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Marcos Paulo Bin
À frente, a Kelly Key real; ao fundo, a dos discos. A cantora diz que no dia-a-dia não é como aparece nas fotos. “As pessoas olham para mim e vêem Baba, reclama
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Por Marcos Paulo Bin
20/05/2005


Kelly Key mudou. Será? Bem, ela garante que sim. A cantora carioca, de 22 anos, falou à imprensa num hotel do Leblon, Zona Sul do Rio, sobre seu 4º CD, intitulado simplesmente Kelly Key. Um disco que, segundo ela, tem muitas diferenças para os anteriores.

“Mudei o produtor e consegui manter uma mesma linha em todo o disco. Minha voz também está mais ‘na cara’. Não sei vejo tantas mudanças assim porque eu mudo muito”, disse Kelly Key, citando a própria voz e seu comportamento como exemplos de tantas mudanças. “Não sou de fazer firulas, nem pretendo ser a melhora cantora do Brasil, pois não tenho potencial vocal para isso. Mas melhorei bastante desde meu primeiro CD, que gravei com 17 anos. Fiz aulas de canto e não desafino nunca. Eu também sempre fui muito tímida, mas desde o 2º CD eu me soltei. Tenho certeza de que vou melhorar ainda mais a cada disco.”

Em termos de repertório, as principais mudanças no novo CD de Kelly Key são duas versões de sucessos do pop internacional – Barbie Girl, do Aqua, que virou Sou a Barbie Girl, e Trouble, do Shampoo, vertida para Eu Não Tô Brincando – e uma quase bossa-nova, Já Não Somos Mais Livres. A música é uma das meninas dos olhos da cantora.

“Curti muito essa música desde que a ouvi. Fiz questão de gravar, sem me preocupar se ela é para o meu público ou não”, afirmou a bela jovem, que, apesar de iniciar os trabalhos de divulgação nas rádios com a faixa Escuta Aqui Rapaz, aposta mesmo no sucesso da nova Barbie Girl. “A primeira faixa de trabalho nunca pode ser a melhor do disco. Tem que ser a segunda. E espero que o segundo single seja Sou a Barbie Girl. É a música que minha filha mais gosta e uma das minhas preferidas.”

Fã de Eminem

As mudanças de Kelly Key, no entanto, param por aí. Letras como as de Papinho (“Baixa a bola / Você tá pensando o quê? / Que se dane, eu tô pouco me lixando pra você”), Bad Boy (“Se você quiser me ganhar / Vai ter que ser bonzinho / Me dar muito carinho / E aprender a me amar”) e Sou Neném (“Não posso te beijar, sou neném, papai vai brigar / Eu sou inocente / Nem sei o que é isso / Olha pra minha cara / Vê se eu quero compromisso”) não só lembram os antigos sucessos como reforçam a intenção de Kelly Key em apostar todas as fichas no público infanto-juvenil que a consagrou.

“Meu fã-clube vai de 1 a 50 anos. Mas o maior número é de pessoas de 4 a 20, e o pico é de 12 anos. Essas pessoas se identificam com as minhas músicas. Só não quero ser exemplo para ninguém. Apesar de cantar para esse público, sou jovem, tenho 22 anos e dois filhos”, disse Kelly Key, garantindo que não se sente deslocada ao cantar os temas de suas músicas. “Falo de coisas que já vivi quando adolescente. Talvez eu mesma não tivesse o CD, mas gostaria de ouvir minha música tocando no rádio.”

Embora cante músicas de temática infantil e se vista como criança na capa do CD, usando maria-chiquinha e uma blusa de desenho animado japonês, Kelly Key nega que seja assim no dia-a-dia.

“As pessoas olham para mim e vêem Baba. Mas no meu carro eu ouço Jennifer Lopez, Dr. Dre e Eminem. Não me sinto nem um pouco deslocada ao lado de roqueiros ou cantores da antiga”, defendeu-se Kelly Key, que em seu disco teve a presença de músicos como Humberto Barros – tecladista que tocou com o Kid Abelha e hoje acompanha os Engenheiros do Hawaii – e Donatinho, filho do mestre João Donato.

Na coletiva, Kelly Key se mostrou ciente de que artistas de seu estilo musical não costumam ter vida longa no mercado fonográfico. Por isso, já listou os planos para o futuro, que podem nem mesmo incluir a música.

“Se eu canto para um público de 12 anos, acho difícil ser aceita pelos adultos. Quando minha carreira de cantora acabar, vou mostrar que sei fazer outras coisas. Quero crescer como mãe, mulher, empresária e apresentadora”, afirmou a cantora, que possui um escritório de produções artísticas, vai lançar uma linha de produtos e quer voltar a apresentar programas infantis, o que parou de fazer devido à gravidez.

No fim, Kelly Key mostrou que sua verdadeira mudança não está no disco que gravou.


Veja mais:


   Disco:  Kelly Key
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