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  Do “furacão” para a música gospel

Marcos Paulo Bin
Na sede da gravadora Line Records, no Rio, Gilson cantou e falou sobre seu 1º CD gospel, Na Paz. “Não estava no meu coração continuar cantando músicas do mundo”, disse o ex-integrante do grupo Twister
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Por Marcos Paulo Bin
07/05/2005

Quem via Gilson Campos cantando alegremente as músicas de seu 1º CD gospel, Na Paz (Line Records), numa coletiva de imprensa, não imaginava os maus bocados que o ex-integrante da boy band Twister (“furacão”, em português) passou nos últimos anos. Sucesso no início dos anos 2000, quando o selo Abril Music vivia o auge comercial, o grupo se desfez junto com a gravadora, que depois de liderar o mercado fonográfico brasileiro decretou falência em 2002.

Depois disso se seguiram dois anos difíceis, incluindo uma série crise financeira, até que em 2004 o cantor assinou contrato com a Line. Evangélico desde que era um dos vocalistas do Twister, Gilson conta que o CD já estava pronto.

“Meu produtor, Wesley Ros, me ajudou a fazer o disco de forma independente e depois negociá-lo com uma gravadora. Foram dois anos de uma espera difícil, mas ao mesmo edificante, pois pude estar mais em contato com a Palavra de Deus e ter uma maior experiência com Ele”, diz o cantor, que, com o fim do Twister, chegou a receber propostas de outras gravadoras para fazer um disco de música secular. “Quando o grupo se desfez, todos os integrantes receberam convites para trabalhos solo e o nosso empresário não aceitou. Eu tive propostas para fazer um disco romântico, mas não estava no meu coração continuar cantando músicas do mundo.”

Em várias das 14 músicas de Na Paz, a maioria autoral, Gilson fala dos momentos que viveu até entrar no mercado gospel. Em Somente em Ti, ele mostra a confiança que teve em Deus para poder superar os problemas (“Quando estou fraco / Tu vens me reanimar / E nas tribulações / Tu podes me livrar / (...) Vem meu coração mudar, Senhor / Hoje eu posso dizer: sou vencedor”). O cantor prefere exemplificar as provas de fé por que passou com Preciso, a primeira faixa de trabalho, que diz: “Cheguei a pensar / Que eu fosse forte pra vencer / Me enganei, Tu sabes o que eu preciso / Preciso me entregar em Tuas mãos”.

“Logo após o fim da banda, Deus começou a me dar músicas do dia para a noite. Uma vez, me sentei ao lado de uma das minhas irmãs e saí escrevendo, para mostrar-lhe o milagre. Ela não entendia nada. Acredito que essa música Preciso é um testemunho das provações por que passei mas também das bênçãos que recebi”, afirma Gilson, que faz menção à família na música Junto Somos Mais (“Nossas lágrimas não foram em vão / Deus ouviu a nossa voz / (...) Juntos somos mais / Uma família muito mais feliz”).

Aposta da gravadora para os jovens

Natural de Londrina, primo de Chitãozinho & Xororó, Gilson começou a carreira aos 15 anos, cantando na noite. Foi músico de baile até formar o Twister com Luciano e Sander (Leonardo e Alex, que completavam o quinteto, vieram depois).

O grupo lançou três CDs – Twister (2000), En Español (2001) e Mochila e Guitarra no Avião (2002) – e participou da trilha sonora da novela mexicana “El Juego de la Vida”, na qual chegou a fazer uma participação especial. Outros feitos da banda foram excursionar por países como Estados Unidos e Porto Rico, abrir um show do *NSYNC no México e emplacar nas rádios sucessos como 40 Graus e Perdi Você.

Tentando ser a versão brasileira de bandas como o próprio *NSYNC (cujo hit Drive Myself Crazy ganhou letra em português de Gilson, passando a se chamar Pra Sempre no Coração) e os Backstreet Boys, o Twister ficou rotulado como boy band. No entanto, o último disco do grupo trazia mais elementos roqueiros, resultando numa sonoridade que Gilson procurou trazer para o mercado gospel. Seu primeiro CD solo tem ótimos rocks como Preciso, Na Paz e Agora Faz Sentido, que lembram um pouco o estilo do Oficina G3.

“Eu mantive a essência de Mochila e Guitarra no Avião, com a formação básica de violão, guitarra, baixo e bateria. Mas os rocks de Na Paz estão mais pesados que os daquele disco”, define Gilson, que é a principal aposta da Line Records no segmento jovem, onde a gravadora pouco atuava.

“Vamos fazer uma campanha de marketing forte em cima do Gilson. Podemos dizer que ele é uma pessoa especial para a gravadora”, afirma Maurício Soares, diretor comercial da Line.

Gilson, por sua vez, diz que já superou o preconceito inicial dos próprios evangélicos, que duvidavam de sua real conversão (como acontece com a maioria dos artistas vindos do mercado secular), e agora está pronto para “para viver pela fé e cantar só para Jesus”. O próximo projeto do cantor na Line é participar de um DVD acústico com outros artistas da companhia.

Os tempos de “furacão”, definitivamente, ficaram para trás.


Veja mais:


   Disco:  Na Paz
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