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  O upgrade sonoro do romântico Vander Lee

Marcos Paulo Bin
Vander Lee está satisfeito com o resultado de seu novo disco e se diz otimista quanto à repercussão entre o público. “Acho que agora vai ser mais fácil, pois tive um upgrade em relação ao disco anterior”, acredita

Por Marcos Paulo Bin
15/04/2005


Na carreira do minero Vander Lee, o compositor veio antes do cantor. Seus dois primeiros CDs, Vanderly (1997) e No Balanço do Balaio (1999), não chamaram a atenção do grande público, mas o tornaram o novo queridinho de grandes cantoras da MPB, como Gal Costa, Alcione, Rita Ribeiro, Eliana Printes e Elza Soares, que transformaram suas composições em sucesso.

O cantor Vander Lee só despontou em 2003, no disco Ao Vivo, gravado de forma independente e depois negociado com a Indie Records. O estouro da faixa Esperando Aviões e a regravação das músicas que se tornaram famosas com as cantoras (Românticos, Onde Deus Possa Me Ouvir, Contra o Tempo) deram a Vander Lee um público fiel e o status de artista, algo novo em seus quase 20 anos de carreira, restrita até então a shows em bares de Minas Gerais.

Com um novo disco nas lojas, Naquele Verbo Agora (Indie Records), Vander Lee encara um grande desafio: lançar, de fato, seu primeiro disco como artista contratado de uma gravadora. Além disso, precisa consolidar a carreira com um CD de músicas inéditas.

Com a tranqüilidade típica de um bom mineiro, Vander Lee não teme os desafios. O cantor revela que não esperava o sucesso do álbum anterior, e que por isso mesmo o novo disco tem tudo para firmar seu nome no cenário musical brasileiro. A intenção é ultrapassar as barreiras do eixo Rio-São Paulo-Minas, lugares onde se concentra a maior parte de seu público.

“Eu achava que o disco ao vivo estava fadado a uma pequena tiragem, que só compraria quem realmente acompanhava meu trabalho. Foi um CD sem maiores pretensões. Fiquei surpreso com o interesse da Indie, e a partir daí vieram outras boas surpresas”, diz Vander Lee. “Acho que agora vai ser mais fácil, pois tive um upgrade em relação ao disco anterior. Tem muita gente competente trabalhando comigo, estou mais maduro, mais paciente e com uma aceitação maior por parte do público. Isso me deixa otimista.”

O upgrade a que Vander Lee se refere é a participação de Chico Amaral – conhecido por seu trabalho junto ao Skank – como produtor do disco, ao lado do próprio Vander. Amigo pessoal, musical e futebolístico de Chico, com quem costuma bater umas peladas em Minas Gerais, o cantor credita ao produtor a modernização de sua música.

“O Chico ajudou a me atualizar e perder o preconceito com a música pop. Ele é um hitmaker, mas também uma pessoa cheia de idéias musicais, um grande músico de jazz. É um multiinstrumentista, estudioso e pensador de música, a nossa locomotiva mineira”, derrete-se.

Chico Amaral também deu um upgrade na sonoridade de Vander Lee. O cantor deixou o esquema banquinho-e-violão usado no disco anterior e, em Naquele Verbo Agora, contou uma banda formada por violão, guitarra, baixo, bateria, percussão, bandolim e naipe de cordas (viola, violino e violoncelo). O resultado foi o surgimento de belas canções, como as baladas Meu Jardim e Breu, a bossa Atriz e o delicioso samba Lenço e Lençol.

Músicas que devem aumentar o fã-clube do mineiro e o número de intérpretes pedindo composições. Mas a preocupação agora é outra.

“Estou vivendo meu momento de cantor, priorizando o artista Vander Lee. Tenho recebido muitos pedidos de músicas, mas não tenho tempo de compor. Passando essa fase de lançamento do disco, as músicas irão aparecer naturalmente. Não sou compositor de encomenda”, afirma.

Inspiração no futebol

Sobre Naquele Verbo Agora, Vander Lee o define como um disco radiofônico. O cantor se diz tão feliz com o resultado que tem ouvido o CD todos os dias. O título, segundo ele, deve-se ao repertório, que traz músicas compostas em diversas fases de sua carreira.

“É como se eu lançasse um olhar sobre músicas minhas de várias épocas. Tem músicas que fiz ano passado e outras de 10 anos atrás. E também uma forma de juntar os vários pedaços de mim através dos relacionamentos que são citados nas canções”, explica Vander Lee, referindo-se ao fio condutor de Naquele Verbo Agora: o amor.

Como nos álbuns cantores, Vander Lee destrincha as várias formas de relacionamento nas 12 faixas do disco. Embora ele diga, em uma de suas músicas, que “românticos são poucos”, o mercado está saturado de canções sobre amor, do rock ao samba. No entanto, em Naquele Verbo Agora Vander Lee reforça o que as suas intérpretes já descobriram há tempos: ele é um poeta, daqueles que rimam amor e dor com classe.

Para Vander Lee, a linha fina que divide a música romântica brega da poética chama-se criatividade. Algo que, segundo ele, está em falta no mercado.

“A música de amor envolve uma relação estética. Até quando você brinca com uma criança, é preciso estimular a criatividade dela. Nem todo mundo que fala de amor é poeta. Muitos escrevem música, mas poucos conseguem dizer o que é indizível, revelar o que é misterioso”, filosofa.

E onde o poeta encontra inspiração para falar de amor com tanta propriedade? A resposta está em um tema presente em músicas como Galo e Cruzeiro, do CD Balanço no Balaio, e Breu, a primeira faixa de trabalho de Naquele Verbo Agora: o futebol. Atleticano roxo, Vander Lee compara a paixão entre duas pessoas à do torcedor por seu time.

“Entendo a paixão como um jogo de futebol. É incrível ver um jogador correndo desesperadamente o campo inteiro para recuperar uma bola que perdeu, para não ser vaiado pela multidão. É mais ou menos o que sinto no palco; a platéia me coloca pra cima, mesmo quando não estou num bom dia. A paixão é assim, ligada ao jogo, à sedução”, assegura Vander Lee. Palavra de poeta.


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   Disco:  Naquele Verbo Agora
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