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  A celebração a uma década muito divertida

Marcos Paulo Bin
Guilherme Isnard, da Banda Zero, e Paulo Ricardo cantaram juntos a música Agora Eu Sei na festa Geração 80
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Por Marcos Paulo Bin
18/04/2005

A moda em torno dos anos 80 prova que aquela não foi uma década perdida, como dizem alguns intelectuais, mas sim um período muito divertido. Sucesso de vendas, o livro “Almanaque dos Anos 80”, de Luiz André Alzer e Mariana Claudino, lembra costumes e personagens da época. Nas boates, festas como a Ploc exaltam a música e os trajes do período. E, na TV, artistas thrash como Nain, Ovelha e o grupo Gengis Kan voltam a dar as caras.

No dia 16 de abril, o Claro Hall, no Rio, promoveu a festa Geração 80, que reuniu no mesmo palco Léo Jaime, Leoni (ex-Kid Abelha e Heróis da Resistência), Ritchie, Kid Vinil (Magazine) e os convidados especiais Guilherme Isnard (Banda Zero) e Paulo Ricardo (ex-RPM, atual PR.5). Nomes ligados ao movimento BRock – consolidado há exatos 20 anos, com a primeira edição do Rock in Rio – que hoje não vivem mais os áureos tempos daquela época, mas ainda estão em plena atividade.

A festa vem percorrendo o Brasil com diferentes formações. No Rio, foi uma noite com tudo a que o público saudoso ou curioso tinha direito: bordões, clichês, micos, nostalgia e, é claro, muita diversão. Cada artista cantou de duas a quatro músicas sozinho e no final todos se juntaram para um número conjunto. Depois do show, o DJ Kid Vinil não deixou o clima de revival cair, tocando vários hits oitentistas.

Show de Léo Jaime é o melhor da noite

Léo Jaime foi o primeiro e melhor artista da noite. Tocando constantemente – ele é contratado de algumas casas noturnas de São Paulo, onde vive há quatro anos – o cantor carioca mostrou que até pode estar com uns quilinhos a mais, porém, musicalmente, continua em forma. Mais roqueiro que nos anos 80, Léo desceu a mão na guitarra nos sucessos Rock Estrela, As Sete Vampiras e A Fórmula do Amor. Só acalmou em A Vida Não Presta, para alegria dos casais.

Kid Vinil, o cicerone da noite, veio em seguida, com a infalível Sou Boy, grande sucesso de sua banda, Magazine, nos anos 80.

Sou Boy já era. Hoje preciso de mais velocidade. Talvez de um motoboy”, brincou o cantor, no primeiro clichê da noite.

Leoni esqueceu o violão – que vinha sendo seu companheiro na turnê do CD acústico Áudio-Retrato – e, de guitarra em punhos, lembrou o início do Kid Abelha, em Educação Sentimental, e o auge do Heróis da Resistência, em Só pro Meu Prazer. Ele quebrou o protocolo cantando a balada Garotos II, composição dos anos 90, e saiu do palco após Exagerado, que compôs com Cazuza e Ezequiel Neves.

Kid Vinil voltou ao palco e lembrou o outro sucesso deixado pelo Magazine, Tic-Tic Nervoso. Ele citou novas bandas para defender sua geração.

“A década de 80 era muito divertida. Strokes, Franz Ferdinand são totalmente inspirados anos 80. O que seria do novo rock se não fosse aquela época?”, disse o cantor do Magazine, aplaudido.

Paulo Ricardo é o mais ovacionado

Muita gente não sabe, mas Ritchie foi um dos pioneiros do BRock – ainda nos anos 70, ele formava a banda Vímana ao lado de Lobão e Lulu Santos. Músicas como Casanova, A Vida Tem Dessas Coisas, A Mulher Invisível e Menina Veneno, tocadas no Claro Hall, fizeram muito sucesso, principalmente como temas de novela, e acabaram o transformando num cantor popular. Mas, com seu estilo David Bowie, Ritchie mostrou que o rock sempre correu em suas veias e empolgou o público com Menina Veneno.

“Essa música não é mais minha, é de vocês”, disse ele, antes de cantar Menina Veneno, em mais um clichê.

Primeiro convidado da noite, Guilherme Isnard entrou no palco recordando Formosa, de sua Banda Zero. Enquanto cantava Agora Eu Sei, juntou-se a ele Paulo Ricardo, que participava da gravação original.

Sozinho no palco, o ex-vocalista do RPM foi o mais ovacionado pelo público. Ele correspondeu à expectativa, levantando a platéia nos hits Revoluções por Minuto, Louras Geladas, Rádio Pirata e Olhar 43. Chamou a atenção o fato de Paulo Ricardo ter cantado antigos sucessos do RPM e da mesma forma como foram criados, inclusive com teclado sintetizador. Segundo o cantor, o RPM – que se reuniu em 2001 e lançou um disco ao vivo – acabou porque ele procurava novo repertório e arranjos diferentes.

No final, os seis se juntaram para cantar Bete Balanço, do Barão Vermelho. Como ninguém conhecida a letra inteira, tiveram que consultar a cola no piso e acabaram pagando um tremendo mico. Em Geração Coca-Cola, música da Legião Urbana emblemática dos anos 80, eles se redimiram. No entanto, o macaquinho voltou no bis, exigido pelo público. De improviso, o sexteto cantou Meu Erro, dos Paralamas, errando vários trechos da letra, que é bem fácil.

Mas acertar, àquela altura, era o que menos importava. No ano em que se comemoram quatro décadas de Jovem Guarda, Léo Jaime, Leoni, Ritchie, Kid Vinil, Guilherme Isnard e Paulo Ricardo fizeram a festa de arromba. Enquanto Kid Vinil discotecava, no camarim Léo Jaime resumia o espírito do encontro:

“Foi uma grande noite. É muito bom tocar com os amigos”.


Veja mais:


  Confira como vai a carreira de cada participante da festa Geração 80






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