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  Cubanos mandam marasmo para o paredão

Divulgação
Marrentos, os rappers do Orishas também são ótimos músicos, como mostraram no animado show que fizeram no Claro Hall

Por Jailson Roque
22/05/2005

Quem esperava uma apresentação lotada do Orishas no Rio de Janeiro, no dia 21 de maio, a exemplo dos shows do trio cubano em Curitiba e São Paulo, viu o contrário acontecer. Talvez por conta do alto valor dos ingressos cobrados para que os cariocas pudessem ver os três rappers da terra de Fidel, ou por causa da chuva, o Claro Hall, na Barra da Tijuca, não lotou.

Com espaço suficiente para dançar, os que compareceram à festa cubana – que contou com a ótima abertura da banda brasileira de funk e soul Funk U – em solo brasileiro se esbaldaram ao som de grandes sucessos da carreira do grupo e com novas músicas do CD El Kilo, o terceiro da história do Orishas.

Mostrando personalidade e uma ginga toda especial, Roldan, Ruzzo e Yotuel sacudiram as três mil pessoas, em média, que estavam no show. Sucessos como Que Pasa?, Orishar e músicas do novo trabalho como Amor al Arte fizeram o público interagir muito com o trio, que desta vez contou com uma minibanda e não apenas com as bases eletrônicas feitas por um DJ.

O Orishas se mostrou mais leve e muito bem adaptado à nova formação. Um excelente trompetista dava o tom latino e contagiava o público com um carisma ímpar; parecia o mais animado de todos por tocar no Brasil. As bases eletrônicas foram muito bem compiladas e se encaixavam perfeitamente com o violino, utilizado em algumas faixas, e com o revezamento entre o acústico e o elétrico, feito com maestria pelo ótimo baixista da banda.

Roldan, o cubano que dá o tom latino, mostrou uma postura centrada e muito dominante, contagiando a platéia com seus agudos bem encaixados no repertório do trio. Yotuel levou as meninas brasileiras ao delírio com seu rebolado e principalmente quando tirou sua camisa, passando a cantar e saltar sem parar, com o peito desnudo.

O Planet Hemp de Havana

O melhor momento do show foi o das apresentações solo, quando cada rapper pôde mostrar seu talento individual. Ruzzo, que foi o último a se apresentar, parecia uma metralhadora descontrolada, recitando palavras em uma velocidade assombrosa. Roldan tentou mostrar seu lado instrumentista, mas “coincidentemente”, assim como aconteceu em São Paulo, o seu violão estava desafinado. Já Yotuel fez uma crítica sobre o racismo.

Como todos os artistas estrangeiros, o Orishas fez várias declarações de amor ao Rio durante as músicas. Mas os Cubanos incendiaram mesmo o público quando, lembrando Marcelo D2 e o Planet Hemp, levantaram sua bandeira a favor da maconha.

O show do Orishas é muito bom, mas a forma bruta com que terminam suas músicas, sem dar uma deixa, parecendo que não houve ensaio, assustou um pouco. Pode ser algo cultural, já que o trio é de Havana, mas não deixa de ser estranho.

 
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