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  Saudades do Ben Jor elétrico

Jorge Ben Jor ficou preso demais ao violão em Acústico MTV, deixando saudades nos fãs da época em que ele tocava guitarra
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Em 1992, Jorge Ben Jor gravou um show no Rio de Janeiro para virar um CD duplo ao vivo. Aquele, que seria seu segundo disco com o “Jor” acrescentado ao sobrenome – até hoje discute-se se foi por causa da numerologia ou para evitar a semelhança, no exterior, com o nome do cantor e guitarrista americano George Benson – acabou também transformando-se em seu maior sucesso comercial. Foram mais de 1 milhão de cópias vendidas, devido ao estouro do hit instantâneo W/Brasil (Chama O Síndico) e às ótimas releituras de seus sucessos, na maioria em pot-pourris como Salve Simpatia/A Banda do Zé Pretinho, Santa Clara Clareou/Zazueira, País Tropical/Spyro Gyro, Charles Anjo 45/Caramba... Galileu da Galiléia/Cadê Tereza/Miudinho e Berenice/O Telefone Tocou Novamente/Denise Rei/Que Pena/O Dia em Que O Sol Declarou Seu Amor pela Terra, além de pérolas como Taj Mahal, Que Maravilha e Ela Mora na Pavuna. Um disco realmente histórico, que marcou a aproximação de Ben Jor com as novas gerações.
Ao longo dos anos 90, Ben Jor lançou mais quatro discos, que não chegaram a ser grandes sucessos de venda. Mas, à exceção de Ben World Dance, de remixes de seus principais sucessos, os outros três chegaram a lhe render alguns novos hits que obtiveram ótima repercussão nas rádios: de 23, (93, Warner), saíram Alcohol e Engenho de Dentro; de Homo Sapiens (95, Sony), destacou-se a dançante Gostosa; e em Músicas para Tocar em Elevador (97, Sony), ficou conhecida a nova versão de Que Maravilha, com a participação dos Paralamas do Sucesso.
Pois bem, chegou o século XXI e Ben Jor resolveu reler novamente seus hits, desta vez sendo mais um a participar do consagrado projeto Acústico MTV. Ele relutou, é verdade – não queria voltar ao violão, já que há muitos anos dedicava-se somente à guitarra (esse amor pelo instrumento pode ser verificado na própria capa do disco Ao Vivo no Rio, em que ele aparece abraçado a uma guitarra) – mas acabou cedendo. Foram três anos de negociação com a MTV, o que fez surgir, nesse período, vários boatos sobre o repertório do disco e possíveis convidados.
O suspense acabou em janeiro de 2002, quando o cantor gravou o disco no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio. Ben Jor inovava o projeto ao decidir por um CD duplo (apenas Lulu Santos havia feito dessa forma, em 2000), e por escalar duas bandas, uma para cada CD: a Admiral Jorge V, que tocou com ele em boa parte dos anos 70, e a Banda do Zé Pretinho, que o acompanha desde o final daquela década. Além disso, para amenizar a ausência da guitarra, Ben Jor decidiu trocar o violão comum, de seis cordas de náilon, por um de 12 cordas de aço. Outra decisão foi a de não chamar convidados especiais.
Mas, para surpresa geral, o que sobrou de inventividade no formato faltou na escolha do repertório. Jorge Ben Jor gravou 21 faixas, compostas basicamente pelas mesmas músicas que já estavam presentes em Ao Vivo no Rio, muitas delas, inclusive, repetindo até o pot-pourri. Não houve inéditas e, o mais estranho de tudo, Ben Jor perdeu a grande chance de incluir em um mesmo disco seus três sucessos mais recentes – Alcohol, Engenho de Dentro e Gostosa – que dificilmente apareceriam juntas em uma coletânea de estúdio, já que foram lançadas por gravadoras diferentes. Dos anos 90, as únicas referências foram a repetição de W/Brasil e os versos, em Que Maravilha, dizendo “Botaram os Paralamas pra tocar pra ela / botaram os Paralamas e eu vou dançar com ela”, que ele havia modificado na gravação com Herbert, Bi e Barone em Músicas para Tocar em Elevador.
Embora de certa forma decepcionante, Acústico MTV Jorge Ben Jor não deixa de ser um grande disco, principalmente pelo “lado A”, que é mais introspectivo e traz um repertório menos óbvio. Nele, Ben Jor resgata pérolas como a engraçadíssima Roberto Corta Essa (em pot-pourri com Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)), Balança, Pema, O Vendedor de Bananas, O Circo Chegou (cuja letra é inspiradíssima), O Namorado da Viúva e a excelente Ive Brussel, sem dúvida o momento alto dos dois discos.
O “lado B” é mais sacudido, tanto pelo repertório escolhido como pela presença da Banda do Zé Pretinho. Mas não há nada de novo ali, nem nos nomes das músicas nem nos arranjos. O disco abre com Mas, Que Nada e segue com Por Causa de Você, Menina/Chove Chuva, Que Maravilha, Menina Mulher da Pele Preta/O Telefone Tocou Novamente e Que Pena. A partir da sétima faixa, País Tropical/Spyro Gyra, a festa começa. Não importa se as músicas já se cantem sozinhas de tão regravadas ou que o pot-pourri seja manjado – é incrível o pique e o poder de fogo que ele tem. Depois seguem W/Brasil, Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas, Filho Maravilha e o CD acaba com Taj Mahal, não por mera coincidência a mesma música que encerra Ao Vivo no Rio. Como diria Ivete Sangalo – com quem Ben Jor regravou recentemente Por Causa de Você, Menina, em versão que ficou até superior a do Acústico – a festa até rolou, mas com um pouco de água no chope.


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