Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  O encontro entre o emocional latino e o racional britânico

www.victorbiglione.com.br
Andy Summers e Victor Biglione. No detalhe, o 1º disco dos 2, Strings of Desire, de 98

Por Marcos Paulo Bin
25/05/2005


Argentino naturalizado brasileiro, ex-integrante do grupo A Cor do Som, compositor, arranjador e um dos maiores guitarristas do país, Victor Biglione está lançando o CD Splendid Brazil em dupla com o guitarrista inglês Andy Summers, ex-The Police. Um encontro entre o latino e o britânico, o emocional e o racional, que deu mais do que certo.

Splendid Brazil
é o que se costuma chamar de um “discaço”. A dupla já havia gravado junto, em 1998, o CD Strings of Deside, com músicas brasileiras e internacionais. Desta vez, no entanto, o repertório é todo “made in Brazil”. São 11 faixas, todas instrumentais, em que a bossa nova, cartão de visitas da música brasileira no exterior, acabou naturalmente prevalecendo, embora em arranjos totalmente distintos do clima banquinho-e-violão à lá João Gilberto. Empunhando violões de aço de 6 e 12 cordas, Victor Biglione e Andy Summers criaram uma verdadeira sinfonia, tamanha a variedade rítmica, a riqueza de detalhes e a harmonia presentes em cada nota.

Tom Jobim aparece cinco vezes, duas em composições solo – Chovendo na Roseira e Fotografia – e três com seus famosos parceiros: Chico Buarque, em Retrato em Branco e Preto; Aloysio de Oliveira, em Inútil Paisagem; e Vinicius de Moraes, em Lamento. Edu Lobo vem a seguir no “ranking”, com duas músicas: Casa Forte e Vento Bravo (com Paulo César Pinheiro). Completam o repertório Cartola (As Rosas Não Falam), Marcos Valle (Campina Grande), Laurindo de Almeida (Brasiliance) e Hermeto Pascoal (O Ôvo).

Confira a entrevista com Victor Biglione, que, além de ser um excelente guitarrista, sabe tudo de música e é bom de papo. Na primeira parte da conversa, ele fala sobre a parceria com Andy Summers. Na segunda, os assuntos são preferências musicais, o panorama da música mundial e o disco que Biglione gravou com Cássia Eller, até hoje inédito.


Como você conheceu o Andy Summers?

Quem deu a dica foi o produtor Luiz Paulo Assumpção, que já conhecia o Andy Summers. Ele me disse: “você tem que tocar com o Andy!”. Na época eu já estava tocando violão de aço. O Luiz insistiu para que eu mandasse ao Andy um disco meu com o Marcos Ariel. Não levei muita fé, mas mandei. Ele adorou e quis tocar comigo.

Quando surgiu a oportunidade de gravar com ele?

Em 1997 ele veio ao Brasil e nós fizemos alguns shows juntos, aqui e na Argentina. Deu tão certo que resolvemos fazer um CD em 98, o Strings of Desire, em que misturamos músicas brasileiras e standards do jazz. Fizemos duas excursões com esse disco.

E o novo CD, como surgiu?

Em 2002, eu fui para os Estados Unidos e levei umas 30 músicas que ficariam legais para gravarmos. Selecionamos 11 e o disco ficou pronto naquele ano mesmo. Por um problema de desencontro de projetos pessoais, só estamos lançando agora. O disco está saindo lá fora também, pelo selo do Steve Vai. É legal pegar um rock star e fazer um disco de música brasileira. Isso me deixa feliz.

Quando você mostrou aquelas músicas ao Andy, o que ele conhecia? Qual é o conhecimento dele de música brasileira?

O inglês é um povo muito preparado. Não é à toa que o Police foi muito bom. Para ser um roqueiro, não adianta ir à boutique, comprar uma roupa preta e pôr tatuagem. O Andy Summers é um grande músico, que conhece tudo de Tom Jobim e estudou Villa-Lobos quando era garoto. Ele adora Pixinguinha e conhece bem a bossa nova, que é a música brasileira mais difundida lá fora. Mas eu apresentei a ele muita coisa que o deixou encantado, como Hermeto Pascoal, Marcos Valle e Paulo Bonfá.

Das músicas que ficaram de fora, teve alguma que você lamentou não ter incluído?

Teve: Paula e Bebeto, do Caetano e do Milton. Ele achou que não ficou boa. Na verdade ficou ótima, mas não consegui convencê-lo disso. Mas, no geral, a escolha do repertório foi rápida. Levou apenas uma semana e depois gravamos.

Houve dificuldade por parte dele em tocar alguma música?

O fato de o Andy conhecer bastante o Tom ajudou. Por isso ele foi o nome mais gravado. Já com o Edu Lobo ele teve alguma dificuldade, porque é muito sofisticado.

Em que você acha que um contribuiu para a carreira do outro?

Eu sou latino e ele é inglês. Um é mais calculista e o outro, mais emocional. Acho que ele pegou esse meu lado latino e eu aprendi a ser mais cerebral. Foi uma troca positiva. Pudemos consolidar nossa amizade.


Veja mais:


  Continuação da entrevista: “Miles Davis não é melhor do que os Beatles”
   Disco:  Splendid Brazil
     Ficha técnica, faixas e compositores

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções