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  Placebo funcional

Dani Jales
No Rio, o vocalista Brian Molko não mostrou a empolgação conhecida pelos fãs, que lotaram o Claro Hall
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Por Dani Jales
05/05/2005

O placebo encerrou a temporada na América Latina com um show no Claro Hall, no Rio, no dia 29 de Abril. As 8.000 pessoas que lotaram a casa estavam sedentas por ver pela primeira vez no país o trio formado por Brian Molko, Stefan Olsdal e Steve Hewitt, que lançou recentemente o CD e DVD Once More With Feeling, com seus principais sucessos. O grupo tem 10 anos de carreira e, embora não seja um hitmaker, é idolatrado pelo público alternativo, que se identifica com a figura andrógina do vocalista Brian Molko.

Passava um pouco da meia-noite quando o trio britânico subiu ao palco do Claro Hall. A comoção gerada pelos primeiros acordes de Taste in Men parecia não ter fim e dava a impressão de anunciar uma noite inesquecível. Com uma introdução arrastada, usando e abusando das acrobacias de Brian Molko e Steve Hewitt, o Placebo chegou até a segunda musica, The Bitter End, arrancando um coro ensurdecedor de uma platéia que parecia estar vivendo um sonho.

Quem esperava uma noite de hits bem distribuídos durante o set teve uma surpresa logo na terceira musica. Quando a introdução de Every You Every Me ecoou, a multidão adolescente agitava os braços e cantava este que é o maior sucesso do Placebo. Every You Every Me tornou-se hit depois de entrar na trilha do filme “Segundas Intenções”, em 99, quando passou a ser conhecida pelo nome de Sucker Love.

Na seqüência veio Protege Moi (Protect Me from What I Want), cantada em inglês, e não em francês, Black Eyed e logo uma Special Needs morninha como no CD, bem à cara da audiência nessa hora... E então uma English Summer Rain mais nervosa e mais eletrônica, que causou um bom impacto. Só não teve o climinha entre Brian e o baixista, que em outros shows pelo mundo já se beijaram. No Rio havia a expectativa de a cena se repetir, pois não aconteceu pelos outros estados onde a banda se apresentou.

Fãs realizados e insatisfeitos

Com mais ou menos meia hora de show, o Placebo cantou a nova I Do – uma das faixas inéditas da recente coletânea – que não foi entendida por muitos fãs, por se tratar da primeira música romântica do trio. Mas logo as pessoas estavam cantando o refrão “I wanna say I do”... Foi bonito.

Special K
ganhou uma versão bem mais quente que a do disco, ainda mais com a empolgação que emanava dos fãs, no momento mais animado do show. Slave to the Wage veio apenas aproveitando a empolgação estabelecida, mas não chegou a causar efeito, e foi rapidamente inundada por uma versão meio acústica, lenta, de 36 Degrees, capaz de comover muitos e deixar alguns revoltados justo pela ausência da... revolta! E para fazer uma pretensa cena de encerramento, uma Pure Morning, que deixou todos se jogando no ritmo da bateria forte, vendo a despedida rapidinha de quem volta logo mas não quer admitir.

No retorno pro Bis, 20 Years, que começou mais lenta que a versão original mas ganhou seu compasso conhecido perto do fim, quando Brian Molko substituiu a frase “You’re the truth, not I” por “Are you satisfied?”, que obrigou a platéia a responder em coro: No!.

Apenas o suficiente pra emendar com a esperada Teenage Angst, que terminou inundada de palmas e gritinhos que pareciam apenas estar marcando o começo da não menos esperada Nancy Boy, com seus acordes fortes, guitarra e baixo superdistorcidos e a infeliz certeza de que era a última música. O encerramento com o baixo e as performances da banda se misturava com um último suspiro dos fãs, que se dividiam entre realizados e insatisfeitos.

A energia que todos esperavam da banda só veio mesmo em Every You Every Me, Special K e Nancy Boy. Fora isso, a sensação que se teve foi de um show morno, sem maiores emoções, dando a impressão de um Placebo cansado da América Latina ou mesmo cansado do próprio repertório. Foi uma noite de Placebo funcional.


Veja mais:


  Confira as músicas tocadas pelo Placebo no Claro Hall






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