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  Com o selo ZPQ de qualidade

Marcos Paulo Bin
Zeca Pagodinho e o produtor Rildo Hora na entrevista coletiva. A parceria entre os dois completa 10 anos em 2005
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Por Marcos Paulo Bin
31/03/2005

Zeca Pagodinho deixou a preguiça de lado. Depois do sucesso do projeto Acústico MTV – que teve 530 mil CDs e 210 mil DVDs vendidos – o sambista viu que estava na hora de voltar a compor, o que ele raramente vinha fazendo. Em À Vera (Universal), 17° disco de Zeca, o sambista do Irajá assina três das 15 faixas. Um repertório autoral ainda pequeno, se comparado com o início da carreira, nos anos, 80, mas três vezes maior que o do último CD de estúdio, Deixa a Vida Me Levar.

“A preguiça rola direto. Mas os parceiros estavam me cobrando muito”, diz Zeca, com a tradicional sinceridade, em coletiva na sede da Universal. “A inspiração veio do disco acústico. Lembrando todas aquelas músicas, percebi que estava meio parado mesmo.”

O sucesso do projeto televisivo também adiou o lançamento do novo CD, que esta pronto desde o fim de 2004. A espera, no entanto, valeu a pena. À Vera é mais uma obra-prima do artista mais popular do Brasil, com o toque de mestre do produtor Rildo Hora e do diretor musical Paulão 7 Cordas.

A parceria com Rildo Hora começou há 10 anos, no CD Samba pras Moças, de 1995. O produtor, que acompanhou a coletiva, tem Zeca Pagodinho como referência de bom samba. E se arrisca a compará-lo a João Gilberto.

“Os dois têm uma capacidade incrível de sair do compasso e alcançá-lo novamente lá no final. Acho que, bem no fundo, eles se parecem”, diz Rildo Hora.

Zeca até admite a semelhança, mas só no quesito preguiça (“do jeito que somos preguiçosos, esse encontro só aconteceria daqui a 100 anos”, brinca o sambista). Por isso mesmo, ele deixa quase tudo nas mãos de Rildo ao entrar no estúdio.

“Somente no repertório a decisão é minha. Todo o resto deixo com o Rildo e também  com o Paulão. Eles dão idéias e se não ficar bom nós tiramos depois. Discutimos tudo mas sem crise, sempre com uma comidinha e uma bebidinha do lado”, conta Zeca, com seu jeitão relaxado.

Compositor estréia em CD de Zeca

Dando um tempo na preguiça e respondendo às cobranças dos parceiros, em À Vera o ex-embaixador de Xerém, hoje morador da Barra, assina Quem É Ela? com Dudu Nobre, Zeca, Cadê Você? com Jorge Aragão e Cavaco e Sapato, com Nei Lopes. Os outros compositores não fogem à habitual lista. Dos tempos de pagode no Cacique de Ramos, marcam presença Arlindo Cruz (Ninguém Merece, com Jorge David e Acyr Marques), Sombrinha (O Que Resta de Nós, com Alcino Correa), Almir Guineto (Cachorro, com Capri) e Luiz Carlos da Vila (Dizer Não pro Adeus, com Dona Ivone Lara e Bruno Castro). Presença certa desde o primeiro disco de Zeca, de 1986, a Velha Guarda da Portela é representada por Monarco e Mauro Diniz, autores de Coração Feliz. Bateria e coro da escola também participam do CD.

Os amigos menos famosos, é claro, não foram esquecidos. Nelson Rufino, compositor de Verdade, assina Cadê Meu Amor? (com Taís Rufino); Serginho “Deixa a Vida Me Levar” Meriti reaparece em O Biscateiro (com Jairo Aleixo); e Zé Roberto, responsável pela pérola O Penetra, é o dono de O Pai Coruja. A participação deles é uma exigência para Zeca.

“Tenho que prestigiar os amigos. Já cheguei em um lugar legal, agora preciso trazê-los comigo. Não é justo que só o Zeca Pagodinho apareça”, diz o cantor, que lançou, em 2001, o CD O Quintal do Pagodinho para dar espaço aos compositores que há anos ajudam a fazer seu sucesso.

Um círculo de amizades que ganhou mais um integrante. Em À Vera, Zeca Pagodinho acolhe o sambista Pecê Pinheiro, autor de Pra São Jorge, música que abre o CD e que acabou dando uma das tônicas do trabalho: a religiosidade. O tema aparece em todo o disco, do encarte às melodias, passando por várias letras.

“A gente vai ficando com medo de morrer e se apega cada vez mais a Deus. Não sei como os santos não se aporrinham. Todo dia é um pedido diferente”, brinca Zeca.

Para Pecê e sua música, o cantor é só elogios. Teriam obra e compositor o ZPQ, “Selo Zeca Pagodinho de Qualidade”, como a cerveja anunciada pelo sambista na televisão?

“Claro”, responde Zeca, sem pestanejar. “Recebo muita música. Em Xerém eram umas 100 por dia; na Barra, caiu pra 80! Para furar esse bloqueio, tem chegar com nota 10. Não adianta vir com nove e meio.”

Dez é a nota de todo o novo disco de Zeca. Já sai de fábrica com selo de qualidade.


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   Disco:  À Vera
     Ficha técnica, faixas e compositores





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