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  A vitória do reggae

Divulgação
O Macucos surgiu a partir de luaus em praias capixabas, com a participação de Fred e Junior. A atual formação existe há dois anos e meio
Te cuida, Maranhão. Em breve o estado nordestino pode perder o posto de capital nacional do reggae para Vitória. Ao menos é o que garantem os integrantes do Macucos, grupo de Vila Velha, no Espírito Santo, que está lançando seu primeiro CD, auto-intitulado, pela Sony. Enquanto a cena roqueira capixaba ganha projeção nacional, a banda garante que é o reggae que faz a cabeça dos jovens do estado. “Pelo menos 80% do cenário musical capixaba são compostos por grupos de reggae”, afirma o baixista Junior Barriga, que forma o Macucos ao lado de Fred (vocais), Xande (guitarra), Gustavo Basoni (guitarra), Gustavo “The Flash” (teclados) e Leomar (bateria).
A carreira do Macucos é tão curta quanto surpreendente. A banda surgiu a partir de luaus nas praias de Vila Velha, na Grande Vitória, que contavam com a participação de Fred e Júnior. A formação atual existe há dois anos e meio, e nesse tempo o sexteto acumula várias conquistas. Entre setembro e novembro de 2001, o grupo gravou um disco de forma independente com 12 faixas, sendo 11 autorais, e a partir de janeiro de 2002 começou a divulgá-lo em shows pelo Espírito Santo. O resultado foi estrondoso: 5 mil cópias vendidas em apenas 15 dias, e 30 mil até agora só em seu estado natal. Um show do grupo dividido com os conterrâneos do Casaca, que haviam sido contratados pela Sony, despertou a atenção da gravadora, e dali até o contrato foi um pulo.
“Não esperávamos esse estouro, mas foi o que sempre quisemos”, conta Fred. Segundo Leomar, o grupo não teme entrar em uma gravadora multinacional dividindo a atenção com artistas renomados. “Desde o princípio procuramos caminhar com os nossos pés. Agora esperamos uma boa divulgação por parte da gravadora, mas continuaremos com a nossa garra”, diz o baterista. A primeira música de trabalho é Além do Mar, um reggae-pop com uma citação de Linha do Horizonte, do Azimuth, que ganhou um clipe gravado na Bahia que vai entrar na programação da MTV.

Semelhanças com grupos nacionais não são propositais

O reggae-pop é a marca das 12 faixas de Macucos, que em diversos momentos lembra grupos do gênero como o Cidade Negra e principalmente o Natiruts. Um exemplo é a faixa que abre o CD, Mãe Natureza, que remete à banda brasiliense tanto na sonoridade como no personagem escolhido para a canção, o beija-flor (a ave é tema de Presente de Um Beija-Flor, maior sucesso do Natiruts). A presença de um naipe de metais e as nítidas influências de rock e ska fazem ainda que músicas como O Som Que Encanta soem como o Skank. Os integrantes do Macucos reconhecem as semelhanças com outros grupos nacionais, embora neguem que elas sejam propositais.
“Ouvimos principalmente reggae, mas gostamos muito de rock e MPB. Temos muitos músicos de qualidade no Brasil, e é natural que sejamos influenciados por outros ritmos”, diz Junior, lembrando as pitadas de xote presentes em Além do Mar. “Ouvimos muito Skank, Cidade Negra e outras bandas dos anos 90, mas não quisemos soar como elas. Se isso aconteceu não foi nossa intenção”, emenda Xande.
O disco traz a participação Fauzi Beydoun, vocalista da Tribo de Jah, na faixa Stop – a que mais se aproxima do reggae roots – e de Charlim, dos mineiros do Rasta Joint. A outra participação está no repertório: o capixaba Rodrigo PP, do grupo Java Roots, é o autor da música Cidade da Cor. As demais composições são de autoria de Junior Barriga e de seu pai, Beto Pepê. Segundo Junior, os dois têm músicas para muitos discos do Macucos. “Temos mais de 150 músicas guardadas, para podermos falar de paz, amor, natureza e Deus por toda a nossa carreira”, sonha o baixista.
A produção, assinada por Anderson Xuxinha e pelo próprio Macucos, é primorosa: além dos músicos da banda, Fabrício (trompete), Fábio (trombone), Carlinhos Conga (percussão) e Fátima Nunes (vocais), o grupo conta com cinco músicos convidados: André Kindeler (sax), Aurenir Dias (trompete), Junior Boca (baixo), Alex Kassani (guitarra) e o próprio Xuxinha (percussão). A gravação, a mixagem e a masterização ficaram a cargo do experiente músico evangélico Val Martins, que assina trabalhos também com bandas como LS Jack. E o mais importante: todo esse aparato técnico já estava presente na produção independente. À Sony só coube refazer a capa do disco. “Este é o nosso maior orgulho: a Sony mostrará nacionalmente a banda como ela realmente é”, comemora Fred.
Macucos é um bom disco e tem potencial para estourar comercialmente. Se a banda conseguir adquirir uma identidade própria, pode estar surgindo um concorrente a altura para as principais bandas do gênero, que são apenas três: Cidade Negra, Natiruts e Tribo de Jah. O mercado brasileiro carece de novos grupos de reggae.


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