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  Sucessos e raridades de Tom 11 anos depois

www.tomjobim.com.br
A coletânea Fotografia reúne, em 2 discos, 28 canções de Tom Jobim, entre sucessos e gravações raras

Por Marcos Paulo Bin
04/05/2005


As luzes já se apagaram, mas quando o assunto é Tom Jobim, ainda resta muito jogo. Em 2004, completaram-se 10 anos da morte do Maestro Soberano da MPB, que recebeu diversas homenagens, inclusive da própria família, responsável pelo lançamento de um CD ao vivo extraído de um show de Tom em Minas Gerais, em 1981. Agora chega às lojas mais uma disco que busca recuperar a vasta e riquíssima obra de um gênio das melodias e maior divulgador da música brasileira mundo afora.

Fotografia – Os Anos Dourados de Tom Jobim
(Universal) é uma compilação feita pelo jornalista e pesquisador Marcelo Fróes – conhecido por “vasculhar” o espólio de Renato Russo – seguindo o mesmo princípio da série E-Collection, da Warner, também organizada por ele. Trata-se de um disco duplo, no qual o CD 1 traz sucessos de Tom, a maioria já presente em coletâneas populares como a série Millennium, e o CD 2, raridades.

Como não poderia deixar de ser, é um disco de extrema qualidade, reunindo, em suas 28 faixas, músicas significativas da obra de Tom. Até para quem já possui coletâneas ou discos originais com as músicas do CD 1, Fotografia torna-se interessante pela riqueza de informações.

O encarte é tão grosso que chega a rasgar o plástico que envolve o disco. Marcelo Fróes teve o cuidado de explicar faixa por faixa, dizendo quando ela foi lançada, quem a gravou, quantas versões o próprio Tom Jobim fez etc. E o projeto gráfico também é muito interessante, desde a capa até o encarte, jogando o tempo todo com a idéia de fotografia e tempo. É, realmente, um disco para guardar como um álbum fotográfico, ou expor como um porta-retrato.

CD 1: o lado popular de Tom

Embora não traga grandes novidades, o CD 1, de 16 faixas, é um belo resumo da obra mais popular de Antônio Carlos Brasileiro. As oito primeiras faixas – pérolas como Garota de Ipanema, Corcovado e Chega de Saudade – são instrumentais e foram extraídas do primeiro LP completo e solo de Tom, Antonio Carlos Jobim: The Composer of “Desafinado” Plays, de 1963. O disco, que trazia 12 faixas, foi gravado nos Estados Unidos e lançado primeiramente lá, para depois vir ao Brasil, sem o subtítulo em inglês, pela lendária gravadora Elenco. Antes dele, Tom havia lançado apenas compactos, gravado ao lado de outros artistas ou emprestado suas músicas para intérpretes, como Elizete Cardoso, que em 1958 lançou o histórico Canção do Amor Demais.

As três faixas seguintes têm uma diferença de idade de 11 anos. Águas de Março, Só Tinha de Ser com Você e Fotografia foram retiradas do famoso LP Elis & Tom, de 74, reeditado em 2004 pela Trama com faixas-bônus. Chovendo na Roseira e Luiza também vêm de um álbum de duetos, porém com Edu Lobo (Edu & Tom, de 81), que canta nas duas músicas.

Acompanhado de sua Banda Nova, Tom canta a fantástica Passarim, gravada no belíssimo LP de 1987, que levava o mesmo nome. As duas últimas faixas também são daquele disco: Gabriela (famosa na gravação de Gal e Tom, usada na trilha sonora do filme dirigido por Bruno Barreto) e Anos Dourados, dueto inesquecível de Tom e Chico Buarque.

CD 2: raridades para fãs e colecionadores

O CD 2 é a grande jóia deste disco. Ele começa com a versão original de Águas de Março, de 72, bem diferente da definitiva (vale reparar nos arranjos de cordas), que seria gravada no ano seguinte. Esta primeira gravação foi incluída em um LP da série Disco de Bolso, que vinha encartada no jornal “O Pasquim”. Tom dividia o disco com o então estreante João Bosco, cantando Agnus Sei.

Outras preciosidades são Matita Perê, num dueto dos dois compositores, Tom Jobim e Paulo César Pinheiro, um cantor bissexto; Pé do Lageiro, gravada num disco em homenagem ao maranhense João do Vale, em que Tom une suas melodias densas aos ritmos nordestinos; e a versão ao vivo de Águas de Março, com Tom Jobim, sua Banda Nova, Chico Buarque e Caetano Veloso. A música foi registrada no programa “Chico & Caetano”, que eles apresentavam na Rede Globo nos anos 80.

Para encerrar o CD com chave de ouro, um dos últimos sucessos de Tom: Querida, gravada em 1991 para a abertura da novela “O Dono do Mundo”. A música foi lançada inicialmente na trilha sonora da atração global e só registrada por Tom três anos depois, no CD Antônio Brasileiro, seu último trabalho.

Depois disso, vieram diversos discos póstumos, como este. Muitos outros virão, pois a obra dos gênios transcende o tempo, e isso é a certeza de que a partida não acaba.


Veja mais:


   Disco:  Fotografia – Os Anos Dourados de Tom Jobim
     Ficha técnica, faixas e compositores

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