Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Kravitz hipnotiza cariocas com mistura de funk, soul, gospel e rock

www.jprevistas.com
Lenny Kravitz no palco montado na Praia de Copacabana, onde foi assistido por mais de 300 mil pessoas

Por Marcos Paulo Bin
22/03/2005


Segunda-feira, 20 de março, não foi o dia mundial da preguiça no Rio de Janeiro. A chuva, a multidão, o empurra-empurra, a desorganização da prefeitura e da produção, a falta de educação de alguns e o atraso de duas horas não foram motivos para que as mais de 300 mil pessoas que foram à Praia de Copacabana arredassem o pé de lá sem ver o ídolo Lenny Kravitz. Foi o último show do cantor americano no Brasil, dentro da turnê Celebrate, que já havia passado por Porto Alegre, São Paulo e Brasília. Na Cidade Maravilhosa, a tour recebeu o nome de Live in Rio (será que vem por aí um DVD, como o do Rush?).

Quem se arriscou a enfrentar a persistente garoa para ver o show sofreu desde o início. Às 19h30, há meia hora do início previsto, o metrô em direção a Copacabana estava completamente lotado cinco estações antes – ninguém entrava nem saía. Na saída, na Rua Barata Ribeiro (a duas quadras da praia), uma moradora denunciou o início de um arrastão.

Para chegar à praia foi um sufoco. Entre os hotéis Copacabana Palace e Le Meridién, no Leme, havia mais gente que no badalado reveillon carioca. Nas areias, o primeiro obstáculo foi a falta de organização da prefeitura, que permitiu – ou não fez nada para impedir – que verdadeiras tendas de camelôs se armassem na direção do palco, dificultando a visão de quem não conseguiu um lugar na turma do gargarejo. Pessoas com guarda-chuvas imensos colaboravam para piorar a situação.

Os tais pit-boys fizeram festa. Marrentos, iam esbarrando propositalmente nas pessoas, em busca de briga. Conseguiram algumas. Por causa do calor e do excesso de bebida – vendida livremente, desde uísque paraguaio a mel com pinga em saquinhos – muitas pessoas passaram mal.

Mesmo esperando um público de 500 mil pessoas, a produção pecou em vários aspectos. Da metade da platéia para o final, o som estava péssimo. A visão, idem. Os telões pareciam uma daquelas TVs de 10 polegadas com rádio acoplado. Alegando dificuldades para levar Lenny Kravitz do Copacabana Palace até a praia, por causa da multidão, a produção anunciou que o cantor se atrasaria. Mas ninguém esperava que ele demorasse duas horas para chegar ao palco, montado em frente ao hotel onde estava hospedado.

Mensagens cristãs

Previsto para as 20h, o show começou às 22h10. O início foi morno, com Minister of Rock ‘n’ Roll (“sou ministro do rock and roll”, bradava o cantor”), música do mais recente CD de Kravitz, Baptism. Em pouco tempo, entretanto, o músico conquistaria a platéia, que até foi um pouco arredia em Let Love Rule, não respondendo às vozes de comando. Em português, Kravitz pediu para as pessoas levantarem as mãos, disse que aquela era uma noite especial e que estava feliz de ver os brasileiros pela primeira vez.

Mas Lenny arrebatou mesmo a platéia com sua música de alta qualidade. Acompanhado de uma banda fantástica – guitarrista, baixista, tecladista, a ótima e irrequieta baterista Cindy Blackman e um naipe de metais – o cantor e guitarrista mostrou a enorme competência que tem para misturar funk, soul, gospel e rock.

A pacifista Let Love Rule trazia um órgão típico da gospel music americana. Em Live, que mistura gospel e rock, Kravitz lembra suas origens cristãs, cantando “A vida é o presente mais precioso que eu agradeço a Deus por ter”. E, como um pastor, ele conclamou o público a também agradecer ao Criador.

“Vamos louvar a Deus. Isto é uma celebração”, disse ele, definindo seu show como uma “igreja elétrica”.

Tunnel Vision
– gravada por Kravitz no álbum Circus, de 95, onde mais uma vez ele demonstra a veia religiosa em músicas como God Is Love – mais parecia um bailão funk dos anos 70, ao estilo James Brown. Foi um dos melhores momentos do show.

Mas quem conhece Lenny Kravitz só do rádio esperava pelos hits. O primeiro não demorou para chegar: It Ain’t Over ’Till It’s Over, anunciada por fogos, fez o público virar. Foi seguida pela contagiante Where Are We Runnin’?, sucesso de Baptism, e American Woman.

Depois de algumas baladas e elogios ao Brasil, o clima esquentou de novo com Always on the Run, outro funkão, do aclamado álbum Mama Said, de 92 (o mesmo de onde saiu It Ain’t Over...). O show acabou um pouco depois, com a música mais esperada da noite: Fly Away, principal hit de Kravitz no Brasil. Para muitos era o suficiente, mas faltava muito ainda.

Três bis

Kravitz fez suspense para o primeiro bis. Apareceu no palco cinco minutos depois de sair, cantando Lady, de Baptism. Seguiu com o hit Again, fazendo uma breve citação de Ain’t No Mountain High Enough, famosa canção gospel americana. Ao som de fogos de artifício, parou mais uma vez, depois de dizer “I love Brasil”, pedir “peace” e, em português, dar o tradicional “muito obrigado”.

Para o segundo bis, Lenny apareceu sozinho, tocando violão, em um set de baladas. A primeira foi Believe e a segunda, Calling All Angels, tema da novela “Senhora do Destino”, que despertou gritos histéricos nas adolescentes.

Por fim, a banda toda retornou ao palco para o final apoteótico, com Are You Gonna Go My Way?. No palco, um intenso jogo de luzes, uma banda vibrante e um Lenny Kravitz empolgadíssimo. Com sua guitarra em forma de V, ele pulou de um lado para o outro, rasgou a camisa preta e incendiou a multidão. Terminou as duas horas e 10 minutos de um verdadeiro espetáculo. Além de um showman, Mr. Kravitz é um senhor músico.


Veja mais:


  Show para muita gente e poucos fãs


Matérias relacionadas:

  Lenny Kravitz volta às origens ao completar 15 anos de carreira

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções