho lembra dois ótimos sambas da dupla: Camisa Molhada e Lições de Vida. Ao lado de Badi Assad, faz um pot-pourri com Sinal Fechado, Samba em Prelúdio, O Velho e a Flor e Mais um Adeus. A cantora, que mantém uma carreira bem-sucedida no exterior, volta no bis, em Berimbau.

Léo Gandelman toca sax em Canto de Ossanha, numa homenagem a Baden Powell, e Carlos Lyra relembra duas parcerias de sucesso com Vinicius, que o chamava de “parceirinho 100 por cento”: Marcha de Quarta-feira de Cinzas e Minha Namorada. Já o encontro de violões com Yamandu Costa, em Bachianinha nº 1, reverencia um dos mestres da dupla, Paulinho Nogueira, em um número impressionante de virtuosismo.

Sozinho, Toquinho mostra novamente suas habilidades ao violão num pot-pourri de clássicos da música brasileira: Serenata do Adeus, Valsinha, Se Ela Perguntar, Abismo de Rosas, Gente Humilde e Asa Branca. É o melhor momento do disco, que ainda traz os sucessos Tarde em Itapoã, Que Maravilha, Carta ao Tom 74, Samba de Orly, Regra Três e Aquarela, em ótimas versões.

Reencontro com Elis

Os extras são uma preciosidade. Com seus pais, já bastante idosos, Toquinho relembra a infância e toca Lábios Que Beijei, sucesso de Orlando Silva, ídolo do pai.

“Nunca imaginei que ele faria amizade com Orlando Silva”, diz o pai, orgulho, assim como a mãe: “O Toquinho queria imitar o Baden Powell e hoje é igual a ele”.

Toquinho ainda aparece jogando sinuca com Paulinho da Viola e Yamandu e jogando futebol. Numa entrevista, revela que foi apaixonado por Elis Regina e “absolutamente não correspondido”. Outro momento surpreendente é quando o músico é apresentado à letra de Triste Amor Que Vai Morrer, a única composição de Elis Regina (com Walter Silva), que somente Toquinho gravou e de forma instrumental. A música foi incluída em seu primeiro LP, O Violão do Toquinho, de 1966.

“É a primeira vez que canto essa música, quase 40 anos depois”, diz o cantor, emocionado.

O DVD de Toquinho é daqueles discos para ver e ouvir repetidas vezes. Uma grande produção e um dos melhores lançamentos do gênero neste ano.


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