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  Bom samba elevado ao cubo

Marcos Paulo Bin
Nei Lopes fez o lançamento de seu mais recente CD, Partido ao Cubo, na madrugada de 23 de abril, data em que se comemoravam o Dia Nacional do Choro e o Dia de São Jorge, do qual é devoto
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Por Marcos Paulo Bin
23/04/2005


Vinte e três de abril: Dia do Choro e Dia de São Jorge. O choro é o pai do samba, na definição de Zé da Velha e Silvério Pontes, e a forma instrumental de se tocar samba, segundo Nei Lopes. São Jorge, padroeiro de boa parte dos sambistas, entre eles Zeca Pagodinho – que incluiu uma música em homenagem ao santo em seu mais recente CD, À Vera.

Em uma boa coincidência, na madrugada de 22 para 23 de abril, Nei Lopes – devoto de São Jorge e estudioso do choro e do samba – fez um grande show no Teatro Odisséia, no Rio, lançando seu mais recente CD, Samba ao Cubo (Rob Digital). A apresentação foi a penúltima do projeto Sextas de Bamba, que a casa de espetáculos situada no bairro da Lapa encerra no dia 29, com show de Noca da Portela.

Um dos principais nomes do samba carioca, impulsionador da geração do Cacique de Ramos, que nos anos 80 voltou a popularizar o gênero, Nei Lopes é um artista completo. Cantor, compositor, escritor e filósofo, ele é autor de pérolas imortais da Música Popular Brasileira, compostas com parceiros diversos e interpretadas pelos mais variados cantores, cantoras e grupos.

Nei Lopes vive um dos melhores momentos de sua carreira. Há alguns dias, ele fez um grande show no Teatro Rival, no Rio, acompanhado de orquestra, lançando Partido ao Cubo. O disco chegou às lojas no início de 2004, pela Rob Digital, com uma proposta diferente: em vez de usar instrumentos tradicionais do samba como surdo, tantã e violão de 7 cordas, Nei Lopes gravou as 14 faixas – todas autorais, com ou sem parceiros – com arranjos instrumentais, feitos por Ruy Quaresma e Humberto Araújo. O objetivo era reforçar “ao cubo” a aproximação do samba e suas vertentes – principalmente o partido-alto, mas também samba-reggae, bossa nova e outros – com a música afro-americana (rumba, merengue etc.).

Também em 2004, Nei Lopes participou do DVD Ao Vivo Convida, do Fundo de Quintal, na regravação da sua E Eu Não Fui Convidado, que o grupo lançou originalmente em 1985. No mesmo ano, Dudu Nobre – com quem ele compôs os hits Feliz da Vida e Quero um Cafuné – fez muito sucesso com a regravação de duas antigas músicas de Nei, Tempo de Don Don e Goiabada Cascão, incluídas na trilha sonora da novela “Celebridade”.

O ano de 2005 também começou bem para o sambista, que teve a música Cavaco e Sapato, parceria com Zeca Pagodinho, incluída pelo artista mais popular do Brasil em À Vera. E, como os parceiros de Zeca costumam dizer, ter uma música em um disco dele é a garantia de um dinheirinho extra, devido aos ganhos com direitos autorais.

Histórias e tiradas

Esse bom momento se refletiu no palco do Teatro Odisséia. Muito bem humorado, o sambista de 63 anos lembrou a data de seu santo de devoção e desfilou os sucessos citados acima, além de outros como Senhora Liberdade, Debaixo do Meu Chapéu e Gostoso Veneno. Do novo CD, o destaque foi Samba como Era, letra autoral em que o sambista usa palavras e expressões comuns em sambas compostos nos anos 30 e 40.

Sem o acompanhamento da orquestra, que foi reduzida a um quinteto de músicos virtuoses como Alceu Maia, Ovídio Brito e Ruy Quaresma, Nei Lopes pôs todo mundo para sambar e para rir com suas divertidas histórias e tiradas, como quando pediu às pessoas para não confundirem Memórias de um Sargento de Milícias (samba de Paulinho da Viola) com as “malícias da memória de Nelson Sargento”. Ou como quando falou do início da carreira.

“Fui vítima de exploração infantil. Me obrigaram a compor aos 5 anos de idade. Por isso hoje tenho 33 de carreira e 38 de idade”, brincou.

Ver e ouvir Nei Lopes, em datas comemorativas ou não, é a chance de conhecer melhor um pouco da melhor Música Popular Brasileira.


Veja mais:


   Disco:  Partido ao Cubo
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
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