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  Doces Bárbaros voltam e gravam CD e DVD

Juntos, Gil e Caetano cantaram Chuckberry Fields Forever
A Praia de Copacabana parou para assistir, no dia 8 de dezembro, ao reencontro dos Doces Bárbaros, grupo formado pelos baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia em 1976, quando fizeram uma série de shows e gravaram um LP e um filme. Em tempos digitais, o novo show – que também foi realizado em São Paulo e marcou os 10 anos do projeto Pão Music – foi gravado pela Conspiração Filmes para gerar um DVD, a ser lançado pela Biscoito Fino. Também está previsto um CD pela Universal.
O público presente, segundo a PM, foi de 110 mil pessoas (140 mil segundo a produção), entre vips globais como Fernanda Montenegro, Malu Mader e Thiago Lacerda, cantoras como Ana Carolina, Angela Ro Ro e Sandra de Sá e anônimos como a dona de casa Mônica Dias, de 22 anos, que chegou à praia às 15h30 – quatro horas antes do início previsto – com a filhinha Fernanda, de 9 meses. “Vale a pena vir com ela. Estou muito ansiosa para vê-los”, disse Mônica. Já o comerciante Roberto da Silva, de 45 anos, que chegou a Copacabana às 14h, esperava reviver a mesma emoção que sentira em 1976, no Canecão, quando assistiu à gravação do LP Doces Bárbaros. “Eles são a história da MPB”, derretia-se ele.
Às 19h45, o locutor anunciou o início do show como “parte de um encontro histórico da música brasileira”. Sem as roupas hippies da década de 70, Gal, Caetano, Gil e Bethânia entraram no palco cantando Fé Cega, Faca Amolada, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, música que também estava no disco original. “Boa noite, Rio. É um prazer estarmos reunidos mais uma vez, realizando este trabalho que já vem de muito tempo, desde a Bahia”, disse Gil, que parecia o anfitrião da noite.
O próprio Gil não perdeu tempo e tratou de apresentar Outros Bárbaros, música que ele compôs especialmente para o novo encontro. “Essa canção trata desse relacionamento que, espero, dure por todas as nossas vidas”, disse o cantor, que na letra da música pergunta “Será que ainda temos o que fazer na cidade? / Resta um quê de ansiedade, apesar de ter sido um grande prazer para todos / Resta saber se queremos seguir querendo.”
A seguir, o quarteto voltou a 1976 lembrando Gênesis, acompanhada somente pelos mais antigos. O primeiro momento de emoção veio em Atiraste Uma Pedra, em que Caetano começa cantando e tocando violão e é acompanhado primeiramente por Bethânia, depois por Gil e Gal.
Gil e Caetano, então, ficam sozinhos no palco e continuam na trilha de 76 com Chuckberry Fields Forever, que o primeiro compôs em referência a Strawberry Fields Forever, dos Beatles. Já sem Gil, Caetano canta Drão, sucesso do colega baiano, e Trilhos Urbanos, em que faz referência a Gal Costa.

Bethânia era a mais aplaudida

O público, até então um pouco inibido, soltou a voz em Esotérico, música em que o autor Gilberto Gil toca violão acompanhando Gal e Bethânia. Os quatro voltam a ficar juntos para cantar São João, Xangô Menino, que pôs a platéia para pular e balançar as mãos, e Santo Antônio.
Com Gal, Caetano comandou a coreografia em A Luz de Tieta
Em São João..., Bethânia, que era aplaudida a cada vez que começava a cantar sozinha, botou a mão no coração e fez um “ufa” de nervosismo e emoção.
Sozinha, a cantora emocionou cantando Viramundo, de Gil e Capinam, e depois, chamando os demais novamente ao palco, com Um Índio, sucesso de Caetano acompanhado em coro pela platéia, e O Seu Amor, de Gil.
Vez de Gal fazer sua apresentação solo e cantar Eu Te Amo, uma das mais bonitas músicas de Doces Bárbaros que, segundo ela, era um antigo desejo seu regravá-la. Depois ela puxou as palmas em Lanterna dos Afogados, música de Herbert Vianna que ela havia gravado com o cantor dos Paralamas em seu Acústico MTV, de 1997.
Os vips que permaneciam sentados na área reservada em frente ao palco não resistiram e ficaram de pé para dançar ao som de A Luz de Tieta, com Gal e Caetano, que puxaram uma coreografia com os braços levantados. Depois de tanta empolgação, Gil, sozinho no palco, decide mostrar uma nova composição, Máquina do Ritmo, levada apenas pelo violão, e não é muito bem recebido – um grupo no calçadão puxa uma vaia que, para sorte do cantor, não se espalhou muito pela praia.
Mas aí Gil se redimiu e botou Copacabana para dançar forró com Esperando na Janela. Bethânia e Gal vieram em seguida e não deixaram o ritmo cair, cantando o clássico Asa Branca.

Baianos lembram conterrâneo Caymmi

De volta ao palco, Gil e Caetano, ao lado de Gal e Bethânia, homenageiam outro baiano ilustre, Dorival Caymmi, em Saudade da Bahia. O show termina com os quatro cantando seu hino, Os Mais Doces Bárbaros, música que abria e encerrava o LP de 76, enquanto no telão eram exibidas imagens da época. O público exige e, rapidamente, os quatro voltam para o bis com a bela e oportuna Gente, de Caetano. E tudo acaba em samba, com Exaltação À Mangueira. Durante a música os cantores vão saindo, a começar por Bethânia, depois Caetano, Gal e por último o anfitrião Gil, que terminou a música sozinho. Ainda extasiado, o público se recusava a ir embora, ainda não acreditando que o show tivesse acabado.
“Foi um show histórico, um presente que eles deram ao Rio de Janeiro. As novas gerações vão poder conhecer esses que são os maiores músicos brasileiros”, disse Renato Gomes, de 40 anos. Quem também não conseguia conter a emoção era a cantora e proprietária da gravadora Biscoito Fino, Olivia Hime. “Foi uma emoção muito grande, ainda mais para quem esteve presente em 1976. Fizemos imagens lindas no Rio e em São Paulo, que ficarão registradas para sempre.”


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  O que cada um anda fazendo em sua carreira solo
  Confira o repertório original de Doces Bárbaros


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