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  Um olho no gato e outro no peixe

Divulgação/Eurico Salis
O Papas da Língua na gravação do CD e DVD Acústico Ao Vivo, em Porto Alegre. Com esse disco, o grupo espera que o sucesso conquistado no Sul seja estendido para todo o Brasil

Por Marcos Paulo Bin
19/04/2005


No mercado fonográfico, na maioria das vezes, a palavra coincidência significa falta de investimento (ou investimentos duvidosos) das gravadoras e um sistema que prejudica os novos talentos (jabá, pirataria etc.). Em recente entrevista ao U.M., o cantor mineiro Vander Lee disse que já viajou ao Japão, porém ainda é pouco conhecido no Nordeste. Não por coincidência, o mesmo acontece com o grupo gaúcho de pop-rock Papas da Língua, que já fez shows na França mas luta por um espaço no eixo Rio-São Paulo.

“Se você falar de nós no Sul da França, qualquer um vai dizer: ‘Uí, Papás na Linguá’. Em Florianópolis o bicho pega, nossos shows estão sempre lotados. Mas no Rio e em São Paulo ainda não rolou dessa forma”, conta o vocalista e violonista Serginho Moah, que forma a banda ao lado de Léo Henkin (violões e vocais), Zé Natálio (baixo e vocais) e Fernando Pezão (bateria).

Serginho relata a experiência de tocar no exterior na música Viajar, um dos maiores sucessos do Papas da Língua, que lembra Downtown, do Cidade Negra. Essa é uma das músicas gravadas pelo quarteto em seu novo trabalho, Ao Vivo Acústico (Orbeat), quinto CD e primeiro DVD dos gaúchos. Primeira faixa de trabalho do disco, Viajar conta com a participação do cantor Tonho Crocco e do DJ Anderson, ambos da banda conterrânea Ultramen. Anderson ainda responde pelas pick-ups em Ela Vai Passar.

Rumo ao Centro do país

O CD e o DVD Acústico Ao Vivo foram gravados há cerca de um ano no Teatro São Pedro, em Porto Alegre, e têm no repertório vários sucessos dos 10 anos de banda: Democracy (o 1º hit), Vou Ligar, Blusinha Branca, Eu Sei e Mary Jane, entre outras. Hey Brown, Em Setembro e a releitura de Sorte, do repertório de Gal Costa, são exclusivas do disco audiovisual, que também traz entrevista e making of.

À exceção das inéditas Espelho Meu e Pra Gente Passear, as músicas de Ao Vivo Acústico (19 no DVD e 16 no CD) foram gravadas nos discos anteriores do Papas da Língua e são muito conhecidas pelo público gaúcho, que participa ativamente do show. O desafio, agora, é apresentar as canções ao resto do país.

“Hoje, no Sul, nós cantamos a primeira fase da música e o público continua. Agora queremos cantar para a massa, chegar ao Centro do país. Estamos abertos e ainda temos muito fôlego para isso”, diz Serginho.

O cantor atribui a dificuldade das várias bandas de rock gaúchas em estourar nacionalmente aos problemas do mercado. Segundo ele, os tempos são bem diferentes daqueles vividos por Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós, até hoje principais referências dos rock gaúcho.

“As maiores dificuldades são a falta de grana e a relação com as gravadoras. Os Engenheiros e o Nenhum de Nós vêm dos anos 80, quando não havia tanta pirataria e o poder aquisitivo das gravadoras e das pessoas era maior”, acredita o cantor.

O primeiro CD do Papas da Língua, auto-intitulado, foi lançado em 1995 pela Sony. Depois disso, eles passaram pela Universal e agora lançam o novo disco pela Orbeat, gravadora gaúcha que tem como diretor artístico Thedy Corrêa, vocalista do Nenhum de Nós. Serginho diz que já perdeu a ilusão com as multinacionais.

“Assinamos contrato com a Sony na mesma época em que o Toni Garrido chegava ao Cidade Negra e eles lançavam o disco Sobre Todas as Forças. Na época, era uma tendência usar máquinas, e nosso equipamento era analógico. Ficamos aquém do movimento sonoro das demais bandas. Além disso, morávamos no Sul, então qualquer contato era por telefone. Isso complicou o nosso contrato. Ficamos abalados, mas não deixamos a peteca cair. Hoje sabemos que assinar com uma multinacional não significa tudo”, afirma.

Para tentar vencer, pelo menos, a barreira da distância, Serginho diz que a banda planeja se mudar para o Sudeste. Mas os gaúchos podem ficar tranqüilos, pois o pensamento estará sempre na terra natal.

“Pensamos em morar uns dois meses no Rio, quando fizermos shows no Sudeste. Mas depois voltamos. É um olho no gato daqui e outro no peixe de lá. Não acho legal esquecermos nossas raízes”, diz o cantor.


Veja mais:


  Serginho Moah: um ex-sambista a serviço do pop
   Disco:  Acústico Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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