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  Muito barulho e suor no show do Crazy Town no Rio

Shifty (à esq.) e Epic dividem os vocais do Crazy Town
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Há dois anos, a Rádio Cidade, do Rio de Janeiro, abandonou a música eletrônica, as boy bands e outras atrações típicas do público juvenil para unir-se à 89 FM, de São Paulo, e dedicar sua programação exclusivamente ao rock. Para comemorar, a emissora – a primeira FM da cidade – promoveu um grande show no ATL Hall, no dia 4 de dezembro, que teve como principal atração os californianos do Crazy Town, nova sensação do new metal americano. O grupo, que também se apresentou em São Paulo, dividiu a noite com as bandas nacionais Tianastácia, Los Hermanos e Capital Inicial.
Bret “Epic” Mazur (vocais), Seth Binzer “Shifty” (vocais), Craig “Squirel” Tyler (guitarra), Anthony “Trouble” Valli (guitarra), Doug “Faydoe” Miller (baixo) e Kyle Hollinger (bateria) vêm ao Brasil três anos após lançar seu primeiro disco, The Gift of Game, que vendeu 2,5 milhões de cópias no mundo inteiro, puxado principalmente pelo hit Butterfly, e os fez viajar pelos Estados Unidos abrindo shows do Red Hot Chili Peppers, Sugar Ray, Slipknot e Linkin Park, entre outros. Agora eles estão divulgando o novo álbum, Darkhorse (“azarão”, em inglês), produzido por Howan Benson, que já trabalhou com nomes consagrados como P.O.D. e Motorhead. O primeiro single é Drowning, que já está tocando nas rádios brasileiras.
“Queremos ser a última coisa com a qual a competição está preocupada. O azarão nunca é visto como uma ameaça, mas no final, inesperadamente, cresce e deixa os outros para trás. Isso é o que este disco fará”, diz o confiante Shifty, no release de divulgação distribuído pela Sony Music americana.
No disco, prevalece a tendência atual do cenário roqueiro americano de misturar rock pesado com rap e hip hop. Na tarefa de “rappers” dividem-se Epic e Shifty, prevalecendo o primeiro como voz principal. Além de Drowning, destacam-se no disco as iradas Decorated, Waste of Time, Battle Cry e Take It to The Bridge. Os momentos mais “lights”, que não chegam a ser baladas, são Change, Candy Coated, Sorry, Skulls And Stars e Beautiful.

Gritaria, pulos e palavrões

O show começou com os mineiros do Tianastácia, que em cerca de 40 minutos mostraram que são uma das melhores e mais injustiçadas bandas surgidas no Brasil nos anos 90. Atualmente sem gravadora, Maurício (voz e violão), Podé (voz e violão), Antônio Júlio (guitarra), Leozinho (guitarra), Beto (baixo) e Glauco (bateria) botaram o público para pular ao som da certeira Favela, da ótima Cabroró, música que revelou o grupo no FestValda de 1995, e o hit Conto de Fraudas, que, apesar de ter obtido uma boa repercussão na época de seu lançamento, merecia um espaço maior nas rádios, como Anna Júlia teve, por exemplo. E por falar nisso, os próximos a subir no palco do ATL Hall foram os Hermanos, que resistiram aos insistentes pedidos da turma do gargarejo e não tocaram Anna Júlia. Mas, como sempre, o grupo carioca fez uma apresentação irrepreensível, mostrando as boas composições de seus dois discos, como Todo Carnaval Tem Seu Fim, Retrato para Iaiá (ambas de Bloco do Eu Sozinho, de 2001), Tenha Dó e Descoberta (de Los Hermanos, de 99). O destaque do show foi uma excelente releitura de Last Nite, dos Strokes, “turbinada” pelo trompete de Bubu.
No intervalo, enquanto os técnicos ainda faziam ajustes no som, os vocalistas do Crazy Town, Epic e Shifty, apareciam no palco para tirar fotos do público, ainda duvidando de uma suposta popularidade que, na verdade, não existia.
Shifty passou o show inteiro berrando e pulando no palco do ATL Hall
Na platéia, formada principalmente por adolescentes, viam-se camisas pretas com estampas do Nirvana, Ramones, Red Hot Chili Peppers, Sepultura e Bob Marley, mas nenhuma do Crazy Town. Na lojinha de artigos de rock ao lado do ATL Hall, a camisa da banda também não existia.
Mas Epic e Shifty entraram no palco dispostos a deixar uma boa impressão. Acabaram chamando mais a atenção pelo visual – Shifty pulava pelo palco sem camisa, tatuado de cima a baixo e usando uma calça que estava quase na altura do joelho – e pelos (maus) modos – palavrões a rodo, muita gritaria e pulos de um lado a outro do palco, dando trabalho para os fotógrafos. Enquanto Shifty berrava e fazia caretas para a turma do gargarejo, Epic improvisava uma escada para subir nas caixas de som e, já meio alterado, tentava conversar com o público num péssimo português. “Ele deve estar falando em japonês, porque isso não é português nem inglês”, brincou uma menina da platéia.
Quantos às músicas, o Crazy Town mostrou as principais composições de seus dois discos. Eles entraram no palco cantando Intro, um hip hop que abria The Gift of Game, e Butterfly, sucesso do mesmo disco, que foi acompanhada por alguns. A seguir veio Battle Cry, uma das mais pesadas de Darkhorse, e duas de The Gift of Game: Think Fast e Darkside. Do recente CD foram apresentas ainda Change, Decorated, Take It To The Bridge e o atual sucesso, Drowning, o melhor momento do show. The Gift of Game foi mais lembrado: o grupo cantou – ou melhor, berrou – ainda Revolving Door, Lolipop Porn, Black Cloud e Toxic, que encerrou a apresentação, depois de muito barulho e rios de suor. Ao final, ficou a sensação de que o Crazy Town veio ao Brasil para fazer jus ao seu nome.
A noite acabou com o Capital Inicial, que misturou músicas dos bem-sucedidos discos Acústico MTV e Rosas e Vinho Tinto a releituras de Ramones (Pet Cemetery) e Legião Urbana (Que País É Esse). Parabéns à Cidade e ao rock. 


Veja mais:


   Disco:  Darkhorse
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
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